“A HISTÓRIA DO OESTE” – 2ª PARTE

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OS 70 ANOS DE TEX NA IMPRENSA

O jornal O Correio da Linha deu grande destaque à comemoração dos 70 anos de Tex pelo Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), em conjunto com o Clube Tex Portugal e a Sergio Bonelli Editore, evento que decorreu, como oportunamente informámos, em finais de Setembro, na cidade da Amadora, onde se localiza a actual sede do CPBD.

Estiveram expostas 30 pranchas de vários desenhadores de Tex, desde o lendário Aurelio Galleppini, que iniciou a série em 1948, a Bruno Ramella, um dos mais recentes membros da equipa que continua a dar vida ao “inoxidável” herói da BD western.

Na foto de cima, os principais animadores do evento: José Carlos Francisco (presidente do Clube Tex Portugal), Ricardo (Tex) Leite, Bruno Ramella (desenhador da Sergio Bonelli), Pedro Mota (presidente do CPBD) e Moreno Burattini (argumentista da Sergio Bonelli). 

CAPRIOLI EM EXPOSIÇÃO NO CLUBE PORTUGUÊS DE BANDA DESENHADA

Chega finalmente à Amadora a grande exposição comemorativa do centenário de Franco Caprioli, que esteve patente em Moura e em Viseu, no ano de 2012, comissariada por Luiz Beira e Carlos Rico. Pela mesma altura, foram editados um fanzine e um e-book, por iniciativa, respectivamente, da Câmara Municipal de Moura e do Gicav de Viseu, principais organizadores deste memorável evento, que contou também com a colaboração de Fulvia Caprioli.

Se aprecia a obra do grande mestre italiano, com notável difusão em Portugal, desde os anos 1950 (no saudoso Cavaleiro Andante e noutras revistas, mas também em álbuns com as suas últimas obras), não perca esta mostra, amigo leitor. A inauguração será no próximo sábado, dia 20 de Outubro, pelas 16h00, na sede do Clube Português de Banda Desenhada.

À venda no local estará também, para os interessados, o referido fanzine, com o mesmo título da exposição, editado pela Câmara Municipal de Moura — texto de Jorge Magalhães, profusamente ilustrado com imagens de revistas portuguesas e estrangeiras, reproduzidas da sua colecção —, e que nesse mesmo ano de 2012 foi nomeado para os Prémios Nacionais de Banda Desenhada do Festival Amadora BD.

Recordamos que Caprioli foi também um bom ilustrador de westerns, tendo abordado o tema nalgumas das suas primeiras histórias e sobretudo na magnífica série Dakota Jim, publicada em 1954 no Cavaleiro Andante. A primeira página dessa série figura no convite que acima reproduzimos (e podem também vê-la aqui, mais ampliada).

BANG! BANG! BANG! TEX CHEGOU À AMADORA – 2

Bruno Ramella, desenhador da Sergio Bonelli Editore: «O que gosto menos de desenhar numa história de Tex, são os chapéus».

No passado sábado, 29 de Setembro, a sede do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), na Amadora, foi palco de uma concorrida sessão de abertura da exposição comemorativa dos 70 anos de Tex, com a presença de dois autores italianos que trabalham para a Sergio Bonelli Editore: Bruno Ramella (desenhador) e Moreno Burattini (argumentista). Seguiu-se um colóquio, a que assistiu também numeroso público, enchendo toda a galeria principal do CPBD (que foi pequena para conter tanta gente), com intervenções de Ramella e Burattini, secundados por Pedro Mota, do CPBD, José Carlos Francisco e Mário João Marques, do Clube Tex Portugal, que actuaram como apresentadores e intérpretes.

O animado colóquio terminou com uma longa sessão de autógrafos (quase três horas), em que ambos os convidados diligenciaram, com a proverbial afabilidade dos artistas italianos que nos têm visitado, corresponder aos pedidos dos seus numerosos fãs, realizando, sem exagero, dezenas de ilustrações (pois até Burattini quis mostrar o seu jeito para o desenho, uma forma de expressar, em contraponto à escrita, o temperamento bem-humorado que o caracteriza e que contagiou toda a assistência).

Desse memorável evento no CPBD, resultante de uma nova parceria com o Clube Tex Portugal, demos já notícia no nosso blogue — como podem (re)ver aqui. Hoje, mostramos também algumas fotos da exposição, constituída por 30 pranchas de desenhadores cujos nomes estão associados à longa saga de Tex, durante sete décadas de retumbante sucesso editorial, a começar pelo incontornável Aurelio Galleppini, primeiro criador gráfico de um dos mais icónicos heróis do Oeste na Banda Desenhada.

