POR QUE É QUE OS ÍNDIOS DA AMÉRICA DO NORTE TINHAM A ALCUNHA DE “PELES-VERMELHAS”?

Em todas as histórias do Oeste americano, os índios têm a alcunha de peles-vermelhas e os brancos de rostos-pálidos. Mas nenhum desses nomes corresponde à verdade… Os índios tinham feições tisnadas pelo sol da pradaria, mas muitos brancos, ao fim de algum tempo de permanência no Oeste, já não se distinguiam deles pela cor da pele, sobretudo os que levavam uma existência mais aventurosa. E ninguém lhes chamava peles-vermelhas…

De onde veio, então, esse nome? Encontrámos uma explicação curiosa e que nos parece ter foros de verdadeira, num velho exemplar da revista Reis do Faroeste nº 6 (Agosto de 1980), editada no Brasil pela Ebal (Editora Brasil-América Ltd).

Assim como os índios devem este nome a Cristóvão Colombo, que julgava ter chegado à Índia ao aportar ao Novo Continente, é plausível que outros navegadores tenham tido a mesma experiência, deixando-se levar pelas primeiras aparências.

A explicação para a alcunha de peles-vermelhas que surge naquela revista (com uma ilustração de Gino D’Antonio) parece mais racional. Ora leiam…

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CURIOSIDADES DO OESTE: O OURO VERDE

Outra página de curiosidades do Oeste americano, desta feita sobre uma das mais preciosas matérias-primas do novo continente: a madeira das imensas florestas virgens que se estendiam da costa leste à costa do Pacífico e foram desbravadas pelos pioneiros, em busca de territórios férteis e pouco habitados pelos índios, para estabelecerem os seus lares.

Mais tarde, depois de construídas as cabanas e as granjas dos colonos, esse “ouro verde” começou a ser explorado de forma mais intensiva pelos lenhadores ao serviço de empresas madeireiras da Califórnia e de outras regiões, onde o constante aumento da presença humana provocou o aparecimento, a ocidente das Montanhas Rochosas, das primeiras cidades densamente povoadas e quase todas feitas de madeira, como São Francisco.

Esta página, com desenhos de Gino d’Antonio, foi reproduzida da revista brasileira Epopeia-Tri nº 47 (1985), cuja história, com o título “O Rio Perdido”, aborda o mesmo tema.

ROY ROGERS E A PUBLICIDADE – 2

Como era fácil a um rapaz dos anos 50 sentir-se na pele de Roy Rogers, o rei dos “cowboys”!

Comprovando a enorme popularidade de Roy Rogers nos seus tempos de glória, quando era o “rei” dos seriados de cinema e de televisão, em companhia de uma fogosa amazona — Dale Evans, a “rainha” do western, com quem teve um longo e feliz matrimónio —, eis outro anúncio de uma firma norte-americana, a Sears, com um variado e completo sortido de trajes de cowboy (chapéus, camisas, lenços, calças, cintos, luvas, polainas, esporas), destinados aos rapazes americanos e idênticos em todos os detalhes, até nas cores garridas, aos que Roy Rogers usava nos seus filmes e em público.

Com o patrocínio do “rei dos vaqueiros”, esta campanha, efectuada em 1952, foi também coroada de êxito, assegurando-lhe uma boa maquia pela utilização do seu nome e imagem e uma quota ainda maior de popularidade junto dos seus jovens admiradores.

CURIOSIDADES DO OESTE: O PISTOLEIRO “MARSHAL”

Oriunda do Mundo de Aventuras 714 (1ª série), eis mais uma página de curiosidades dedicada a uma personagem verídica do Wild West, pelo traço de Geoff Campion, um versátil desenhador inglês, especialista em histórias de cowboys, mas que também ilustrou muitas aventuras do célebre Major Alvega (aliás, Battler Britton), desde os primeiros episódios publicados na revista Sun.

“RODEOS” E CAVALOS: DUELO DE TITÃS

Imagem espectacular de um rodeo, nos EUA, com um cowboy que parece literalmente voar da sela, como projectado por uma catapulta, e um cavalo que escouceia, com todo o vigor do seu corpo, parecendo também suspenso no ar.

O desfecho do duelo é incerto, pois quando os olhos de um mustang selvagem brilham de fúria, até o mais destro cavaleiro corre o risco de “morder” a poeira e de ser pisado pelos cascos do seu indomável adversário.

Mas o cowboy da imagem não larga as rédeas, como se formasse com a montada um bloco sólido, uno e inseparável, perante o gáudio dos espectadores.

O vencedor foi aquele que demonstrou mais coragem e resistência, num duelo de titãs cuja duração pareceu, decerto, a ambos uma eternidade… 

OS TRAJES ESPAMPANANTES DOS “COWBOYS” CANTORES E QUEM OS CRIOU

Roy Rogers e Dale Evans

Por Jorge Magalhães

Ninguém acredita que, na vida real, os cowboys usassem camisas tão espalhafatosas, pois certamente seriam alvo de galhofa por parte dos seus camaradas, homens rudes que passavam a vida ao ar livre, de volta do gado, e pouco tempo tinham para se aperaltar, mesmo quando, de mês a mês, tiravam uma folga para um curto passeio até à cidade mais próxima, onde podiam gastar numa noite o soldo de várias semanas de trabalho.

O hábito dos trajes espampanantes, que faziam as delícias da garotada e das meninas que se derretiam à vista dos seus actores predilectos, nasceu no cinema, sobretudo durante a época dourada dos westerns da série B e dos cowboys cantores como Gene Autry e Roy Rogers, que faziam gala de exibir nos seus filmes uma vasta colecção de camisas bordadas com motivos folclóricos (e muitos outros), parecendo até que se desafiavam para ver quem averbava, nessa categoria, os maiores louros.

E verdade se diga que quer Gene Autry, quer Roy Rogers e a sua partenaire Dale Evans (com a qual estava unido, também, pelos laços do matrimónio), inspiraram muitas modas nos anos 40 e 50 do século passado, fazendo a fortuna dos fabricantes de camisas [1] e a alegria dos jovens espectadores de cinema, sempre ávidos de emoções fortes, como tiroteios, cavalgadas, lutas com os índios e os bandidos, rixas nos saloons… mas também de cenas românticas, em que os bravos cavaleiros seduziam as donzelas com a sua destreza equestre, os seus dotes musicais e o garbo do seu porte, realçado pelas espampanantes camisas bordadas com todo o requinte.

E elas, as cowgirls como Dale Evans, caprichavam em seguir-lhes o exemplo, arrancando também assobios e aplausos às plateias em delírio que não se cansavam de venerar os seus heróis… e as suas heroínas, nos westerns da série B!

Gene Autry

[1] Nota curiosa: tanto Roy Rogers como Gene Autry (e muitas outras celebridades da Meca do cinema) foram clientes do mais famoso alfaiate de Los Angeles, Nudie Cohn, um emigrante ucraniano que se estabeleceu na Califórnia e enriqueceu com as suas criações extravagantes, como a do milionário fato em lamé dourado que Elvis Presley usou nas suas primeiras aparições em palco, avaliado em $10,000, quantia fabulosa nessa época (1957). Quanto terão custado as camisas de Roy Rogers, Dale Evans e Gene Autry?