O BARALHO DE CARTAS DE TEX

Desde 7 de Junho p.p., os álbuns italianos do famoso Ranger do Texas trazem cartas que permitem completar um baralho exclusivo de Tex e dos seus pards!

Quantas vezes o Ranger idealizado por Gianluigi Bonelli e criado graficamente por Aurelio Galleppini deu provas da sua destreza e da sua astúcia manuseando cartas? Inumeráveis! Desde as primeiras aventuras que Tex mostra a sua habilidade de atirador, ao disparar contra uma carta pendurada num muro, ou derrota com destreza verdadeiros profissionais, usando as mesmas armas.

Se você, caro leitor, gosta de jogar às cartas, saiba que a partir de agora pode divertir-se com as cartas exclusivas de Tex: todas as suas séries italianas publicadas em Junho e ainda o Tex inédito de Julho, sem qualquer acréscimo de custo, trazem várias cartas que formarão um baralho azul, num total de 55 cartas, para guardar num belo estojo amarelo oferecido gratuitamente com o primeiro lançamento (7 de Junho).

Eis o  calendário detalhado de todas as publicações que trazem as cartas de Tex:

  • 7 de Junho Tex 680: 22 cartas (13 cartas de copas e ainda os 9 e os 10 dos outros três naipes, os 2 jokers e uma carta ilustrada) + caixa amarela para guardar o baralho;
  • 9 de JunhoTex Classic 8: 11 cartas (do ás ao 8, dama, valete e rei de paus).
    As mesmas cartas podem ser adquiridas alternativamente;
  • 16 de Junho Tex Nuova Ristampa 422: 11 cartas (do ás ao 8, dama, valete e rei de paus);
  • 23 de JunhoTex Classic 9: 11 cartas (do ás ao 8, dama, valete e rei de ouros).
    As mesmas cartas podem ser adquiridas alternativamente;
  • 27 de Junho Tutto Tex 555: 11 cartas (do ás ao 8, dama, valete e rei de ouros);
  • 6 de JulhoTex 681: 11 cartas (do ás ao 8, dama, valete e rei de espadas).

Por sua vez, quem quiser comprar um baralho completo (vermelho e com estojo azul), pode adquiri-lo de uma só vez, pagando 7,90 euros + o preço de qualquer dos álbuns em que estiver interessado.

Adquira as cartas e relaxe jogando com os seus amigos, durante as férias que se aproximam, em companhia de Tex e de todos os seus pards.

Alessandro Piccinelli exibe as primeiras cartas de Tex

As cartas de Tex são produzidas pela Sergio Bonelli Editore em colaboração com a Modiano, garantia de qualidade made in Italy!

(Post extraído, com a devida vénia, do Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa das imagens, clique nas mesmas).

EM 2018 TEX FESTEJARÁ 70 ANOS

Conforme já foi anunciado pelo blogue português do Tex (notícia a que também fizemos referência), coube ao veterano autor Giovanni Ticci, mestre do preto e branco e das cores — como demonstram tantos dos seus magníficos trabalhos (de que aqui fica mais um exemplo) —, a grata e honrosa tarefa de realizar a edição especial comemorativa do 70º aniversário de um dos mais emblemáticos heróis da BD western, edição essa totalmente colorida e que será publicada no próximo ano, com um brinde extra que decerto aguçará o “apetite” dos coleccionadores: uma caixa arquivadora.

Além disso, a aventura contida nessa edição especial narrará factos inéditos do passado de Tex, voltando a mergulhar num rico filão cheio de “pepitas” escondidas, que desperta sempre o interesse dos leitores. Mais um histórico marco da longa saga texiana iniciada em Setembro de 1948, numa modesta revista italiana, mas que depressa se impôs pelas características ímpares do seu herói, “fruto da mente criativa de Gian Luigi Bonelli e da pena mágica do mestre Aurelio Galleppini!” (citando José Carlos Francisco, mentor do Tex Willer Blog e presidente do Clube Tex Portugal).

