CAPAS DE REVISTAS: “ZORRO” Nº 4

Tal como a do seu 1º número, a capa do Zorro nº 4, publicado em 3/11/1962, foi também realizada por José Pires, graças ao patrocínio de Artur Correia, um dos melhores artistas gráficos que colaboraram no Zorro e no Cavaleiro Andante.

Nessa época, José Pires — ainda longe de se tornar um conceituado ilustrador e autor de BD — foi colega de Artur Correia na Empresa Nacional de Publicidade, em cujas oficinas gráficas (o Anuário Comercial de Portugal) eram impressas algumas revistas juvenis, como o Zorro (sucessor do Cavaleiro Andante), o Condor Popular e o Ciclone, estas últimas publicações da Agência Portuguesa de Revistas, cuja cor estava confiada a José Pires

Recordamos que a estreia deste desenhador se deu na última fase do Cavaleiro Andante, com duas histórias de cowboys intituladas “O Último Prato de Tenton Gant” e “Fumo de Pólvora em Gallows Crossing”, posteriormente reeditadas, já nos 1980, pelo Mundo de Aventuras.

E no Cavaleiro Andante surgiram também, alusivas a essas histórias, duas capas de José Pires, um dos maiores especialistas do western na BD portuguesa, que logrou conquistar projecção internacional com a série Irigo (argumento de Jean Dufaux), publicada no Tintin belga.

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OS 70 ANOS DE CARREIRA EDITORIAL DE TEX SERÃO COMEMORADOS, EM SETEMBRO, PELO CPBD E PELO CLUBE TEX PORTUGAL

Bruno Ramella, desenhador de Tex, estará na Amadora nos dias 29 e 30 de Setembro para celebrar os 70 anos do famoso Ranger.

Neste ano de 2018, em que se celebram os 70 anos de vida editorial de Tex Willer, o Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), instituição fundada a 28 de Junho de 1976 e que recentemente completou 42 anos de existência, decidiu associar-se ao Clube Tex Portugal e à Sergio Bonelli Editore, de modo a realizar na sua sede, na Reboleira (Amadora), uma grande exposição comemorativa dos 70 anos de Tex Willer, exposição essa que contará com trinta (30) pranchas das aventuras do Ranger criado em 1948 por Gian Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini, englobando trinta autores dos primórdios da saga até aos nossos dias.

Tratar-se-á de uma Mostra composta por uma prancha desenhada por cada um dos trinta desenhadores seleccionados pela Sergio Bonelli Editore e representativa da evolução de Tex no decurso destes 70 anos de vida editorial. A Mostra também conterá revistas, livros e objectos variados (relacionados com Tex) das colecções de Carlos Gonçalves, vice-presidente do Clube Português de Banda Desenhada, Mário João Marques e Carlos Moreira, directores do Clube Tex Portugal.

Mas, para além daquela que será até hoje a maior exposição de pranchas de Tex no nosso país, outro grande destaque da comemoração desta efeméride é que iremos ter em Portugal, para celebrar com os fãs e coleccionadores de Tex em particular e da banda desenhada em geral, DOIS autores do staff oficial de Tex: Moreno Burattini e Bruno Ramella, autores que dispensam apresentações, com a particularidade de que, pela primeira vez, vamos ter a presença no nosso país de um escritor de Tex, que acompanhará Bruno Ramella, um dos mais promissores desenhadores do Ranger, até à Amadora, nos dias 29 e 30 de Setembro p.f.

Moreno Burattini, ilustre sócio honorário do Clube Tex Portugal, será o primeiro escritor de Tex a participar num evento português.

Como forma de agradecimento por este convite, Bruno Ramella fará uma magnífica ilustração de Tex exclusiva para o evento da Amadora e dos 70 anos de Tex, no CPBD, tradição já habitual e que ocorre sempre que um autor de Tex nos visita, de modo a registar a sua primeira passagem por Portugal!

Bruno Ramella vai estrear-se na saga do Ranger, precisamente neste mês de Julho, numa aventura épica que trará o (quarto) retorno, mais de 25 anos depois, do surpreendente homem dos cem rostos, o “ressuscitado” Proteus, o que mostra bem a confiança depositada por Mauro Boselli, principal responsável editorial de Tex, em Bruno Ramella.

O regresso de Perry Drayton, mais conhecido por “Proteus”, numa página desenhada por Bruno Ramella.

Para finalizar, assinale-se que em 2018 teremos em Portugal a incrível presença e participação de SETE autores de Tex, um muito provável recorde a nível mundial, número que pode vir a ser aumentado, porque ainda só atingimos a primeira metade de 2018.

(Imagens e texto parcialmente reproduzidos do Tex Willer Blog, onde poderão ver o “post” completo e mais informações sobre este evento).

