OS “COWBOYS” DA SÉRIE B – 3

Continuando a apresentar esta série dedicada aos cowboys que, graças ao fascínio e à magia do cinema, se tornaram ídolos das multidões, ícones imunes à passagem do tempo que encarnavam o verdadeiro homem do Oeste — um espaço legendário de onde muitos deles eram oriundos, tendo triunfado na tela devido às suas habilidades equestres, à experiência como cavaleiros adquirida nas tarefas que exerciam em ranchos e espectáculos de circo (como Tom Mix e Ken Maynard, por exemplo) —, eis mais dois textos reproduzidos da revista brasileira Aí, Mocinho!, cuja última série durou apenas oito números.

No seu terceiro número (Janeiro de 1987), surgiram as biografias de Rod Cameron e Tex Ritter, dois “astros” da série B que nos anos dourados do western fizeram também vibrar as plateias, embora a sua popularidade não fosse comparável à dos campeões de bilheteira como Buck Jones, Roy Rogers, Hopalong Casssidy e Gene Autry.

No entanto, os seus filmes ainda hoje permanecem na memória de muitos cinéfilos que eram crianças ou adolescentes nesse tempo… quando ir ao cinema para ver um filme de cowboys — geralmente nas noites de sábado ou nas matinés de domingo, em que havia folga das aulas e dos trabalhos de casa — era um acontecimento ansiosamente aguardado durante toda a semana. E que se prolongava, depois, na leitura dos comic books que empolgavam também a juventude, passando de mão em mão porque era preciso poupar os cêntimos para o filme que se exibia na sessão seguinte.

Em Portugal acontecia o mesmo e decerto ainda há quem se recorde dos trepidantes episódios com famosos heróis do western publicados no Mundo de Aventuras e congéneres, entre os quais, de vez em quando, Rod Cameron e Tex Ritter faziam também boa figura.

Tex Ritter — cowboy cantor como Roy Rogers e Gene Autry — teve também direito a uma revista com as suas aventuras, editada pela Fawcett. Claro que nos desenhos dessa revista o seu aspecto era muito mais jovem do que no cinema. Ei-lo de corpo inteiro nesta foto, junto do seu belo cavalo White Flash, tão popular como Trigger, a montada de Roy Rogers.

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ROY ROGERS E A PUBLICIDADE

Atestando a enorme popularidade de Roy Rogers nos seus tempos de glória, quando era o “rei” incontestado dos seriados de cinema e de televisão, em companhia do seu cavalo Trigger e de uma bela e fogosa amazona — Dale Evans, a “rainha” do western, com quem teve um longo e feliz matrimónio —, este anúncio comercial de uma reputada firma norte-americana, a Sears, apresentava, nos anos 1950, um variado sortido de vistosas botas de cowboy, idênticas às que Roy Rogers usava nos seus filmes.

E a campanha, segundo registos da época, foi coroada de sucesso, rendendo decerto ao “rei” dos vaqueiros uma boa maquia pela utilização do seu nome e imagem.

NOVOS (E ÚTEIS) ITENS TEXIANOS COM O SELO DA SERGIO BONELLI EDITORE

 Por José Carlos Francisco

Nestes novos tempos da Sergio Bonelli Editore capitaneada por Davide Bonelli, a editora italiana com sede em Milão está sempre pronta a enriquecer as colecções dos fãs e coleccionadores de Tex espalhados pelo mundo, lançando novos produtos de tempos em tempos, itens texianos produzidos em Itália mas que são imensamente cobiçados pelos coleccionadores de todo o mundo, até porque a Sergio Bonelli Editore também os vende para todo o planeta através do seu shop on-line, para deleite de todos!

Os próximos lançamentos deste tipo de itens extras terão lugar no Festival Lucca Comics & Games 2017, evento a decorrer de 1 a 5 de Novembro, e lá os fãs de Tex poderão encontrar — entre muitas outras novidades — três novas canecas dedicadas ao seu herói preferido, a partir de três magníficas artes do grande Aurelio Galleppini.

Canecas essas com um diâmetro de 8 cm, uma altura de 9,5 cm e feitas numa cerâmica de elevada qualidade, de modo a serem laváveis à máquina e podendo ser usadas em micro- -ondas, todas elas a um preço de 12,90 €.

Mas há mais novidades que podemos já anunciar: um duplo póster de Tex com arte de Claudio Villa! Terá o tamanho 70 x 100 cm, será a cores e com um preço de 6,00 €. Este duplo póster tem a particularidade de numa das faces formar um mosaico constituído por todas as capas da série regular, que irão compor uma nova imagem do herói mais famoso da BD western, com o selo do mítico Claudio Villa!

