A PRÓXIMA MOSTRA DO CLUBE TEX PORTUGAL

Editor Dorival Vitor Lopes e tradutor Júlio Schneider acompanham Andrea Venturi e Leomacs na 4ª Mostra do Clube Tex Portugal

Por José Carlos Francisco

O ilustre editor DORIVAL VITOR LOPES e o não menos ilustre tradutor JÚLIO SCHNEIDER já confirmaram a sua presença na 4ª Mostra do Clube Tex Portugal, aceitando o convite dirigido pelo Clube português, acompanhando assim as presenças de Andrea VENTURI e LEOMACS no evento a realizar nos dias 29 e 30 de Abril deste ano, na cidade de Anadia.

Júlio Schneider e Dorival Vitor Lopes, dois ilustres convidados da 4ª Mostra do Clube Tex Portugal

Respondendo positivamente aos convites dirigidos pela Direcção do Clube Tex Portugal, o editor brasileiro de Tex Dorival Vitor Lopes e o articulista, redactor, tradutor e consultor editorial para as publicações Bonelli no Brasil Júlio Schneider, confirmaram a sua presença na 4ª Mostra do Clube Tex Portugal, juntando-se assim aos prestigiados autores italianos Andrea Venturi e Leomacs, internacionalizando ainda mais o grandioso evento marcado para o fim-de-semana de 29 e 30 de Abril, a realizar na capital da Bairrada, mais precisamente no mui nobre Museu do Vinho Bairrada, na pacata cidade de Anadia, que cada vez mais se consolida como a capital portuguesa da personagem Tex Willer.

Os dois membros do staff oficial de Tex no Brasil terão uma participação relevante no evento, já que serão dois dos convidados que participarão no workshop e na conferência dedicada a Tex que constam da programação oficial e cujas moderações estarão a cargo, como tem sido hábito, dos prestigiados críticos de BD Pedro Cleto e João Miguel Lameiras e em que também participarão os dois famosos desenhadores italianos.

Andrea Venturi participará na 4ª Mostra do Clube Tex Portugal, para autografar o seu Tex Gigante aos seus numerosos fãs portugueses

Recorde-se que cada um dos autores italianos, como forma de agradecimento por este convite português, fará uma magnífica ilustração de Tex exclusiva para o evento de Anadia. Os apreciadores de BD presentes nos dias 29 e 30 de Abril, na capital bairradina, receberão uma cópia de alta qualidade (em formato A4) destes magníficos desenhos, devidamente autografada por cada um dos seus autores, já que uma vez mais a Direcção do Clube Tex Portugal deseja oferecer uma recordação especial a quem prestigiar o evento marcando presença na bela cidade capital do leitão assado e do espumante.

Leomacs estará presente na 4ª Mostra do Clube Tex Portugal, onde fará alguns desenhos para gáudio do público

Para finalizar por hoje, informa-se que em breve serão divulgadas mais novidades (e que novidades…) a serem integradas nesta 4ª Mostra do Clube Tex Portugal, um evento que atrairá à capital bairradina algumas centenas de fãs e coleccionadores não somente de Tex, mas de BD em geral, tal como aconteceu nos três anos anteriores, em que tivemos as presenças de Pasquale Del Vecchio (2014), Pasquale Frisenda (2015), Stefano Biglia (2015), Massimo Rotundo (2016) e Maurizio Dotti (2016).

Para fazer parte do Clube Tex Portugal cujos estatutos podem ser vistos aqui — e poder usufruir de todos os seus brindes e regalias, em que se incluem as revistas do Clube, é necessário pagar uma jóia de inscrição de 5,00 € e uma quota mensal de 2,00 € (2,50 € para não residentes em Portugal).

(Post reproduzido, com a devida vénia, do Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa  das imagens, clique nas mesmas).

RUBRICA DO OESTE – 14

COMO É DIFÍCIL REALIZAR FILMES DE “COWBOYS”

Aqui têm mais um artigo oriundo da revista Plateia — que muitos cinéfilos (e outros amantes do espectáculo) de há 40, 50 anos, recordam com saudade —, desta feita extraído de um número especial dedicado à famosa série de televisão Bonanza, que muitos espectadores da RTP também ainda não esqueceram.

Este artigo aborda, com ironia, um aspecto dos filmes de cowboys que tem tanta ou mais importância do que o argumento ou a prestação dos actores: a competência dos realizadores a quem cabe a tarefa não só de escolher e dirigir o elenco (e a restante equipa técnica), como de fazer com que tudo bata certo ao filmar arriscadas cenas de acção, com “duplos” ou com os próprios actores, depois de devidamente treinados.

