NOVA SÉRIE DO “FANDWESTERN” DEDICADA A VÍTOR PÉON – VOLUMES 2, 3 e 4

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Por cortesia de José Pires, nosso amigo de longa data, companheiro de muitas jornadas desde os tempos heróicos em que lançámos o Fandaventuras e o Fandwestern (dois fanzines que ainda estão em publicação, graças ao incansável labor deste apaixonado pela BD clássica, que os edita mensalmente, com infalível pontualidade), apresentamos mais um número do Fandwestern, distribuído em Fevereiro, com a reedição da primeira história desenhada por Vítor Péon para a mítica revista O Mosquito, na sua estreia, em 1943, como autor de banda desenhada.

Neste número, figura também uma história curta de Péon, com o título “Traidor em Fuga” (e argumento de Orlando Marques), realizada em 1946 para O Pluto, revista em que Péon foi o principal colaborador artístico, ilustrando-a de uma ponta à outra, num alarde de talento, versatilidade e energia criativa.

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Denver Bill, o herói de “Falsa Acusação”, acusado de tentativa de homicídio, vê-se em apuros para provar a sua inocência, tendo de enfrentar bandidos, xerifes, “peles- -vermelhas”, incêndios, avalanches, ataques de animais selvagens e muitos outros perigos e obstáculos, mas conta com a preciosa ajuda do seu cavalo Flyer, do capitão Brent, um velho companheiro de armas, e da gentil Jane Spring, filha do xerife que o persegue porque o considera um assassino.

A acção trepidante é descrita à maneira inglesa, sem balões, em legendas didascálicas, isto é, texto alinhado debaixo das vinhetas (em geral seis ou sete por página n’O Mosquito, que apresentou os primeiros episódios a cores).

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Em Janeiro, como já anunciámos, o Fandwestern reeditou duas outras histórias de Vítor Péon: “O  Juramento de Dick Storm“, publicada também n’O Mosquito, pouco tempo depois de Falsa Acusação”, e Três Balas”, cuja acção trepidante, baseada numa novela de Orlando Marques, se desenrola igualmente no cenário mítico do Oeste americano.

“O Juramento de Dick Storm” é outro western de boa cepa como “Falsa Acusação”, recheado de movimento e de lances dramáticos, com um herói obcecado pelo desejo de vingança, em luta com o bando que, por causa do mapa de um tesouro, tirou a vida ao seu pai. Em companhia da jovem e destemida Ruth Sinclair, Dick Storm irá encontrar esse tesouro (e o amor e a felicidade), depois de ter cumprido o seu juramento.

Mais uma vez, Péon deu largas ao prazer de desenhar cavalos, realçando o papel dos equídeos nesta aventura, mormente da montada de Dick (o “malhado), que intervém sempre a tempo de salvar a vida do dono.

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Oriunda d’O Pluto, revista editada por Roussado Pinto, em 1945-46, e que durou apenas 25 números, Três Balas” ficou incompleta, mas surgiu em nova versão (remontada parcialmente e com 120 estampas coloridas) numa das primeiras colecções de cromos do género, editada pela fábrica de rebuçados “A Oriental”.

Curiosamente, nesta movimentada aventura, cujo protagonista, chamado Duke Carson, mudou de nome na colecção de cromos — com o título “Fred Bill, o Terror do Texas” —, o mote é semelhante ao de “O Juramento de Dick Storm”: o juiz Carson, atacado pelo bando de Juanilo, o mexicano, entrega ao filho, antes de morrer, uma pistola com três balas, como instrumento da sua vingança.

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Embora tivesse ficado incompleta, como referimos, “Três Balas” é um perfeito paradigma dos serials cinematográficos dos anos 1930/40, que faziam furor entre a rapaziada, com uma acção que flui continuamente, à boa maneira de Péon, sem intrigas complicadas, centrada na dinâmica do movimento e na arte cinética dos cavalos.

A propósito, em Fred Bill, o Terror do Texas” o herói encontra um novo destino na companhia de Walzir, uma jovem índia de espírito abnegado, e de Corisco, o seu fogoso corcel, que transpõe rios e desfiladeiros e salta precipícios com uma agilidade espantosa, conseguindo escapar incólume, como o dono, às mais perigosas quedas.

