CIAO SERGIO! – SEIS ANOS APÓS A SUA MORTE, AS HOMENAGENS A SERGIO BONELLI CONTINUAM

A 26 de Setembro de 2011 deixava-nos Sergio Bonelli. No sexto aniversário do seu falecimento, a Sergio Bonelli Editore quis recordar o carismático editor, contando com a ajuda do extraordinário lápis de Claudio Villa.

Por José Carlos Francisco (Tex Willer Blog)

O dia 26 de Setembro de 2011 é uma data que faz reemergir na memória tantas recordações ligadas a esse dia triste, marcado pelo falecimento de Sergio Bonelli. À distância de seis anos, a Sergio Bonelli Editore quis recordar o seu editor, recorrendo à ajuda da arte extraordinária de um mestre da banda desenhada: Claudio Villa aprestou-se, mesmo que traído por uma compreensível emoção, a realizar em “directo” um esplêndido retrato. Uma homenagem que a grande editora milanesa quis compartilhar com todos os leitores para recordar da melhor forma uma pessoa inesquecível, como se pode assistir no vídeo que apresentamos de seguida.

   [por cortesia do Tex Willer Blog]

Agradecendo a Claudio Villa pela sua disponibilidade e ficando uma vez mais deslumbrados pela sua habilidade, todos os colaboradores e funcionários da editora uniram-se a Claudio Villa na saudação feita numa folha de papel… Ciao, Sergio!

Quem também se quis associar nesta data, homenageando Sergio Bonelli, foi Alessandro Piccinelli, que homenageou também Gallieno Ferri [criador gráfico de Zagor], na fantástica ilustração que damos a conhecer de seguida [com a devida vénia ao Tex Willer Blog].

Alessandro Piccinelli homenageia Sergio Bonelli e Gallieno Ferri, os “pais” de Zagor

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O VERDADEIRO OESTE SELVAGEM – 3

Extraídas do magnífico livro O Oeste Selvagem, editado em 1986 pelas Publicações Europa- -América, aqui ficam mais oito páginas sobre a épica saga do nascimento de um novo mundo e de uma nova raça de pioneiros nas pradarias do Oeste americano, vastas e inexploradas, abertas à colonização e ao progresso, mau grado a feroz resistência dos seus primitivos habitantes (que de “índios” ou “peles-vermelhas” nada tinham, pois eram descendentes de povos oriundos da Ásia).

Vivendo no novo continente há muitos milhares de anos, esses povos, dispersos por numerosas tribos, com pouco de comum entre si, lutaram sem tréguas, em defesa dos seus territórios e dos seus hábitos ancestrais, contra um ameaçador inimigo, cada vez em maior número e munido de poderosas armas (como os “paus trovejantes” capazes de matar a longa distância), que lhes trouxe, entre outros males, a guerra, a fome, o cativeiro ou o desterro.

Mas a dramática e turbulenta gesta do Oeste americano não foi apenas isso… pois continuou com os pioneiros, nas cidades que fundaram e onde era preciso impor uma nova lei, e com os vaqueiros (os míticos cowboys), quando a criação de gado foi introduzida, em larga escala, nalguns dos territórios conquistados aos índios.

2ª EDIÇÃO DA (ESGOTADÍSSIMA) REVISTA # 1 DO CLUBE TEX PORTUGAL TERÁ LANÇAMENTO EM OUTUBRO

 FAÇA JÁ A SUA RESERVA!

Por José Carlos Pereira Francisco

Capa (realizada por Andrea Venturi) da 2ª edição da revista nº 1 do Clube Tex Portugal

Devido a dezenas de pedidos de sócios do Clube Tex Portugal, em particular dos inúmeros novos associados dos últimos dois anos, que quando se associaram ao Clube Português dedicado ao Ranger criado por G. L. Bonelli e Aurelio Galleppini em 1948, já não tinham à sua disposição a mítica revista nº 1 do Clube, lançada em Novembro de 2014 e que se esgotou completamente ao fim de pouco tempo, a Direcção do Clube Tex Portugal decidiu fazer uma 2ª edição da revista #1 de modo a satisfazer todos os pedidos, permitindo assim que todo e qualquer sócio possa ter na sua colecção a edição que deu início a um projecto único e hoje em dia muito valorizado, tanto que fomos sabedores que já houve exemplares da revista #1 que foram vendidos (por sócios que na época de lançamento compraram mais do que um exemplar) por valores a rondar os 25 euros.