“TEMPESTADE SOBRE GALVESTON”, COM UMA NOVA CAPA, EM EDIÇÃO HOLANDESA

Por José Carlos Francisco

“Tempestade sobre Galveston” foi uma aventura publicada na colecção italiana dos Tex Gigante, cuja arte coube ao consagrado desenhador Massimo Rotundo, sendo o texto da autoria de Pasquale Ruju.

“Tempestade sobre Galveston” – versão italiana

Uma aventura onde o coronel Woodlord administra ainda a sua plantação de algodão como nos tempos idos da escravatura. Na pista de um bando de ladrões de bancos, Tex e Carson acabam por se ver enredados numa elaborada intriga para encontrar um tesouro, herança de um famoso jogador de cartas e pistoleiro. Quem herda? Eleanor Hood, a fascinante proprietária do “Lucky Smile”, o “saloon” de Galveston, que aprendeu a crescer e fazer-se respeitar num mundo de homens. Decorrendo num período temporal de poucos dias, esta é uma história plena de peripécias, com reviravoltas sucessivas, num enredo onde os personagens servem para realçar as características clássicas de Tex: a invencibilidade, a intolerância contra os agressores e a capacidade de distinguir o certo do errado num só olhar. Enquanto decorre a acção, ao longe forma-se a tempestade do século que, com estrondo, se irá abater sobre a cidade!

“Tempestade sobre Galveston” – versão portuguesa

A história foi publicada em 2016 no nosso país, através da Polvo Editora, tendo Massimo Rotundo feito, na altura, uma capa exclusiva para Portugal, como podemos recordar vendo essa maravilhosa capa aqui mesmo, neste post. Pois bem, chegou a vez da Holanda publicar este Tex Gigante e o desenhador romano brinda também os coleccionadores holandeses com uma capa exclusiva, como se pode ver através da ilustração original da autoria de Rotundo.

“Tempestade sobre Galveston” – versão holandesa

Esta história (“Tempestade sobre Galveston“) foi, entretanto, publicada noutros países, como por exemplo no Brasil, através da Mythos Editora, mas somente Portugal e Holanda têm o privilégio de ter uma capa exclusiva para cada um dos países, algo que já é quase uma tradição em Portugal, onde a Polvo nos tem brindado com várias capas exclusivas.

“Tempestade sobre Galveston” – versão brasileira

(Texto e imagens reproduzidos do Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa  das imagens supra, clique nas mesmas).

Nota do Era Uma Vez o Oeste:  Embora qualquer destas capas tenha o selo de excelência de um ilustre autor da BD italiana, não há dúvida de que a mais original é a que Massimo Rotundo realizou para a edição portuguesa da Polvo. Uma capa que se destaca, entre outros motivos, pelo cunho quase surrealista da composição, associando as cartas de jogar, com figuras que são personagens da história (e a volatilidade do jogo… e do destino, se quisermos ir mais longe), às nuvens negras (e à ameaça) da tempestade.

OS GATOS FORAM AO ENCONTRO DE TEX WILLER

No passado mês de Abril, o Clube Tex Portugal começou a festejar, com a sua 5ª Mostra, no Museu do Vinho Bairrada (Anadia), os 70 anos de publicação ininterrupta da revista Tex Willer, da editora italiana Bonelli, e convidou Jorge Magalhães (que não pôde estar presente) e Catherine Labey a assistir ao evento.

Para agradecer esse convite, Catherine Labey decidiu desenhar um pequeno “pastiche” de Tex… onde não podiam faltar os gatos, ou seja, os animais de que ela mais gosta e que mais venera desde a infância! Uma brincadeira, com o seu traço sui generis, em homenagem a um dos maiores heróis da BD western.

E, como é óbvio, ofereceu esses originais (que seguidamente reproduzimos) a José Carlos Francisco, presidente do Clube Tex Portugal e alma mater do culto texiano no nosso país, onde ganha cada vez mais adeptos.

Que saibamos, nunca apareceram gatos numa história de Tex… A prova disso é que até Kit Carson, o fiel amigo do nosso herói, se admirou!

(A propósito desta afirmação, obviamente temerária da nossa parte, ver nos comentários a resposta de José Carlos Francisco, repondo a verdade dos factos).

CAPAS DE REVISTAS: “ZORRO” Nº 1

Aqui têm a capa do 1º número da revista Zorro (com data de 13/10/1962), em que surge precisamente o mítico personagem que lhe deu o título, criado em 1919 pelo prolífico novelista norte-americano Johnston McCulley.