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Estes fanzines encontram-se à venda na Loja de José Manuel Vilela, Calçada do Duque, 19-A, 1200-155, Lisboa, mas podem também ser encomendados ao editor, por quem não mora na capital, bastando escrever para o e-mail gussy.pires@sapo.pt

A título de curiosidade, informamos que um dos próximos projectos de José Pires é a reedição das aventuras de “Texas Moore”, um dos mais empolgantes westerns criados por Vítor Péon e que teve publicação no Diabrete em 1947-48.

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NOVA SÉRIE DO “FANDWESTERN”, DEDICADA A VÍTOR PÉON – VOL. 1: “UMA AVENTURA DE BUFFALO BILL”

buffalo-bill-peon-thriller296José Pires, especialista, como faneditor, na reedição de clássicos da “época de ouro” da BD portuguesa, inglesa e de outras origens — actividade que exerce há mais de duas décadas —, acaba de nos brindar, abrindo auspiciosamente o ano de 2017, com três volumes de uma nova série do seu Fandwestern, dedicada ao grande desenhador Vítor Péon (ver cartaz no final deste post), a quem se devem, como já assinalámos com o devido realce, as primeiras histórias de cowboys genuinamente realistas criadas por um autor nacional.

Mas o primeiro título desta nova série traz-nos uma absoluta novidade, pois reedita um western de Vítor Péon realizado, em 1958, para a revista inglesa Thriller Picture Library # 119, que era, até agora, inédito entre nós e ao qual José Pires deu o título “Uma Aventura de Buffalo Bill”, depois de o traduzir e legendar.

Trata-se de um magnífico trabalho, que já revela a maturidade de Péon no género western, depois de ter criado um dos seus maiores heróis nas páginas do Mundo de Aventuras: o icónico Tomahawk Tom, cuja popularidade chegou até às últimas décadas do século passado, num fenómeno de revivalismo sem paralelo na BD portuguesa.

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“Uma Aventura de Buffalo Bill” (intitulada no original Buffalo Bill and the Spectre of the Plains) foi realizada por Péon durante uma estadia de alguns meses na Bélgica, ao serviço da Agência Internacional A.L.I, para a qual produziu vários trabalhos destinados ao pujante (nessa época) mercado inglês de publicações juvenis, entre eles uma série de episódios com outro célebre e lendário herói: Robin Hood (que E.T. Coelho, aliás, seguindo um trajecto idêntico, também ilustrou para o mesmo editor inglês).

Exímio em ambos os géneros, histórico e de cowboys, Péon estreou-se com estes trabalhos num exigente e competitivo mainstream onde campeavam, nessa época, alguns dos melhores desenhadores europeus e sul-americanos de histórias aos quadradinhos, nomeadamente Jesús Blasco, D. C. Eyles (autor da capa do Thriller #119), Frank Bellamy, Ron Embleton, Hugo Pratt, Alberto Breccia ou Arturo del Castillo (para darmos apenas alguns exemplos). E o seu sucesso foi tal que não tardou a prosseguir uma nova carreira no Reino Unido, onde se radicou durante alguns anos, primeiro em Dundee (Escócia) e depois em Londres, trabalhando para duas grandes editoras, a D. C. Thomson e a Fleetway.

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Desfazendo alguns equívocos, esclarecemos que o autor literário desta primeira história de Péon para o mercado inglês, que na revista surge com o nome de Barry Ford, era uma talentosa argumentista, com vasta obra no domínio do western — que demonstrou conhecer profundamente —, chamada Joan Whitford. Feita a correcção necessária, porque não era norma nas revistas inglesas (salvo raras excepções) dar liberdade aos desenhadores para escreverem as suas próprias histórias, visto existir nas principais editoras um numeroso e prolífero núcleo de argumentistas, aqui têm mais duas páginas desta trepidante aventura de Buffalo Bill, que nos foram gentilmente cedidas por José Pires.

Este número do Fandwestern já se encontra à venda na Loja de José Manuel Vilela, Calçada do Duque, 19-A, 1200-155, Lisboa, mas pode também ser encomendado ao editor, por quem não mora na capital, bastando escrever para o e-mail gussy.pires@sapo.pt.