Estas fotos foram-nos também enviadas pelo nosso amigo Dâmaso Afonso, membro destacado do CPBD, a quem renovamos os nossos agradecimentos. Nos dois primeiros painéis, figuram imagens de La Mano Rossa, a aventura inaugural de Tex, em 1948, com guião de Gianluigi Bonelli. Nos seguintes, expõem-se pranchas de Erio Nicollò, Virgilio Muzzi, Raphael Marcello, Aldo Capitanio, Giovanni Ticci, Stefano Andreucci, Bruno Ramella, Michele Rubini e Alessandro Bocci.

Uma notável exposição, com muito mais para ver, como mostram as fotos das vitrinas, recheadas de livros, revistas, posters, figurinos, estatuetas e outras curiosidades texianas, itens raros e preciosos oriundos de colecções particulares.

BANG! BANG! BANG! TEX CHEGOU À AMADORA – 1

Foi um aguerrido Tex Willer (magistralmente caracterizado por Ricardo Leite) que deu as «boas vindas», de forma espectacular (como podem ver na imagem supra), aos visitantes da exposição comemorativa dos 70 anos do famoso Ranger, aberta ao público no passado sábado, dia 29 de Setembro, na Amadora. Não se ouviram balas a sibilar pelos ares, porque o Ricardo só usa pólvora seca… Mas foram muitos os cumprimentos, os beijos e os abraços trocados pelos presentes, entre os quais havia também um numeroso grupo feminino, o que já começa a ser habitual nestes efusivos encontros texianos.

Texto: Jorge Magalhães

Poucas vezes assistimos a uma concentração tão grande de pessoas na nova sede do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), sita na Avenida do Brasil, 52-A, Falagueira, Amadora. E isso deveu-se à cerimónia de abertura da citada exposição, que contou (como foi largamente noticiado por nós e pelo Tex Willer Blog), com a presença de dois ilustres convidados: os autores italianos Bruno Ramella (desenhador de Tex) e Moreno Burattini (crítico e argumentista, que por sinal também desenha). Depois de um animado colóquio, com a intervenção dos dois autores e de Pedro Mota, presidente do Clube Português de Banda Desenhada, José Carlos Francisco, presidente do Clube Tex Portugal, e Mário Marques, director da revista do mesmo Clube, seguiu-se uma sessão de autógrafos — a mais concorrida, também, que já se realizou no CPBD, pois houve quem tivesse vindo de muito longe (até do Brasil, pasme-se!) para conhecer os dois reputados autores italianos e ganhar, como recompensa da viagem, os seus autógrafos e desenhos.

Na impossibilidade de chegar perto deles, assediados por uma legião de fãs (alguns carregados de livros e revistas), sôfregos por conseguir um autógrafo e (ou) um desenho — e que, por isso, não deram tréguas a Ramella e Burattini, durante mais de duas horas —, pedi à Catherine, minha companheira, que aproveitasse uma aberta para obter também um almejado original, o que ela conseguiu, ao cabo de longa espera, como prova a ilustração que aqui reproduzimos, com uma amável dedicatória de Bruno Ramella.

Eu próprio estava rodeado de amigos que já não via há algum tempo (por isso, a conversa prolongou-se, como sempre acontece); e, no meio da confusão, nem sequer tive oportunidade de agradecer ao mestre italiano o seu precioso original. Fê-lo a Catherine por nós. Infelizmente, ela não conseguiu repetir a proeza com Burattini — do qual também desejávamos, como é óbvio, obter um desenho. Mas quando me despedi dos meus amigos, vi com pesar que ambos, Ramella e Burattini, já tinham partido, a caminho do restaurante onde ia realizar-se um jantar de convívio, no Cacém, com a direcção do Clube Tex Portugal e outros texianos presentes, e ao qual nós não pudemos comparecer.

A desilusão foi grande, mas paciência, resta-nos a consolação de os ter conhecido e ouvido — ambos, afáveis e bem dispostos, foram brilhantes nas suas dissertações, traduzidas oportunamente por José Carlos Francisco, que domina com fluência o italiano — e de possuir, agora, os seus autógrafos num dos cartazes do evento, e um magnífico retrato de Tex, sem chapéu (o que não é muito comum), pelo traço de Bruno Ramella

GRAZIE, MAESTRO!

Carlos Gonçalves, Pedro Mota, Bruno Ramella, José Carlos Francisco e Moreno Burattini, numa das salas do CPBD, onde está patente outra exposição.