A VINHETA “PORTUGUESA” DA HISTÓRIA DE TEX “OURO NEGRO“ (POLVO EDITORA)

Ouro Negro, o quarto volume da colecção TEX ROMANCE GRÁFICO, da Polvo Editora, chancela portuguesa do editor Rui Brito, cujo lançamento nacional ocorreu no passado dia 29 de Abril, integrado na 4ª Mostra do Clube Tex Portugal, foi originalmente publicado em duas edições na série regular italiana de Tex, mais precisamente nos números 654 e 655, dados à estampa pela Sergio Bonelli Editore em Abril e Maio de 2015.

Trata-se de uma aventura de Tex escrita por Gianfranco Manfredi e desenhada por Leomacs (pseudónimo de Massimiliano Leonardo), onde a dupla Tex Willer e Kit Carson, depois de agraciada com a “Rosa Amarela do Texas”, é nomeada pelo Governador desse Estado americano para colocar um ponto final nas actividades do famigerado Bob Braddock, que controla a seu bel-prazer a cidade de Hellsfire, e para investigar o irmão deste, Jonas, um homem de negócios do petróleo, proprietário dos ricos campos de Oil Springs. Na sua chegada à cidade, Willer e Carson assistem à ousada detenção de Bob, pelo novel xerife Randy Nelson. Jonas, no entanto, contrata o habilidoso advogado Timothy Wilson para defender o irmão.

Entre tiroteios, aldeias arrasadas e testemunhas corruptas, entre as quais se encontra a sensual Rachel, Tex irá também desempenhar o papel de acusador no julgamento de Bob, presidido pelo temível juiz “enforcador” Felsen. Restava apenas tratar de Jonas, o que virá a acontecer num memorável e cinematográfico acerto de contas final, por entre as torres de extracção petrolíferas.

Em Portugal, foi publicado num único volume e num formato maior do que o original, com a particularidade de ter uma vinheta “portuguesa”, pois uma das vinhetas da história foi redesenhada propositadamente por Leomacs para a edição nacional e com a devida aprovação e parabenização da Sergio Bonelli Editore, pelo que é a única edição a nível mundial a apresentar essa vinheta, que mostramos numa das ilustrações deste texto.

A vinheta foi redesenhada porque houve um erro de Leomacs que não foi detectado aquando da publicação da história na Itália, e também não foi corrigido no Brasil pela Mythos Editora, mas em Portugal o atento tradutor da história, José Carlos Francisco, tendo visto o erro entrou em contacto com o desenhador italiano, pedindo-lhe que corrigisse o lapso, pedido que Leomacs atendeu de pronto, enviando rapidamente a vinheta redesenhada. Depois, foi precisa a aprovação por parte da Sergio Bonelli Editore, aprovação essa dada imediata- mente por Mauro Boselli, o editor italiano de Tex, que inclusive felicitou esta correcção com as seguintes palavras: “BRAVO! Iremos usar esta vinheta nas reedições futuras desta história“.

Quanto ao erro em si, como alguns leitores já devem ter intuído, foi o facto do xerife Randy Nelson, veterano da guerra civil e homem de um só braço, numa vinheta da página 69 desta história ter aparecido milagrosamente com dois braços (nota cómica que não desafina uma aventura que faz da ironia um motivo recorrente), devido a uma distracção de Leomacs, distracção essa que não foi detectada pela redacção Bonelliana nas diversas fases de revisão, antes da publicação da história.

E foi assim que Portugal passou a ter uma vinheta “portuguesa” numa história de Tex!

(Post reproduzido, com a devida vénia, do Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa  das imagens, clique nas mesmas)

“OURO NEGRO”: UM NOVO VOLUME DA COLECÇÃO TEX ROMANCE GRÁFICO (EDITADA PELA POLVO)

Pela quarta vez, no espaço de dois anos, a Polvo Editora, uma chancela editorial de Rui Brito, publicou um Tex genuinamente português, até porque apresenta uma CAPA EXCLUSIVA PARA PORTUGAL. Ouro Negro, de Gianfranco Manfredi e Leomacs (pseudónimo de Massimiliano Leonardo), foi o volume eleito e o prestigiado desenhador italiano Leomacs esteve presente no evento texiano para abrilhantar o lançamento deste livro, que contém uma das mais especiais histórias de Tex feitas nestes 69 anos de vida editorial do Ranger.

