CAPAS DE REVISTAS: “ZORRO” Nº 1

Aqui têm a capa do 1º número da revista Zorro (com data de 13/10/1962), em que surge precisamente o mítico personagem que lhe deu o título, criado em 1919 pelo prolífico novelista norte-americano Johnston McCulley.

Adaptado um ano depois ao cinema, num filme de grande sucesso, com Douglas Fairbanks, um dos melhores actores dessa época, no papel do exímio espadachim que era o terror dos malfeitores e dos soldados espanhóis, e cuja identidade ninguém conhecia, o Zorro tornou-se um personagem mundialmente famoso, que a 7ª Arte explorou diversas vezes, aproveitando um filão inesgotável, depois de uma das películas seguintes, com o mesmo título da primeira (The Mark of Zorro) e interpretada por Tyrone Power e Basil Rathbone, ter gravado definitivamente a sua imagem e o seu carisma no coração do público.

Na BD, a carreira do Zorro foi mais discreta, destacando-se entre os desenhadores que o retrataram, cada um a seu modo (por vezes, com larga dose de fantasia), os nomes de Alex Toth, André Oulié, Carlo Marcello e Guido Buzzelli, este último autor de uma versão publicada no Zorro (mas quando a revista já ia no nº 27).

Quanto à espectacular capa do nº 1, deve-se ao traço de um ilustre desenhador português, nesses recuados tempos ainda em início de carreira: José Pires, cuja paixão pelo western está bem patente nos seus primeiros trabalhos para o Cavaleiro Andante e noutras magníficas criações que realizou, ao atingir a maturidade, como “Homens do Oeste” (Mundo de Aventuras), “O Poço da Morte” (álbum da Editorial Futura) e Irigo” (Tintin belga).

Modestamente, como podem verificar, o autor dessa capa assinou-a apenas com um diminutivo: Zé… mal sonhando, decerto, com a brilhante carreira que o esperava.

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POR QUE É QUE OS ÍNDIOS DA AMÉRICA DO NORTE TINHAM A ALCUNHA DE “PELES-VERMELHAS”?

Em todas as histórias do Oeste americano, os índios têm a alcunha de peles-vermelhas e os brancos de rostos-pálidos. Mas nenhum desses nomes corresponde à verdade… Os índios tinham feições tisnadas pelo sol da pradaria, mas muitos brancos, ao fim de algum tempo de permanência no Oeste, já não se distinguiam deles pela cor da pele, sobretudo os que levavam uma existência mais aventurosa. E ninguém lhes chamava peles-vermelhas…

De onde veio, então, esse nome? Encontrámos uma explicação curiosa e que nos parece ter foros de verdadeira, num velho exemplar da revista Reis do Faroeste nº 6 (Agosto de 1980), editada no Brasil pela Ebal (Editora Brasil-América Ltd).

Assim como os índios devem este nome a Cristóvão Colombo, que julgava ter chegado à Índia ao aportar ao Novo Continente, é plausível que outros navegadores tenham tido a mesma experiência, deixando-se levar pelas primeiras aparências.

A explicação para a alcunha de peles-vermelhas que surge naquela revista (com uma ilustração de Gino D’Antonio) parece mais racional. Ora leiam…

TEX (E TINTIN) NA FEIRA DO LIVRO DE LISBOA

Está a decorrer no Parque Eduardo VII, até 13 de Junho, mais uma edição da Feira do Livro da capital portuguesa, mais precisamente a 88ª edição da Feira do Livro de Lisboa, evento que é a montra da edição em Portugal, com mais de duas centenas de pavilhões e centenas de editores, chancelas, alfarrabistas e livreiros presentes e com lançamento e apresentação de livros, sessões de autógrafos, leituras públicas, workshops, intervenções artísticas e encenações, maratonas de leitura, feiras de rua, exposições e promoções.

Novelas gráficas de Tex com a chancela da Polvo Editora

E o famoso personagem Tex Willer também está presente na Feira do Livro, através dos volumes da colecção “Romance Gráfico” (“Patagónia“, “Tempestade Sobre Galveston“, “O Segredo do Juiz Bean“, “Ouro Negro” e “Capitan Jack“, nas suas diversas versões de capa), com o selo da Polvo Editora, no stand B07-B09-B11, da distribuidora Europress.