Adaptado um ano depois ao cinema, num filme de grande sucesso, com Douglas Fairbanks, um dos melhores actores dessa época, no papel do exímio espadachim que era o terror dos malfeitores e dos soldados espanhóis, e cuja identidade ninguém conhecia, o Zorro tornou-se um personagem mundialmente famoso, que a 7ª Arte explorou diversas vezes, aproveitando um filão inesgotável, depois de uma das películas seguintes, com o mesmo título da primeira (The Mark of Zorro) e interpretada por Tyrone Power e Basil Rathbone, ter gravado definitivamente a sua imagem e o seu carisma no coração do público.

Na BD, a carreira do Zorro foi mais discreta, destacando-se entre os desenhadores que o retrataram, cada um a seu modo (por vezes, com larga dose de fantasia), os nomes de Alex Toth, André Oulié, Carlo Marcello e Guido Buzzelli, este último autor de uma versão publicada no Zorro (mas quando a revista já ia no nº 27).

Quanto à espectacular capa do nº 1, deve-se ao traço de um ilustre desenhador português, nesses recuados tempos ainda em início de carreira: José Pires, cuja paixão pelo western está bem patente nos seus primeiros trabalhos para o Cavaleiro Andante e noutras magníficas criações que realizou, ao atingir a maturidade, como “Homens do Oeste” (Mundo de Aventuras), “O Poço da Morte” (álbum da Editorial Futura) e Irigo” (Tintin belga).

Modestamente, como podem verificar, o autor dessa capa assinou-a apenas com um diminutivo: Zé… mal sonhando, decerto, com a brilhante carreira que o esperava.

POR QUE É QUE OS ÍNDIOS DA AMÉRICA DO NORTE TINHAM A ALCUNHA DE “PELES-VERMELHAS”?

Em todas as histórias do Oeste americano, os índios têm a alcunha de peles-vermelhas e os brancos de rostos-pálidos. Mas nenhum desses nomes corresponde à verdade… Os índios tinham feições tisnadas pelo sol da pradaria, mas muitos brancos, ao fim de algum tempo de permanência no Oeste, já não se distinguiam deles pela cor da pele, sobretudo os que levavam uma existência mais aventurosa. E ninguém lhes chamava peles-vermelhas…

De onde veio, então, esse nome? Encontrámos uma explicação curiosa e que nos parece ter foros de verdadeira, num velho exemplar da revista Reis do Faroeste nº 6 (Agosto de 1980), editada no Brasil pela Ebal (Editora Brasil-América Ltd).

Assim como os índios devem este nome a Cristóvão Colombo, que julgava ter chegado à Índia ao aportar ao Novo Continente, é plausível que outros navegadores tenham tido a mesma experiência, deixando-se levar pelas primeiras aparências.

A explicação para a alcunha de peles-vermelhas que surge naquela revista (com uma ilustração de Gino D’Antonio) parece mais racional. Ora leiam…

TEX (E TINTIN) NA FEIRA DO LIVRO DE LISBOA

Está a decorrer no Parque Eduardo VII, até 13 de Junho, mais uma edição da Feira do Livro da capital portuguesa, mais precisamente a 88ª edição da Feira do Livro de Lisboa, evento que é a montra da edição em Portugal, com mais de duas centenas de pavilhões e centenas de editores, chancelas, alfarrabistas e livreiros presentes e com lançamento e apresentação de livros, sessões de autógrafos, leituras públicas, workshops, intervenções artísticas e encenações, maratonas de leitura, feiras de rua, exposições e promoções.

Novelas gráficas de Tex com a chancela da Polvo Editora

E o famoso personagem Tex Willer também está presente na Feira do Livro, através dos volumes da colecção “Romance Gráfico” (“Patagónia“, “Tempestade Sobre Galveston“, “O Segredo do Juiz Bean“, “Ouro Negro” e “Capitan Jack“, nas suas diversas versões de capa), com o selo da Polvo Editora, no stand B07-B09-B11, da distribuidora Europress.

Estes volumes de Tex só têm, em princípio, 10% de desconto sobre o PVP com IVA, que é 16,99 euros, isto devido à Lei do Preço Fixo do Livro.

Juventude e Banda Desenhada, uma constante na Feira do Livro

Por tudo isto, prezado leitor, se puder dê ainda uma saltada até à Feira do Livro de Lisboa ou até ao Festival Internacional de BD de Beja (que encerra a 10 de Junho) e adquira (se ainda não os possui) os exemplares desta magnífica colecção dedicada a Tex Willer, devido à louvável aposta editorial da Polvo, que irá prosseguir nos próximos tempos, tendo em conta que já estão a ser preparadas novas edições de Tex com a chancela da editora de Rui Brito.

Alguns pavilhões da Feira do Livro de Lisboa 2018

(Texto e imagens reproduzidos do Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa das imagens supra, clique nas mesmas)