Capa EXCLUSIVA – Ouro Negro, de Gianfranco Manfredi e Leomacs, Polvo 2017

A apresentação do livro Ouro Negro, quarto volume da colecção Tex Romance Gráfico, decorreu no dia 29 de Abril p.p., no auditório do Museu do Vinho Bairrada, e contou com a participação de Leomacs, Rui Brito e Mário João Marques, sob moderação de João Miguel Lameiras. Seguiu-se a venda do livro, permitindo aos seus compradores obter um autó- grafo do próprio desenhador, pois estava prevista no programa uma sessão de autógrafos.

O livro, com tradução de José Carlos Francisco, legendagem de Hugo Jesus e texto introdutório de Mário João Marques, tem um formato de 18,5 x 24,5 cm e uma encadernação brochada (capa mole com badanas de 12,5 cm), e foi confeccionado num papel de boa qualidade, estando enriquecido com ilustrações inéditas, seleccionadas pelo próprio Leomacs, e com uma capa realizada exclusivamente para a edição portuguesa.

Este livro tem novamente a particularidade de não ter sido publicado originalmente na série Tex Gigante, mas sim na série principal de Tex (tal como aconteceu com “O Segredo do Juiz Bean“), mais precisamente em dois volumes italianos, os números 654 e 655, editados pela Sergio Bonelli Editore em Abril e Maio de 2015, pelo que em Portugal foi também apresentado num único volume e num formato maior do que o original.

Tem ainda a particularidade de possuir uma vinheta “portuguesa”, já que uma das imagens da história foi redesenhada propositadamente por Leomacs para esta edição nacional, com a devida aprovação e parabenização da Sergio Bonelli Editore, pelo que será a única edição a nível mundial a possuir essa vinheta, que iremos dar a conhecer com mais detalhe num futuro post reproduzido, como este, do Tex Willer Blog.

O preço deste quarto volume da colecção (os anteriores volumes foram “Patagónia”, de Mauro Boselli e Pasquale Frisenda, “Tempestade sobre Galveston”, de Pasquale Ruju e Massimo Rotundo, e “O segredo do juiz Bean”, de Mauro Boselli e Pasquale Frisenda) é de de 16,99 euros nas livrarias, com IVA incluído, mas os sócios do Clube Tex Portugal tiveram a vantagem de adquiri-lo por 15 euros (1,99 euros de desconto sobre o preço em livraria), no decorrer da sua 4ª Mostra. Nesse evento, quem não é sócio pôde adquirir o livro “Ouro Negro” por 16 euros, beneficiando também de um desconto de 0,99 euros.

O livro também poderá ser comprado directamente ao editor Rui Brito, por sócios do Clube Tex Portugal que não puderam comparecer ao evento, inclusive os que residam fora de Portugal, pelos mesmos 15 euros, mas terão de adicionar 1,50 euros para despesas de envio (somente para território nacional). Se quiserem mais de um exemplar na mesma encomenda (deste ou de outro título de Tex), deverão adicionar 2,00 euros para despesas de envio (valor também para território nacional).

Para os sócios não residentes no nosso país, o valor dos portes a pagar depende do destino para onde será expedida a encomenda, pelo que também deverão contactar o editor Rui Brito para saber o valor total a pagar e a forma de efectuar o respectivo pagamento. O e-mail de contacto com Rui Brito é: ruibritobad@gmail.com.

Uma bela página do livro “OURO NEGRO”

Argumento: GIANFRANCO MANFREDI |  Desenho: LEOMACS
Polvo, 2017

(Post reproduzido, com a devida vénia, do Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa das imagens, clicar duas vezes sobre as mesmas).