Estes volumes de Tex só têm, em princípio, 10% de desconto sobre o PVP com IVA, que é 16,99 euros, isto devido à Lei do Preço Fixo do Livro.

Juventude e Banda Desenhada, uma constante na Feira do Livro

Por tudo isto, prezado leitor, se puder dê ainda uma saltada até à Feira do Livro de Lisboa ou até ao Festival Internacional de BD de Beja (que encerra a 10 de Junho) e adquira (se ainda não os possui) os exemplares desta magnífica colecção dedicada a Tex Willer, devido à louvável aposta editorial da Polvo, que irá prosseguir nos próximos tempos, tendo em conta que já estão a ser preparadas novas edições de Tex com a chancela da editora de Rui Brito.

Alguns pavilhões da Feira do Livro de Lisboa 2018

(Texto e imagens reproduzidos do Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa das imagens supra, clique nas mesmas)

EXPOSIÇÃO NA BIBLIOTECA NACIONAL: 100 ANOS DE FASCÍCULOS DE AVENTURAS EM PORTUGAL

NOS TEMPOS HERÓICOS DA “LITERATURA DE CORDEL”

Uma grande exposição na Biblioteca Nacional, a não perder, organizada em parceria com o Clube Português de Banda Desenhada, sobre o multitudinário universo dos fascículos de aventuras que fizeram as delícias de várias gerações, na primeira metade do século XX, com fabulosos heróis que se gravaram na memória dos mais jovens e capas cheias de colorido e emoção, pelo traço dinâmico, na sua maioria, de Alfredo Januário de Morais (1872-1971), um dos mais prolíficos e populares artistas dessa época.

Estes fascículos de aventuras, de preço módico, impressos em papel de jornal,  influenciaram também um escol de novelistas portugueses, nomeadamente os que surgiram n’O Mosquito, n’O Senhor Doutor, no Tic-Tac, n’O Faísca, n’O Pluto e no Mundo de Aventuras, como Reinaldo Ferreira (o célebre Repórter X), António Feio, Raul Correia, Orlando Marques, José Padinha, Lúcio Cardador, Roberto Ferreira e Roussado Pinto.

Os leitores dessa época não dispensavam as aventuras de Texas Jack, do Capitão Morgan, de Raffles, de Nick Carter… E houve até um colaborador d’O Mosquito, Orlando Marques, que na sua juventude usou o cognome de Texas Jack, tal era o entusiasmo que este herói das pradarias lhe despertava e aos seus colegas do Liceu do Funchal.

Aliás, Texas Jack foi a grande série do Oeste Americano publicada nesses fascículos e chegou a atingir o “recorde” de 120 números, reeditados várias vezes. Ainda sou do tempo em que eles se vendiam em todos os quiosques e não perdia uma oportunidade de os ler, quando o porta- -moedas estava mais recheado ou emprestados pelos amigos.

Aqui ficam, para matar saudades, algumas capas dessa memorável colecção, exemplo perfeito do exuberante estilo de Alfredo de Morais.  (J. M.)

A ARTE DOS MESTRES: ROSSANO ROSSI

Rossano Rossi em Beja, a desenhar para os seus fãs

Eis um conjunto de magníficas ilustrações de um desenhador italiano muito apreciado também pelos leitores texianos (e cujo estilo mostra algumas afinidades com o de Fabio Civitelli… estilos que, aliás, são dos mais singulares de toda a saga texiana).

Tex, ainda jovem, e a sua amada Lilyth, na arte de Rossano Rossi

Rossano Rossi, como já noticiámos, esteve presente no passado fim-de-semana em Beja, como convidado de honra do Festival Internacional de BD que está a decorrer (até ao próximo dia 10 de Junho) naquela antiquíssima cidade alentejana. Rodeado pelos seus fãs, teve ainda a companhia da Direcção (em peso) do Clube Tex Portugal: José Carlos Francisco, Carlos Moreira e Mário João Marques.

Esboços de Rossano Rossi, com Tex em acção

Os nossos agradecimentos ao Tex Willer Blog, de onde extraímos estes sugestivos exemplos da arte de Rossano Rossi, um desenhador de grande potencial, com muito ainda para oferecer aos seus inúmeros admiradores.