E as séries de TV não são excepção…

HOMENAGEM A JOSEPH GILLAIN (JIJÉ) NO CLUBE PORTUGUÊS DE BANDA DESENHADA

No próximo sábado, dia 18 de Março, o CPBD realiza mais um evento que certamente ficará para a sua história, inaugurando simultaneamente três exposições: a primeira sobre a emblemática revista Cavaleiro Andante (cuja existência decorreu entre Janeiro de 1952 e Agosto de 1962), e as restantes em homenagem a dois grandes nomes da BD franco-belga, Joseph Gillain (Jijé) e Willy Vandersteen — numa parceria com o Gicav, de Viseu, e a Câmara Municipal de Moura, entidades que patrocinaram, em anos recentes, exposições sobre estes autores, cuja obra foi bastante conhecida e apreciada em Portugal, pelos leitores do Diabrete, Cavaleiro Andante, Zorro, Foguetão, Nau Catrineta, Mundo de Aventuras e outras publicações juvenis. 

Apaixonado pelo western, Jijé foi o criador (já no auge da sua carreira) de um dos maiores símbolos dos heróis da pradaria, o simpático e varonil cowboy Jerry Spring, que em companhia do seu inseparável amigo Pancho, de origem mexicana, viveu várias e trepidantes aventuras nas páginas do semanário belga Spirou, renovando, tanto gráfica como tematicamente, a tradição e o contexto do western na BD europeia, anos antes de Blueberry e outras grandes séries do género trilharem o mesmo caminho.

A preceder a abertura destas exposições, que ocupam três salas do CPBD, haverá um colóquio, às 16hoo — subordinado ao tema “Jijé, um artista sempre presente” —, com a participação de um destacado membro do clã Jijé, o seu neto Romain Gillain, que vive há muitos anos no nosso país e, por isso, domina bem a língua portuguesa.

MAIS UM NÚMERO DO “FANDWESTERN” ESPECIAL DEDICADO À SÉRIE MATT MARRIOTT

Continuando a esforçada saga de reeditar na íntegra uma das melhores séries de cowboys da BD europeia, criada em 1955 por Tony Weare (desenhos) e Reg Taylor (argumentos) — a quem se juntou pouco depois outro notável argumentista, James Edgar —, o Fandwestern, fanzine editado por José Pires em formato “big size” (à italiana), apresenta este mês outro magnífico episódio desta incontornável série inglesa, com o título O Pastor Zinnerman.

À laia de curiosidade histórica, recorde-se que o referido episódio foi publicado pelo Mundo de Aventuras na década de 1970, quando esta revista atravessava uma das suas fases mais comerciais, embora em detrimento da qualidade na reprodução do respectivo material, pois o formato reduzido obrigava a cortes, montagens e supressões das tiras — por seu turno, com textos mal traduzidos e legendados —, prática que, aliás, se generalizou infelizmente a outros títulos editados, nessa época, pela Agência Portuguesa de Revistas.

Tudo isso procurou José Pires remediar, por puro amor à arte de Tony Weare, nas suas reedições da série Matt Marriott, feitas, nalguns casos, a partir de publicações estrangeiras ou de material facultado por um coleccionador português, cujo importante acervo é constituído por tiras originais e episódios publicados em jornais ingleses.

Aqui ficam, por gentileza de José Pires, a capa e duas páginas do Fandwestern com o episódio em causa — que no Mundo de Aventuras nº 1082 foi crismado (como documenta a respectiva capa, ilustrada por Carlos Alberto Santos) com o título O Estranho Pastor

A BD ITALIANA E JOSÉ CARLOS FRANCISCO (TRADUTOR E COLECCIONADOR DE TEX) EM FOCO NA NOVA REVISTA KARGA!

kargaJá se encontra à venda nos quiosques portugueses, desde o final de Fevereiro, a revista Karga! #2, uma nova publicação mensal — onde a BD (inclusive os fumetti) também é notícia — dirigida ao público jovem, entre os 14 e os 25 anos, e dedicada ao universo dos jogos, filmes, televisão, internet, anime, manga, comics e desportos radicais.

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A Karga! é uma revista com periodicidade mensal, editada pela Rossio Editora e dirigida pelos jornalistas João Vasco Almeida, que passou pela revista Focus, 24 Horas e TVI 24, e por André Júlio, que trabalhou nos jornais Público e Expresso. O design está a cargo de João Paulo Oliveira, que passou pelo Diário de Notícias e pelo semanário Sol.

Com um preço de capa de 3,50 euros e 68 páginas, a segunda edição da revista traz uma entrevista com José Carlos Francisco, um dos maiores fãs e coleccionadores mundiais da personagem Tex, entrevista essa intitulada ITÁLIA RULZ!, onde é destacada a sua faceta de tradutor das edições portuguesas de Tex e onde José Carlos Francisco explica o porquê de manter viva a chama da BD italiana em Portugal e fala também, entre outras coisas relacionadas com os fumetti, da sua amizade com o saudoso editor Sergio Bonelli e de quanto é que um coleccionador português gasta mensalmente com os fumetti [da SBE, publicados no Brasil pela Mythos] e do porquê de serem um produto caro.

Trata-se de um belo destaque dado aos fumetti, em especial a Tex Willer, já que a ilustrar a entrevista é mostrada uma fotografia de cerca de meia página [como se vê na imagem], onde José Carlos Francisco, com uma t-shirt alusiva aos 60 anos de Tex (ocorridos em 2008), exibe uma das mais luxuosas edições italianas deste famosíssimo herói da BD western, tendo parte da sua bela e valiosa colecção como fundo.