A 2ª edição da revista nº 1, tem lançamento marcado para Outubro deste ano, ou seja, já no próximo mês, e somente poderá ser adquirida por sócios do Clube, podendo cada sócio adquirir quantos exemplares desejar, ao preço de 10 euros por cópia. Atendendo ao facto desta ser uma Edição Especial e também ao facto de ter uma tiragem menor do que aquando das revistas da 1ª edição, fazendo com que o valor a pagar à gráfica seja mais elevado, o Clube Tex Portugal NÃO ARCA COM AS DESPESAS DE ENVIO desta 2ª edição, estando todavia disponível para entregar a(s) revista(s) em mãos quando houver essa possibilidade, de modo a evitar o pagamento dos portes. Assim sendo, para além do valor da(s) revista(s) cada sócio terá de arcar com as despesas postais, acrescentando ao valor da revista os valores que se seguem e que são para Portugal, Europa (Espanha, Itália, Holanda, etc.) e Resto do Mundo (Brasil, Angola, Moçambique, Índia, etc.):

Portugal: 1 ou 2 revistas 1,75€
Europa: 1 revista  2,80€2 revistas 4,30€
Resto do Mundo: 1 revista 4,80€2 revistas
  7,50€

O editorial da revista nº 1 do Clube Tex Portugal

De modo a salvaguardar o valor das revistas originais, esta reimpressão da revista #1 terá a menção na capa de que se trata de uma 2ª edição, assim como trará igualmente na capa o mês de Outubro de 2017 e não Novembro de 2014, conforme se pode já constatar na capa (ainda provisória) que mostramos na abertura deste texto. Serão as duas únicas alterações, mantendo-se religiosamente igual toda a restante revista de 32 páginas.

Ilustração de Stefano Biglia para a revista nº 1 do Clube Tex Portugal

Esta 2ª edição da revista do Clube Tex Portugal mostra a solidificação do nosso projecto, que crescendo e fortalecendo-se a cada novo número faz com que os novos sócios desejem adquirir os primeiros números; e prova do cada vez maior sucesso da revista portuguesa que conta em cada número com participações dos mais renomados autores de Tex, é que para além da revista #1, também as edições #2, #3 e #4 estão completamente esgotadas, pelo que em Abril de 2018, aquando da 5ª Mostra do Clube Tex Portugal, a realizar nos dias 29 e 30 de Abril, iremos ter o lançamento da 2ª edição da revista #2.

Para além dos sócios que ainda não tenham a revista #1, temos a mais firme convicção de que muitos sócios que a possuam, irão também tentar adquirir a 2ª edição, por se tratar no fundo de uma revista diferente e porque os coleccionadores são assim mesmo, como provam os mais diversos texianos que coleccionam a revista Tex do Brasil, não somente da 1ª edição, mas também da 2ª edição!

Deste modo, todos os sócios que desejem adquirir exemplares da revista #1, 2ª edição, devem informar desde já (e impreterivelmente até ao dia 30 deste mês) o Clube Tex Portugal, escrevendo para José Carlos Francisco (josebenfica@hotmail.com), indicando o número de exemplares pretendido e procedendo ao respectivo pagamento (inclusive dos portes) na conta do Clube Tex Portugal ou através de paypal, enviando o comprovativo desse mesmo pagamento.

Pagamentos internacionais por transferência bancária  devem ser feitos com todas as despesas a serem suportadas pelo ordenador, sem qualquer dedução no valor a receber pelo Clube, devendo ser creditada a conta PT50003600009910590434664 em nome do Clube Tex Portugal na Caixa Económica Montepio Geral – código swift: MPIOPTPL;

Pagamentos nacionais por transferência bancária  devem ser feitos para o IBAN PT50003600009910590434664

Pagamentos por Paypal devem ser efectuados para o e-mail cacem.moreira@gmail.com com todas as despesas a serem suportadas pelo ordenador, sem qualquer dedução no valor a receber pelo Clube.