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Muito em breve, apresentaremos mais edições primorosamente restauradas por José Pires, com os primeiros westerns de Vítor Péon publicados, na década de 1940, em revistas que deixaram saudades, como O Mosquito e O Pluto, onde este prolífico autor deu largas ao seu esfuziante talento, criando, num estilo dinâmico e emotivo, histórias de todos os géneros profusamente ilustradas, mas ainda com o texto à maneira antiga, isto é, em legendas didascálicas, imitando os comics ingleses dessa longínqua época.

Os interessados podem já adquirir os volumes 2 e 3, com os seguintes episódios: “O Juramento de Dick Storm”, segunda HQ de Vítor Péon publicada, em 1944, n’O Mosquito, e “Três Balas”, outro western cheio de acção, reproduzido d’O Pluto, revista editada por Roussado Pinto em 1945/46 e que durou apenas 25 números.

O volume 4, que apresenta “Falsa Acusação”, a história com que Péon se estreou n’O Mosquito, dois anos e meio antes, só sairá em Fevereiro, mas os leitores desta colecção podem (e devem) fazer já a sua reserva, pois o Fandwestern tem uma tiragem limitada e somente em casos que o justifiquem haverá reedições de números esgotados.

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Concluímos neste post a apresentação de um trabalho realizado, há alguns anos, em homenagem a Vítor Péon, o maior criador de westerns da BD portuguesa, trabalho esse que teve o alto patrocínio da Câmara Municipal de Moura e foi editado no âmbito do 17º Salão de BD organizado por esta autarquia, sob a direcção de Carlos Rico.

Reproduzem-se seguidamente as páginas 38-46 desse fanzine, inserido, como lembrou Carlos Rico, na colecção J. M. (um privilégio raro e que muito me honra!).

Nota: Para os que gostam de folhear os livros em papel ainda existe a possibilidade de adquirirem alguns exemplares, bastando para isso contactar a Câmara Municipal de Moura. Também o podem fazer através de Carlos Rico, pelo e-mail:  carlos.rico@cm-moura.pt

Os outros números da colecção são os seguintes:

1 – “Banda Desenhada e Ficção Científica – As Madrugadas do Futuro”
2 – “O Western na BD Portuguesa”
4 – “Franco Caprioli – No Centenário do Desenhador Poeta” (de que também há uma versão em e-book, com muito mais páginas).

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VÍTOR PÉON E O “WESTERN” (DE DENVER BILL A “TOMAHAWK” TOM) – 4

Prosseguimos hoje a apresentação de um trabalho realizado, há alguns anos, em homenagem a Vítor Péon, o maior criador de westerns da BD portuguesa, trabalho esse que teve o alto patrocínio da Câmara Municipal de Moura e foi editado no âmbito do 17º Salão de BD organizado por esta autarquia, sob a direcção de Carlos Rico.

Reproduzem-se seguidamente as páginas 31-37 desse fanzine, inserido, como lembrou Carlos Rico, na colecção J. M. (um privilégio raro e que muito me honra!).

Nota: Para os que gostam de folhear os livros em papel ainda existe a possibilidade de adquirirem alguns exemplares, bastando para isso contactar a Câmara Municipal de Moura. Também o podem fazer através de Carlos Rico, pelo e-mail:  carlos.rico@cm-moura.pt

Os outros números da colecção são os seguintes:

1 – “Banda Desenhada e Ficção Científica – As Madrugadas do Futuro”
2 – “O Western na BD Portuguesa”
4 – “Franco Caprioli – No Centenário do Desenhador Poeta” (de que também há uma versão em e-book, com muito mais páginas).

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VÍTOR PÉON E O “WESTERN” (DE DENVER BILL A “TOMAHAWK” TOM) – 3

Prosseguimos neste blogue a apresentação de um trabalho realizado, há alguns anos, em homenagem a Vítor Péon, o maior criador de westerns da BD portuguesa, trabalho esse que teve o alto patrocínio da Câmara Municipal de Moura e foi editado no âmbito do 17º Salão de BD organizado por esta autarquia, sob a direcção de Carlos Rico.

Reproduzem-se seguidamente as páginas 21-30 desse fanzine, inserido, como lembrou Carlos Rico, na colecção J. M. (um privilégio raro e que muito me honra!).