(Nota: texto e imagens extraídos, com a devida vénia, do Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa das imagens, clique nas mesmas)

HERÓIS PACÍFICOS QUE DESBRAVARAM O OESTE

Aqui têm mais uma página de curiosidades sobre o Oeste americano, desta feita dedicada a uma classe de pioneiros, também de rija têmpera, cujo papel fundamental no desbravamento das terras virgens ocupadas apenas, nalguns casos, por tribos índias, foi muitas vezes esquecido. Pioneiros que além de estarem na vanguarda do progresso, iam também, quase sempre, entre os primeiros a chegar a essas regiões selvagens.

Trata-se dos agrimensores, ou seja, dos homens que estudavam a topografia dos terrenos e o meio de vencer os obstáculos naturais que se interpunham ao avanço da civilização, com as suas caravanas, as suas multidões de colonos e de aventureiros, as suas diligências, as suas linhas telegráficas, os seus trens do caminho de ferro. Heróis pacíficos que, em vez de armas, usavam a inteligência e o saber para abrir novas fronteiras e tornar menos dura, menos inóspita, a estrada do progresso.

Curiosamente, a revista brasileira Aí, Mocinho!, da Ebal (já citada várias vezes neste blogue), deu ao tema uma atenção inusitada, estampando-o na própria capa do seu nº 17 (Nova Série), Julho 1959, que apresentava no “miolo” uma boa história de origem inglesa intitulada “O Invasor Branco”, com desenhos de Reg Bunn.

DALE EVANS, A RAINHA DO OESTE

Nota: o presente artigo do nosso prezado colaborador Carlos Gonçalves foi, tal como os anteriores, publicado originalmente no fanzine brasileiro Q.I. (Quadrinhos Independentes), editado e coordenado por Edgard Guimarães, a quem devemos também a sua divulgação no Era uma vez o Oeste. A ambos, os nossos agradecimentos.

CIAO SERGIO! – SEIS ANOS APÓS A SUA MORTE, AS HOMENAGENS A SERGIO BONELLI CONTINUAM

A 26 de Setembro de 2011 deixava-nos Sergio Bonelli. No sexto aniversário do seu falecimento, a Sergio Bonelli Editore quis recordar o carismático editor, contando com a ajuda do extraordinário lápis de Claudio Villa.

Por José Carlos Francisco (Tex Willer Blog)

O dia 26 de Setembro de 2011 é uma data que faz reemergir na memória tantas recordações ligadas a esse dia triste, marcado pelo falecimento de Sergio Bonelli. À distância de seis anos, a Sergio Bonelli Editore quis recordar o seu editor, recorrendo à ajuda da arte extraordinária de um mestre da banda desenhada: Claudio Villa aprestou-se, mesmo que traído por uma compreensível emoção, a realizar em “directo” um esplêndido retrato. Uma homenagem que a grande editora milanesa quis compartilhar com todos os leitores para recordar da melhor forma uma pessoa inesquecível, como se pode assistir no vídeo que apresentamos de seguida.

   [por cortesia do Tex Willer Blog]

Agradecendo a Claudio Villa pela sua disponibilidade e ficando uma vez mais deslumbrados pela sua habilidade, todos os colaboradores e funcionários da editora uniram-se a Claudio Villa na saudação feita numa folha de papel… Ciao, Sergio!

Quem também se quis associar nesta data, homenageando Sergio Bonelli, foi Alessandro Piccinelli, que homenageou também Gallieno Ferri [criador gráfico de Zagor], na fantástica ilustração que damos a conhecer de seguida [com a devida vénia ao Tex Willer Blog].

Alessandro Piccinelli homenageia Sergio Bonelli e Gallieno Ferri, os “pais” de Zagor

O VERDADEIRO OESTE SELVAGEM – 3

Extraídas do magnífico livro O Oeste Selvagem, editado em 1986 pelas Publicações Europa- -América, aqui ficam mais oito páginas sobre a épica saga do nascimento de um novo mundo e de uma nova raça de pioneiros nas pradarias do Oeste americano, vastas e inexploradas, abertas à colonização e ao progresso, mau grado a feroz resistência dos seus primitivos habitantes (que de “índios” ou “peles-vermelhas” nada tinham, pois eram descendentes de povos oriundos da Ásia).

Vivendo no novo continente há muitos milhares de anos, esses povos, dispersos por numerosas tribos, com pouco de comum entre si, lutaram sem tréguas, em defesa dos seus territórios e dos seus hábitos ancestrais, contra um ameaçador inimigo, cada vez em maior número e munido de poderosas armas (como os “paus trovejantes” capazes de matar a longa distância), que lhes trouxe, entre outros males, a guerra, a fome, o cativeiro ou o desterro.

Mas a dramática e turbulenta gesta do Oeste americano não foi apenas isso… pois continuou com os pioneiros, nas cidades que fundaram e onde era preciso impor uma nova lei, e com os vaqueiros (os míticos cowboys), quando a criação de gado foi introduzida, em larga escala, nalguns dos territórios conquistados aos índios.