Falando da revista #1 em si, para quem ainda não a possui, informamos que é TOTALMENTE a CORES, tem o FORMATO A4 e conta com textos de Mário João Marques (que escreve sobre Pasquale Del Vecchio e também Leituras e Apontamentos), Júlio Schneider (Hola, Amigo), Carlos Moreira (1º Convívio do Clube Tex Portugal), José Carlos Francisco (1.ª Mostra do Clube Tex Portugal), Jorge Magalhães (Como eu encontrei Tex Willer em Barcelona), Jorge Machado-Dias (Porque não gosto de westerns), Sérgio Madeira de Sousa (Giovanni Ticci – O elo), Pedro Cleto (A cor em Tex: Um longo caminho a percorrer) e Paulo Guanaes (Da indiferença ao sucesso estrondoso) e DESENHOS EXCLUSIVOS de ANDREA VENTURI, STEFANO BIGLIA e MAURIZIO DOTTI!

Estudo de Stefano Biglia para o verso da contracapa da revista nº 1 do Clube Tex Portugal

Para uma melhor apresentação desta importante iniciativa dirigida por Mário João Marques, o director da revista, e destinada aos sócios do Clube, damos a conhecer de seguida o editorial deste primeiro número:

EDITORIAL

Em Agosto de 2013, durante uma tertúlia texiana organizada quando do 18º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, um grupo de amigos teve a oportunidade de formalizar a criação de um clube que pudesse fomentar o convívio e a troca de ideias sobre Tex. Idealizado uns meses antes, a ocasião proporcionada e a presença inspiradora de Andrea Venturi, desenhador convidado para o Salão, serviram assim de catalisadores, permitindo firmar a criação do Clube Tex Portugal.

A revista que agora está nas vossas mãos é um objectivo a que nos propusemos desde a primeira hora, um instrumento privilegiado que permite divulgar, aprofundar e sobretudo homenagear um grande herói e uma grande série que, ano após ano, se vem batendo pelos ideais da justiça e da honra, unindo muitos em redor de valores infelizmente cada vez mais raros.

Devidamente autorizada pela Sergio Bonelli Editore, que desde o início nos concedeu a honra do seu apoio e do seu carinho, a revista é o trabalho de muitos e que nos enche de orgulho, representando o culmi- nar de um primeiro ano do Clube pleno de actividades e de sucesso. Todos são convidados a participar, apresentando trabalhos sobre Tex, o seu mundo, as suas personagens, os seus autores. Queremos fomentar o convívio, desejamos divulgar a personagem, ansiamos que apreciem e possam retirar o mesmo prazer que todos os que colaboraram neste primeiro número tiveram na sua preparação e elaboração.

Este primeiro número conta com artigos de José Carlos Francisco, Sérgio Madeira de Sousa, Pedro Cleto, Jorge Magalhães e Mário João Marques, assim como com um pequeno texto escrito por Júlio Schneider, em jeito de homenagem à amizade em torno de Tex. Mas outros, de uma forma ou de outra, deram o seu grande contributo, permitindo que o projecto pudesse ver a luz do dia. Carlos Moreira, Hernâni Portovedo, Orlando Silva, António Guerreiro, Jorge Machado Dias, Dorival Lopes (e a Mythos), Gianni Petino e todas as mulheres texianas, foram baluartes fundamentais. A todos o Clube Tex Portugal agradece!

Apesar desta paixão, nada teria sido possível sem o apoio dado pela Sergio Bonelli Editore, que não cansamos de sublinhar, particularmente Davide Bonelli e Mauro Boselli, a quem o Clube Tex Portugal agradece eternamente. E é também um enorme motivo de orgulho poder contar, na capa deste primeiro número, com um desenho exclusivo de um grande talento, Andrea Venturi. Um grande desenho de um grande desenhador, desde o início ao nosso lado. Grazie mille Andrea!