Nota: Para os que gostam de folhear os livros em papel ainda existe a possibilidade de adquirirem alguns exemplares, bastando para isso contactar a Câmara Municipal de Moura. Também o podem fazer através de Carlos Rico, pelo e-mail:  carlos.rico@cm-moura.pt

Os outros números da colecção são os seguintes:

1 – “Banda Desenhada e Ficção Científica – As Madrugadas do Futuro”
2 – “O Western na BD Portuguesa”
4 – “Franco Caprioli – No Centenário do Desenhador Poeta” (de que também há uma versão em e-book, com muito mais páginas).

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VITOR PÉON E O “WESTERN” (DE DENVER BILL A “TOMAHAWK” TOM) – 2

Prossegue hoje a apresentação do trabalho que realizei, há alguns anos, em homenagem a Vítor Péon, o maior criador de westerns da BD portuguesa, trabalho esse que teve o alto patrocínio da Câmara Municipal de Moura e foi editado no âmbito do 17º Salão de BD organizado por aquela autarquia, sob a direcção de Carlos Rico.

Reproduzem-se seguidamente as páginas 14-20 desse fanzine, inserido, como lembrou Carlos Rico, na Colecção J. M. (um privilégio raro e que muito me honra!).

Vitor Péon e o WestternReproduzimos também, com o maior prazer, o comen- tário feito por Carlos Rico, no post anterior desta mesma rubrica — dando-lhe assim o devido destaque:

«Congratulo-me com a divulgação que faz a este excelente fanzine, dentro da linha habitual de qualidade a que o Jorge nos habituou nos seus trabalhos. Faltou, contudo, talvez acrescentar que este fanzine faz parte da “Colecção Jorge Magalhães” (em 4 números, sendo este o terceiro) e que, para os que gostam de folhear os livros em papel ainda existe a possibilidade de adquirirem alguns exemplares, bastando para isso que contactem a Câmara Municipal de Moura. Também o podem fazer, através do meu e-mail de serviço carlos.rico@cm-moura.pt

Já agora, os outros números da colecção são os seguintes:

1 – “Banda Desenhada e Ficção Científica – As Madrugadas do Futuro”
2 – “O Western na BD Portuguesa”
4 – “Franco Caprioli – No Centenário do Desenhador Poeta

Faltou-me, também, dizer que o número dedicado a Franco Caprioli teve uma versão em DVD, muito mais recheada de material, onde também me deu imenso gozo colaborar consigo, com a Catherine e com a nossa querida Fulvia Caprioli, filha do malogrado desenhador italiano. Um projecto que jamais esquecerei e no qual (não fora o facto de haver um sempre malfadado prazo de entrega) ainda hoje, certamente, estaríamos a trabalhar, tal a quantidade de informação que se poderia acrescentar e o entusiasmo com que o fazíamos».

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Num trabalho de homenagem ao saudoso Vítor Péon, que realizei para um fanzine editado em 2011 pela Câmara Municipal de Moura — no âmbito do 17º Salão de BD levado a efeito por aquela autarquia, com coordenação de Carlos Rico —, tive a grata oportunidade de abordar longamente uma das facetas mais relevantes da sua prolífica obra como autor de histórias aos quadradinhos, talvez mesmo a que, desde sempre, lhe despertou maior paixão: o western.

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Nesse trabalho, profusamente ilustrado e documentado, procurei também conciliar a informação cronológica com a perspectiva histórica, já que Vítor Péon foi um dos poucos desenhadores a dominar com mestria, durante os anos 40 e 50, em plena “época de ouro” da BD portuguesa, um género graficamente tão sugestivo (e ao mesmo tempo tão difícil) como as aventuras de cowboys, tendo deparado, na realidade, com um único rival na excelsa arte de E. T. Coelho, que ao western deu também valiosa contribuição, embora de forma menos intensa e apaixonada, e por um período muito mais breve, do que Péon.

É esse trabalho, reproduzido directamente das páginas da publicação editada pela C. M. de Moura (e cujas capas são alusivas a Tomahawk Tom, o mais icónico aventureiro do Oeste criado por Vítor Péon), que começamos hoje a apresentar aos nossos leitores, dividido em várias partes, para tornar mais amena a sua leitura.

Assim se prolonga neste blogue uma merecida homenagem a um grande pioneiro da BD portuguesa, que deu às histórias aos quadradinhos de cowboys em estilo realista, produzidas por autores nacionais, as suas primeiras cartas de nobreza.

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