As fotos anexas, excepto a primeira (extraída do Tex Willer Blog), com alguns instantâneos desta memorável reunião na sede do CPBD — para prestar mais uma homenagem ao «idoso» Tex Willer e a alguns dos seus criadores, através de 30 pranchas expostas na galeria principal do Clube —, foram-nos enviadas pelo nosso bom amigo Dâmaso Afonso, cujos valiosos préstimos queremos também agradecer.

Além das pranchas de 30 excelentes artistas que deram diversificada expressão gráfica às aventuras de Tex, durante a sua longa carreira de sete décadas, o CPBD expôs também, em vitrinas, alguns raros e curiosos itens texianos (livros, revistas, posters, cartazes, estatuetas, cromos, pins, etc), oriundos de colecções particulares. Essas imagens, a crédito igualmente de Dâmaso Afonso, serão apresentadas num próximo post.

BRUNO RAMELLA – PROLÍFICO DESENHADOR PRESENTE NA EXPOSIÇÃO “70 ANOS DE TEX”

Por Mário João Marques

Nascido em Borgoratto (Imperia), em 31 de Outubro de 1959, Bruno Ramella teve uma chegada original ao mundo da banda desenhada. Na verdade, aos 25 anos redescobre o prazer da literatura desenhada devido ao facto de se encontrar imobilizado em convalescença de uma operação às costas. Depois de recuperado, contacta com Ivo Milazzo, que o vai ajudar a aperfeiçoar a sua técnica, acabando por publicar duas histórias para a editora Eura.

Conhece Claudio Nizzi durante uma mostra, autor que o apresentará na Sergio Bonelli Editore para trabalhar em Nick Raider, uma série que se preparava para sair para as bancas.  Ramella  estreia-se  em 1988, com  “Il caso Geronimo“, seguindo-se outros trabalhos e as capas da série, desde o nº44 até ao 99.

Em 1996, realiza graficamente Magico Vento, a partir do modelo do actor Daniel Day-Lewis, tornando-se num dos principais desenhadores da série. Ainda para a Sergio Bonelli Editore trabalha em Shanghai-Devil e na mini-série Coney Island, ambas de Gianfranco Manfredi.

Habituado a desenhar os ambientes do western, Bruno Ramella recebe com naturalidade o telefonema de Mauro Boselli a convidá-lo para desenhar Tex, desafio que culmina na aventura “Il ritorno di Proteus”, recentemente publicada em Itália e que marca o regresso de Proteus à série. [Nota: Bruno Ramella veio a Portugal para estar presente, hoje, dia 29 de Setembro, na abertura da exposição dedicada aos 70 anos de Tex pelo Clube Português de Banda Desenhada e pelo Clube Tex Portugal].

A arte de Bruno Ramella em Tex

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas. Post reproduzido do Tex Willer Blog)

MORENO BURATTINI – ARGUMENTISTA E CRÍTICO QUE ESTARÁ PRESENTE NA EXPOSIÇÃO “70 ANOS DE TEX”

Por Mário João Marques

Argumentista de banda desenhada, escritor, crítico especializado, curador de mostras e de exposições, livreiro, coleccionador e autor teatral, Moreno Burattini é um autor que dispensa grandes apresentações.

Apaixonado pelos fumetti desde cedo, Burattini nasceu em 7 de Setembro de 1962, em San Marcello Pistoiese, mas ainda jovem muda-se para Florença, onde vai ser galardoado pela universidade da cidade pela sua tese sobre o argumento na banda desenhada.

Esta paixão leva-o a escrever livros, numerosos ensaios, intervenções e prefácios e a organizar inúmeras exposições, actividades que se juntam às de professor de História e da Linguagem da Banda Desenhada.

 

Foi um dos fundadores da revista Dime Press, colaborou com L’Intrepido e Il Giornale dei Misteri, escreveu histórias para várias séries como Cattivik, Lupo Alberto, até chegar à Sergio Bonelli em 1991, onde se tornará num dos principais autores de Zagor, curador e o autor com maior número de histórias da série.

Na Bonelli, escreveu também três aventuras para Comandante Mark e um Speciale de Dampyr, até cumprir o sonho de escrever para Tex, ao assinar o argumento de duas curtas aventuras: Incontro a Tularosa, em 2014, e Chupacabras, em 2016.

Foi premiado em 1995 com os prémios ANAFI, como melhor tema, e Fumo di China, como melhor autor humorístico, assim como, em 2003, venceu o Gran Guinigi de Lucca Comics, como melhor escritor, e em 2006 o Cartoomics, como melhor argumentista.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens, clique nas mesmas. Post reproduzido do Tex Willer Blog).