Leiam, releiam, comentem, sugiram, pois a participação de todos é fundamental para juntos podermos fazer cada vez mais e melhor. Sem qualquer presunção, humildemente queremos alimentar o sonho e a paixão.

Clube Tex Portugal

 Ilustração a preto e branco de Andrea Venturi para a capa da edição nº 1 da revista do Clube Tex Portugal

(Texto e imagens extraídos, com a devida vénia, do Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa das imagens, clique nas mesmas)

REVISTAS DE BD DA MYTHOS EDITORA NÃO REGRESSAM A PORTUGAL EM 2017

 Por Nuno Pereira de Sousa [1]

A distribuição das revistas de Banda Desenhada da Mythos continua suspensa, pelo menos, até ao final do ano

Em Abril deste ano, a Mythos tinha comunicado que se encontrava oficialmente suspensa a exportação para Portugal das revistas brasileiras de banda desenhada Bonelli da editora, nomeadamente as diversas séries de TexJúlia Kendall – Aventuras de uma CriminólogaZagor.

Em causa, estavam problemas de exportação da editora brasileira, sendo referido que a mesma estava a realizar os devidos esforços para que a suspensão fosse temporária e que em Outubro deste ano pudessem chegar novamente às bancas nacionais os fumetti bonellianos.

A três semanas do início de Outubro, solicitámos a José Carlos Francisco, o representante da Mythos em Portugal, que nos fizesse um ponto da situação. As notícias não são boas. Não só as negociações com uma nova empresa de importação não se concretizaram, como a VASP, a anterior distribuidora das revistas da Mythos, tinha comunicado não estar interessada em trabalhar directamente com a editora. Já se pode afirmar, com toda a certeza, que não será ainda este ano que teremos o regresso de Tex, Zagor e Júlia aos quiosques portugueses, pese todo o esforço feito pela editora brasileira, assume José Carlos Francisco. A Mythos continua a envidar todos os esforços para ter novamente no nosso país as suas revistas, sobretudo para tentar satisfazer os seus leitores.

Com a notícia do início do processo de insolvência da Distrinews II, essa alternativa deixou de ser viável. A Distrinews II era, sem dúvida, uma grande possibi- lidade para esse regresso, mas agora também essa porta fechou, afectando a Mythos, mas acima de tudo muitas pequenas editoras portuguesas”, refere José Carlos. Mas a Mythos não desiste e está a tentar arranjar uma nova possibilidade, juntamente com as editoras que agora não têm quem distribua as suas revistas”.

Relativamente aos efeitos colaterais da insolvência da Distrinews II, cujas editoras por si servidas deixaram de ter distribuição assegurada, comenta que “devido à urgência das editoras portuguesas que ficaram sem distribuição, este assunto, de uma forma ou de outra, deverá ter que se resolver rapidamente. No entanto, é menos optimista no que toca às publicações da Mythos, ausentes há cinco meses dos pontos de venda de periódicos nacionais. Apesar da Mythos estar a envidar todos os esforços para tentar resolver o problema aqui em Portugal, não está fácil!, desabafa.

Durante estes cinco meses, os fãs bonellianos portugueses foram brindados com três edições nacionais, nomeadamente o livro Tex: Ouro Negro (editado pela Polvo), o sexto número da Revista do Clube Tex Portugal (auto-edição) e o livro Dylan Dog: Mater Morbi (editado pela Levoir na III Série das Novelas Gráficas).

Em nota de rodapé, relembra-se que recentemente a Polvo começou a ter distribuição das suas obras nos pontos de vendas de periódicos, a par da distribuição no canal livreiro, situação que é também afectada actual- mente pela suspensão de actividade da Distrinews II.

[1] (Texto publicado originalmente no blogue Bandas Desenhadas, em 9 de Setembro de 2017)

(Para aproveitar a extensão completa das imagens, clique nas mesmas).