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Por tudo isto e muito mais, prezado leitor de Tex (e demais personagens dos fumetti) e amante da BD, não deixe de adquirir esta nova edição, datada de Março, da revista KARGA! Com filmes, séries, jogos, BD, manga, anime, música, lifestyle, outdoor, reportagens insólitas e tudo o que precisa saber, sem filtros, até porque na KARGA! #2 temos uma peça sobre a importância dos fumetti da Bonelli, com a citada entrevista a José Carlos Francisco sobre o impacto que estas BD tiveram e têm em Portugal.

Edição IMPERDÍVEL para todo o fã e coleccionador que se preze da banda desenhada italiana [e de Tex em particular]. A distribuição está a cargo da Distrinews II. Para saber mais sobre a revista KARGA! (a melhor revista do Universo) e estar a par das novidades, acesse o seu sítio na internet: http://ka.pt/rga

(Artigo reproduzido, com a devida vénia, do Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa das imagens, clique nas mesmas).

TEMAS DE FILMES: NÃO HÁ HORIZONTE MAIOR DO QUE OS CÉUS DO OESTE

Mitificados pela própria lenda de Hollywood, muitos filmes americanos, consagrados entre clássicos e obras-primas, transferem-se para além da sua história, ou do específico enquadramento em que surgiram, eles mesmos testemunhos de um espectáculo tão virtual como o cinema e seus modelos de produção. Céu Aberto (1952) é exemplar de tal fenómeno, realizado por Howard Hawks com a chancela RKO, através da sua Winchester Productions.

Em 1938, Hawks dirigira As Duas Feras para aquela companhia, então uma das três majors de Hollywood, e entretanto em crise, passando a ser gerida por Howard Hughes. Pretendendo revitalizá-la, este desafiou Hawks — um nome prestigiado e de sucesso popular — a concretizar um segundo western, após o tão apreciado Rio Vermelho (1948).

E Hawks não resistiu ao repto do seu velho amigo, que lhe dava finalmente ensejo de constituir um «fresco original», adaptando o épico The Big Sky do eminente escritor A.B. Guthrie Jr. A árdua tarefa, que aliás se deteve pelos primeiros trechos romanescos, foi confiada ao talentoso Dudley Nichols, que assinou argumentos tão notáveis como Cavalgada Heróica (1939) de John Ford, entre as décadas áureas de ’30 e ’50.

(Nota: texto de José de Matos-Cruz publicado em Imaginário #650, de onde o reproduzimos, com a devida vénia)

AS MÁSCARAS DE CARNAVAL DE TEX, CARSON E KIT

Texto de José Carlos Francisco

Das mais sóbrias às mais exuberantes, as máscaras de Carnaval são um elemento de diversão para os foliões de todas as idades, capaz de complementar qualquer fantasia de Carnaval.

O termo máscara, no entanto, é de origem italiana, e este, por sua vez, deriva do árabe e do latim medieval, onde designava uma criação fantástica, associada com um universo cómico e onírico. Antes de virar símbolo do Carnaval, as máscaras foram usadas de diferentes formas por várias culturas, estando presentes desde como elemento decorativo até um símbolo religioso, entre outras aplicações.

Durante muito tempo, ela foi associada com o universo do teatro e  passou a ser um elemento indissociável da representação teatral. No entanto, foi aqui na Europa que as máscaras adquiriram a conotação que lhes damos hoje, como um elemento festivo, que se usa principalmente no Carnaval.

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Como o passar do tempo, o seu uso foi-se popularizando cada vez mais, chegando a ser omnipresente em vários Carnavais ao redor do mundo. Esse costume teve o seu auge com os bailes de máscaras, que representam todo o glamour da festa de Carnaval. Com a aplicação da tecnologia, assim como com a influência da moda, hoje as máscaras de Carnaval são mais luxuosas do que nunca, sendo feitas de vários materiais e decoradas com cores, brilhos e texturas para não deixar ninguém imune à magia do Carnaval.

Sem dúvida que as máscaras de Carnaval continuam a ser o artigo preferido do povo. Os tempos passam e as máscaras evoluem consoante as tendências, sendo muito populares hoje em dia as máscaras inspiradas em personagens do cinema, televisão e política; mas para os fãs e coleccionadores de Tex a mais desejada é sem dúvida alguma a máscara oficial (porque devidamente autorizada pela editora italiana) de Tex Willer, o granítico Ranger de G. L. Bonelli e Aurelio Galleppini, ou em alternativa a máscara do seu parceiro de aventuras mil, Kit Carson, ou até mesmo a do seu filho Kit Willer, qualquer uma delas valiosa e rara, já que foram produzidas em 1978 e hoje somente são negociadas por valores entre os 50 e os 100 euros por cada uma delas!

Texto e imagens reproduzidos, com a devida vénia, do Tex Willer Blog – http://texwillerblog.com/wordpress/?wref=bif