Tex, Kit Carson e o malévolo Mefisto, na arte de Rossano Rossi

ROSSANO ROSSI, DESENHADOR DE TEX, NO XIV FESTIVAL INTERNACIONAL DE BD DE BEJA

Fonte: Tex Willer Blog

Comemoram-se em 2018 os 70 anos de vida editorial de Tex Willer, a lendária personagem dos fumetti, criada por G. L. Bonelli (texto) e Aurelio Galleppini (desenho), no distante ano de 1948, e o Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, que entra este ano na sua 14ª edição e realizar-se-á entre os dias 25 de Maio e 10 de Junho, não poderia ficar indiferente a estas sete décadas de vida de uma das personagens de banda desenhada mais amadas em Portugal e que arrasta sempre atrás de si uma enorme legião de fãs e coleccionadores.

Rossano Rossi irá a Beja desenhar para os seus fãs

O primeiro fim-de-semana, como é tradicional, será o mais preenchido. A inauguração ocorre no dia 25 de Maio, sexta-feira, às 21h00, na Casa da Cultura. E este ano, a abrilhantar o evento alentejano, teremos a presença de Rossano Rossi, consagrado desenhador italiano oriundo de Arezzo, terra que o viu nascer em 1964, que assim vem comemorar a efeméride (70 anos de Tex) a Portugal, para deleite dos seus inúmeros fãs e admiradores.

Rossano Rossi, desenhador de Tex, convidado do 14º Festival Internacional de BD de Beja

Como forma de agradecimento pelo convite efectuado por Paulo Monteiro, director do Festival de BD de Beja, Rossano Rossi desenhou Tex em Portugal, mais precisamente em Beja. O desenhador aretino elegeu a Torre de Menagem do Castelo de Beja — obra que se deve ao Rei D. Dinis, que a mandou edificar em 1310, e é considerada um dos melhores exemplos de arquitectura medieval, com a particularidade de ter sido toda construída em mármore — como pano de fundo para esta nova presença de Tex na cidade de Beja, visto que, no ano de 2010, Fabio Civitelli trouxe também o Ranger até à capital do Baixo Alentejo.

Tex Willer (pela arte de Rossano Rossi) no Castelo de Beja

Desenho este que, por cortesia do blogue português do Tex, temos o prazer de apresentar aos nossos leitores e, em especial, aos apaixonados Texianos portugueses. Mostramos também, para efeito de eventual comparação, uma fotografia (extraída do mesmo blogue) da imponente Torre de Menagem do Castelo de Beja, a mais alta da Península Ibérica, com aproximadamente 40 metros de altura e uma escadaria de acesso com 198 degraus.

Torre de Menagem do Castelo de Beja

Mais informações relacionadas com o Festival Internacional de BD de Beja (autores presentes, exposições, programa oficial, mapa, horários, informações úteis, contactos, etc.) estão disponíveis no sítio Internet oficial do Festival.

COLECÇÃO BONELLI – VOL. 6 : TEX – “NA PISTA DOS FORA-DA-LEI” E “O ASSASSINO DE ÍNDIOS”

Artigo de João Miguel Lameiras reproduzido do jornal Público, de 12 de Maio de 2018.

“A Pista dos Fora-da-Lei”, de Mauro Boselli e Carlos Gomez

A primeira aventura, “A Pista dos Fora-da-Lei”, escrita por Mauro Boselli e com os espectaculares desenhos do argentino Carlos Gomez, foi publicada pela primeira vez no Almanacco del West 2013. Nesta história, Tex, acompanhado por Jack Tigre e Carson, persegue o bando de Ozzie Johnson, que entretanto assaltou o banco de Clifton, uma pequena cidade mineira. Mas tudo passa para segundo plano quando um bando de apaches rebeldes decide atacar a povoação. Johnson e os seus homens vão mostrar uma inesperada coragem e nobreza de carácter, arriscando a vida para salvar as mulheres de Clifton.

“O Assassino de Índios”, de Claudio Nizzi e Andrea Venturi

Na segunda aventura, O Assassino de Índios”, de Claudio Nizzi e Andrea Venturi – o desenhador de “Johnny Freak”, a inesquecível história de Dylan Dog publicada no terceiro volume desta colecção –, Venturi revela-se bastante à vontade na passagem para um género mais codificado como é o western, confirmando as suas pujantes qualidades artísticas ao serviço de uma história com contornos de inquérito policial.