ROY ROGERS, O ETERNO REI DA PRADARIA, E DALE EVANS, A SUA RAINHA

Como Roy Rogers tem sido ultimamente um “convidado” especial deste blogue — que irá também evocar em breve a figura de Dale Evans, a amazona com quem contracenou em vários filmes e que escolheu para sua companheira, na vida real, depois de dois casamentos fracassados —, aqui fica mais um registo fotográfico da sua longa carreira: em cima, Roy e Dale nos seus tempos de juventude e de glória; em baixo, numa fase em que já se notam as marcas da idade, mas ainda suficientemente vigorosa para que não parassem de representar e de cantar. E logo num programa dos “Marretas”!

Roy Rogers morreu em 1998, com 86 anos, e Dale Evans em 2001, com 88. O pequeno artigo que se segue foi extraído do Mundo de Aventuras nº 292 (2ª série), de 10/5/1979.

AS CAPAS DOS MESTRES – 1

           AS CAVALGADAS DE JERRY E PANCHO NO             “MUNDO DE AVENTURAS”

Texto de Jorge Magalhães (extraído, com a devida actualização, d’O Gato Alfarrabista)

Nestas capas, que assinalam o percurso do famoso Jerry Spring e do seu inseparável companheiro mexicano no Mundo de Aventuras — onde se estrearam no nº 54 (2ª série), de 10/10/1974, com a trepidante aventura “Tráfico de Armas”, ainda inédita em Portugal, depois de galoparem também, à rédea solta, no Cavaleiro Andante e no Zorro —, falta um pequeno pormenor: a assinatura do desenhador (excepto na do nº 137).

Quase todos os leitores sabem que esta série, uma das mais emblemáticas da BD western de origem europeia, foi criada na revista belga Spirou por Joseph Gillain (Jijé), artista polivalente, mestre de mestres no campo da ilustração, pintor, escultor e inventor, cujo centenário se festejou em 2014, tendo a sua vasta obra sido alvo, a pretexto dessa efeméride, de uma notável exposição promovida pela Câmara Municipal de Moura e pelo Gicav (Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu), que esteve patente até 21 de Julho desse ano no centro histórico daquela cidade alentejana de nobres e antiquíssimas tradições, transitando depois para Viseu. Durante o corrente ano de 2017, esteve também em grande destaque na sede do Clube Português de Banda Desenhada (Amadora).

No blogue BDBD, orientado por Luiz Beira e Carlos Rico — os dois principais mentores da referida mostra, cuja admiração por Jijé já vem de longe —, pode ser ainda visionada uma reportagem feita no primeiro dia de abertura desse evento, que contou com a grata presença de um neto de Joseph Gillain, residente em Portugal:

http://bloguedebd.blogspot.pt/2014/06/jije-comemorado-em-moura-reportagem.html

A maioria das capas do Mundo de Aventuras dedicadas a Jerry Spring são originais reproduzidos dos álbuns da série (1ª edição), publicados nos anos 1950 e 1960 pelas Éditions Dupuis, mas há duas que não foram desenhadas por Jijé. Além de outras três com características diferentes (nºs 235, 257 e 467), adquiridas como material de agência a um vendedor espanhol e que figuram, a título de curiosidade, depois desta selecção.

Como confiamos na perspicácia e nos conhecimentos dos habituais seguidores deste blogue, aqui lhes lançamos um desafio, à maneira dos “concursos relâmpago” que algumas revistas juvenis de boa memória organizavam em tempos idos: serão capazes de descobrir essas duas capas que, embora pareçam ter o cunho estilístico e a qualidade formal de Jijé, não são da sua autoria, e dizer-nos o nome do seu verdadeiro ilustrador?

Convidamos também os nossos leitores para um exercício simples, mas curioso. Observando atentamente este grupo de capas, poderão apreciar a variação dos cabeçalhos e do preço de venda ao público do Mundo de Aventuras, que aumentou de 5$00 para 20$00 no espaço de oito anos. A inflação e o custo progressivo das matérias-primas, sobretudo do papel, a isso obrigavam… dando muitas dores de cabeça aos editores.

