“OS TÚNICAS AZUIS” NA GUERRA DA SECESSÃO – VOLUME 8: “O SUBMARINO DAVID”

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A ÁRVORE DE NATAL DE ARTURO MORENO

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Arturo Moreno no seu estúdio de cinema (anos 1940).

moreno-kkoArturo Moreno Salvador (1909-1993) foi uma das maiores revelações da “historieta” na época em que iniciou a sua carreira, encabeçando um ilustre grupo de humoristas que fez escola nas revistas Pulgarcito, TBO, Mickey, Pocholo, KKO, Chicos e outras, e que rapidamente ultrapassou fronteiras. Entre nós, o seu estilo caricatural, moderno (já nos anos 30) e burlesco, roçando, por vezes, o non-sense sem parecer adulto, e as suas histórias recheadas de fantasiosas peripécias, tornaram-no também uma referência, fazendo as delícias dos leitores d’O Mosquito, Tic-Tac, O Senhor Doutor, Diabrete e de outras publicações infanto-juvenis.

Esteve presente n’O Mosquito desde o 1º número, com as “formidáveis” e exóticas aventuras à volta do mundo de Mick, Mock e Muck (Formidables Trapisondas del Grumete Mick, el Viejo Mock y el Perro Muck), um valoroso trio constituído por um velho taberneiro, um rapaz e um cão, cuja popularidade se manteve durante largos anos — dando origem, em 1947, a quatro pequenos e vistosos álbuns saídos das oficinas gráficas d’O Mosquito com a reedição das suas movimentadas aventuras, parte das quais (volumes II e III) decorriam também no Oeste americano.

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moreno-punto-negro-11No Natal de 1937, Moreno brindou os seus admiradores com outro bizarro personagem chamado Ponto Negro, um borrão de tinta que ganhou vida num dos primeiros álbuns de BD editados em Portugal: Ponto Negro, Cavaleiro Andante (Punto Negro en el País del Juego).

Arturo Moreno apareceu também, de forma mais esporádica, no Diabrete com as suas inimitáveis historietas de uma página, que mesmo sem heróis fixos (salvo raras excepções) divertiam e encantavam os leitores. Muitas delas foram reeditadas, mais tarde, nas revistas O Mosquito (2ª série) e Escaravelho Azul — e também n’A Formiga, suplemento do Jornal do Cuto, criado por Roussado Pinto em homenagem  à Anita Pequenita, outra célebre personagem de Jesús Blasco.

Como exemplo do talento e do singular grafismo deste grande humorista espanhol, já conhecido dos nossos leitores, apresentamos seguidamente mais três hilariantes historietas de cowboys publicadas em revistas como Pocholo e O Mosquito (1ª e 2ª séries), e realizadas durante a década que assinalou o seu período de maior êxito como ilustrador de tebeos, antes de se dedicar ao cinema de animação — género em que deixou também a sua marca como realizador de Garbancito de la Mancha (1945), o primeiro filme europeu de desenhos animados de longa metragem, totalmente produzido em Espanha e que obteve um enorme êxito, valendo-lhe o cognome de Walt Disney castelhano.

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A VISITA DO PAI NATAL

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E se o Pai Natal, essa figura mítica que os pioneiros oriundos do Velho Mundo trouxeram também para o Oeste americano, se transformasse em cowboy para visitar os ranchos espalhados pela pradaria, na noite mais especial e festiva do ano?

Sem dispensar as renas, claro, que nas regiões mais ao norte desse vasto continente são tão abundantes como nos recônditos domínios de S. Nicolau. E transportando também sacos recheados de prendas, que farão as delícias dos filhos dos fazendeiros, encantados com as luzes da árvore de Natal e as figuras do Presépio e com as canções tradicionais entoadas por um harmonioso coro de cowboys, que ergue as suas vozes para o céu onde as estrelas brilham ainda mais intensamente do que noutras paragens.

NOVELISTAS PORTUGUESES: “O NATAL DE TUKAN MACKENZIE” (por Edgar Caygill)

edgar-caygillApresentamos hoje nesta rubrica — iniciada com o original de Roy West (Jorge Magalhães) “Sendas Apaches” — um conto de Edgar Caygill, pseudónimo adoptado por Roussado Pinto no início dos anos 50 e que se tornaria bastante popular entre os leitores do Mundo de Aventuras e de outras publicações juvenis — mas que este prolífico autor também usou em antologias de contos, como o Edgar Caygill Magazine, e em livros policiais e de cowboys, editados por conta própria ou por editoras onde trabalhou, como a Fomento de Publicações e a Íbis.

O conto que seleccionámos na sua vasta obra é um western de tema natalício e foi respigado do Jornal do Cuto nº 172 (1/12/1977), embora a publicação original remonte ao Mundo de Aventuras nº 71 (1ª série), de 21/12/1950, onde foi ilustrado por Vítor Péon. Curiosamente, surgiu também em reedição, pela primeira vez, no Jornal do Cuto nº 25 (22/12/1971), cabendo dessa vez a Jobat (José Baptista) a tarefa de ilustrador.

No caso presente, as ilustrações são de Carlos Alberto Santos, um notável artista que legou ao Jornal do Cuto, ao Mundo de Aventuras e a outras publicações um número quase incalculável de trabalhos de grande valia, a cores e a preto e branco. Resta acrescentar que o texto desta 3ª versão foi revisto por Roussado Pinto, que decidiu manter o pseudónimo da primeira, mesmo depois de ter criado outro ainda mais famoso: Ross Pynn.

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“OS TÚNICAS AZUIS” NA GUERRA DA SECESSÃO – VOLUME 7: “O FRADE”

Uma excelente colecção, numa nova parceria Público/Asa, com 15 episódios (9 deles inéditos), em volumes cartonados e a preço módico, de uma das mais famosas séries humorísticas belgas, que os amantes do western não devem perder.