HOMENAGEM A JOSEPH GILLAIN (JIJÉ) NO CLUBE PORTUGUÊS DE BANDA DESENHADA

No próximo sábado, dia 18 de Março, o CPBD realiza mais um evento que certamente ficará para a sua história, inaugurando simultaneamente três exposições: a primeira sobre a emblemática revista Cavaleiro Andante (cuja existência decorreu entre Janeiro de 1952 e Agosto de 1962), e as restantes em homenagem a dois grandes nomes da BD franco-belga, Joseph Gillain (Jijé) e Willy Vandersteen — numa parceria com o Gicav, de Viseu, e a Câmara Municipal de Moura, entidades que patrocinaram, em anos recentes, exposições sobre estes autores, cuja obra foi bastante conhecida e apreciada em Portugal, pelos leitores do Diabrete, Cavaleiro Andante, Zorro, Foguetão, Nau Catrineta, Mundo de Aventuras e outras publicações juvenis. 

Apaixonado pelo western, Jijé foi o criador (já no auge da sua carreira) de um dos maiores símbolos dos heróis da pradaria, o simpático e varonil cowboy Jerry Spring, que em companhia do seu inseparável amigo Pancho, de origem mexicana, viveu várias e trepidantes aventuras nas páginas do semanário belga Spirou, renovando, tanto gráfica como tematicamente, a tradição e o contexto do western na BD europeia, anos antes de Blueberry e outras grandes séries do género trilharem o mesmo caminho.

A preceder a abertura destas exposições, que ocupam três salas do CPBD, haverá um colóquio, às 16hoo — subordinado ao tema “Jijé, um artista sempre presente” —, com a participação de um destacado membro do clã Jijé, o seu neto Romain Gillain, que vive há muitos anos no nosso país e, por isso, domina bem a língua portuguesa.

“COMANCHE” REEDITADO (MAS EM FRANCÊS)

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Comanche, um dos melhores westerns da BD europeia, começou a ser reeditado em Setembro de 2016 pela Lombard, com novas capas que aproveitam ilustrações feitas na altura da publicação da referida série na revista Tintin.

Estreada em 1969, com argumentos de Greg e desenhos de Hermann, a série Comanche foi de imediato comparada com Blueberry (Pilote) e Jerry Spring (Spirou). No entanto, apesar de ser também um western, Comanche apresenta como cenário e personagens um rancho e verdadeiros vaqueiros, enquanto que Blueberry é um oficial rebelde e Jerry Spring um viril cowboy no sentido clássico, sempre pronto a ajudar os mais fracos. Mas a diferença maior, e que começa a acentuar-se a partir do 3º álbum, é que Hermann utiliza o seu traço de mestre para nos mostrar um Faroeste violento e, muitas vezes, cruel.

A edição digital tem um preço muito acessível, de apenas 5,99€ (clique aqui).

O 4º volume, Le ciel est rouge sur Laramie, apresentará 5 páginas inéditas em álbum que foram utilizadas como transição entre episódios aquando da publicação desta história na revista Tintin. Pode vê-las já clicando aqui.

Para ver as primeiras páginas de RED DUST, LES GUERRIERS DU DÉSESPOIR e LES LOUPS DU WYOMING, clique aqui.

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Nota: A primeira parte deste post foi reproduzida, com a devida vénia, do blogue A Filactera, orientado por Filipe Azeredo, a quem enviamos cordiais saudações bedéfilas.

Em Portugal, além dos principais episódios de Comanche publicados na revista Tintin, da Bertrand, foram lançados também oito álbuns, com a chancela desta editora e da Distri. Sete permanecem inéditos. A partir do 11º episódio, a série (abandonada por Hermann) passou para as mãos de Michel Rouge, continuando o argumento (até ao 14º) a pertencer a Greg. O 15º e último (até ver) foi escrito por Rodolphe.

Fazemos votos de que uma das próximas séries de culto a aparecer nas nossas bancas (como tem acontecido com grande regularidade nos últimos tempos) seja precisamente esta obra-prima da escola franco-belga, que confirmou o extraordinário talento de Hermann num dos géneros mais difíceis e exigentes da BD: o western.

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