A percentagem dos aumentos também não parava de subir e, em determinada altura, o preço deixou de estar em destaque na capa. Tudo isso obedecia a uma estratégia comercial cuidadosamente planeada pela gerência da APR, em face das constantes flutuações do mercado. Uma época difícil para muitas publicações de BD (e não só), em que as tiragens diminuíam na mesma progressão dos inexoráveis aumentos de preço.

Como coordenador, vivi essa fase de instabilidade por dentro, durante os anos 80, sempre na expectativa de que a crise, como uma espada de Dâmocles, cortasse abruptamente a longa carreira do Mundo de Aventuras. Afinal, foi a revista da APR que resistiu mais tempo… quase até ao encerramento da empresa. O último número apareceu nas bancas em 15 de Janeiro de 1987 e já custava 50$00! Sem aumento do número de páginas, nem melhoria da qualidade do papel… debatendo-se na lenta agonia de uma morte inevitável!

“TEX GOLD” – A NOVA COLECÇÃO DA SALVAT (BRASIL)

Depois do período experimental, a Editora Salvat vai lançar (no Brasil) a coleção “TEX GOLD”, a partir de 15 de Setembro, quinzenalmente e sempre num dia certo da semana, sexta-feira. Pergunta inevitável: esta grandiosa colecção chegará também a Portugal?

“O Profeta Indígena”, de Nizzi e Mastantuono, 1º volume da colecção “Tex Gold”

A Editora Salvat, fundada em Barcelona em 1869, faz parte da multinacional francesa HACHETTE LIVRE e está presente em países de língua espanhola e portuguesa: Espanha, Portugal e América Latina (Brasil, Argentina, México, Chile, Peru). Há mais de meio século, a Editora Salvat comercializa em bancas de jornais produtos editoriais de qualidade. O seu catálogo inclui produtos com enfoque nas novas tendências e nos interesses dos leitores, centrando-se nos segmentos infantil, coleccionismo masculino e feminino, coleccionáveis de figuras, modelismo, histórias de banda desenhada e livros.

“O Cavaleiro Solitário”, de Nizzi e Kubert, 2º volume da colecção “Tex Gold”

Dentro de uma grande variedade de produtos, a Editora Salvat trabalha com prestigiosas e reconhecidas licenças como Marvel, Disney, Hello Kitty, Betty Boop, Astérix; e a partir de agora, também, no Brasil, com a mítica personagem dos fumetti italianos, criada em 1948 pela dupla Giovanni Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini: TEX WILLER!

No próximo dia 15 de Setembro, sairá o primeiro tomo daquela que deverá ser a colecção definitiva de Tex Willer (60 volumes, todos a cores!). Com a particularidade de ter formato grande, capa dura, número variável de páginas, sendo a lombada da colecção formada por uma magnífica litografia da autoria de Giovanni Ticci, como podemos ver na imagem:

A bela lombada final da colecção “Tex”, com o selo da Salvat

Notícia e imagens respigadas, com a devida vénia, do Tex Willer Blog, onde os nossos leitores poderão encontrar informações mais detalhadas acerca desta magnífica colecção da Salvat, produzida pela Mythos Editora, que infelizmente poderá não estar à venda em Portugal. Sobre este assunto, do interesse de muitos coleccionadores portugueses, eis o que informa José Carlos Francisco no seu conceituado blogue do Tex (a ler com atenção): 

«Tendo em conta que colecções da Salvat originárias do Brasil vieram já a ser distribuídas em Portugal, como é o caso, por exemplo, da colecção oficial de graphic novels da Marvel, acreditamos que haverá a possibilidade de Tex Gold vir também para o nosso país, tendo até em conta que Tex é distribuído em Portugal desde 1971 e tem milhares de leitores e, inclusive, um Clube dedicado precisamente a Tex (que já pus à disposição da Salvat para o que for necessário) e que organiza eventos anuais, com a vinda de autores.

Mas como a Salvat portuguesa pode ainda não saber a força do Tex no nosso país, sugiro que todos os interessados em obter esta fantástica colecção contactem a editora, a pedir Tex Gold em Portugal. O e-mail de contacto é clientes@salvat.pt

Vamos lá, pessoal!!!!»

(Para aproveitar a extensão completa das imagens, clique nas mesmas).