A REVISTA #7 DO CLUBE TEX PORTUGAL

A belíssima ilustração de Stefano Biglia para a capa da Revista nº 7 do Clube Tex Portugal

Comentário de Jorge Magalhães

Foi decerto a melhor prenda de Natal que os texianos sócios do Clube Tex Portugal receberam o ano passado, durante o 4º convívio do Cacém, realizado em 9 de Dezembro, como oportunamente informámos.

Revestido das melhores galas, a começar por duas super-capas de Stefano Biglia — pois a revista teve outra dose dupla, com duas edições simultâneas —, esse número bateu mais um recorde, aumentando o volume de páginas para 52, sem aumento de preço (10 euros) na edição com capa alternativa.

Com um sumário tão copioso, recheado de textos texianos, entre os quais se destacam os de Mário Marques, Moreno Burattini e Thiago Gardinali (sem desprimor para os restantes), e de ilustrações dos mais diversos autores — em que avultam os trabalhos inéditos que figuram, como habitualmente, na contracapa e nos versos das capas, da lavra de artistas italianos de reconhecido talento, como Leomacs, Alessandro Nespolino e Massimo Rotundo —, dir-se-á que este nº 7 elevou ainda mais a fasquia de qualidade e de mérito já atingida pela sua equipa (sob a batuta de Mário João Marques e de José Carlos Francisco) e pelo Clube Tex Portugal.

As duas capas da Revista nº 7 do Clube Tex Portugal, ilustradas por Stefano Biglia

Mas, como lá diz o ditado, “não há bela sem senão” —  e a nós parece-nos, sem querermos arvorar-nos em críticos, por tudo e por nada, que num sumário tão denso, com tantas páginas de texto, embora profusamente ilustradas, faz falta uma história de Tex, como a que foi publicada no número anterior. Bem sabemos que não será fácil concretizar esse desidério em cada um dos próximos números — ideia que agradaria bastante aos seus editores e, em particular, aos leitores —, mas como o Clube Tex Portugal possui relações privilegiadas com a Sergio Bonelli Editore temos a certeza absoluta de que não hesitará em enfrentar o desafio que lhe lançamos, no sentido de conseguir apresentar, com mais frequência, uma história completa do mítico Ranger do Texas, justificando assim o aumento de páginas e consequentemente dos custos da impressão.

Mesmo sem acréscimo de preço na edição extra (que é vendida aos sócios), conteúdos como o deste nº 7 parecem remeter mais para a literatura do que para a banda desenhada. E Tex não é literatura — é BD, é o movimento pela sequência de imagens ilustradas, é acção em estado puro. Como diz outro conhecido aforismo: “Uma imagem vale mais do que mil palavras!” Seria, portanto, ouro sobre azul se uma das edições anuais da Revista do Clube Tex Portugal, com maior número de páginas e mais prosa, tivesse também uma história de Tex em banda desenhada. É por causa dessa “mais-valia” que, na nossa opinião, os nos 4 e 6 continuam a ser, até agora, os melhores de todos.

Dinâmica ilustração de Leomacs para a Revista nº 7 do Clube Tex Portugal

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ROY ROGERS E A PUBLICIDADE – 2

Como era fácil a um rapaz dos anos 50 sentir-se na pele de Roy Rogers, o rei dos “cowboys”!

Comprovando a enorme popularidade de Roy Rogers nos seus tempos de glória, quando era o “rei” dos seriados de cinema e de televisão, em companhia de uma fogosa amazona — Dale Evans, a “rainha” do western, com quem teve um longo e feliz matrimónio —, eis outro anúncio de uma firma norte-americana, a Sears, com um variado e completo sortido de trajes de cowboy (chapéus, camisas, lenços, calças, cintos, luvas, polainas, esporas), destinados aos rapazes americanos e idênticos em todos os detalhes, até nas cores garridas, aos que Roy Rogers usava nos seus filmes e em público.

Com o patrocínio do “rei dos vaqueiros”, esta campanha, efectuada em 1952, foi também coroada de êxito, assegurando-lhe uma boa maquia pela utilização do seu nome e imagem e uma quota ainda maior de popularidade junto dos seus jovens admiradores.

“GIUSTIZIA A CORPUS CHRISTI” (“JUSTIÇA EM CORPUS CHRISTI”) DE BOSELLI & MASTANTUONO

“Giustizia a Corpus Christi”, capa de Corrado Mastantuono

Entre as inúmeras novidades que nos esperam neste 2018, ano em que Tex comemora os seus 70 anos de vida editorial, a Sergio Bonelli Editore, no próximo dia 23 de Fevereiro, brinda-nos com a primeira novidade: o álbum cartonado e de formato giganteGiustizia a Corpus Christi” (“Justiça em Corpus Christi“), assinado pela dupla Boselli (textos) & Mastantuono (desenhos), cuja capa e três esplêndidas páginas interiores (totalmente coloridas por Matteo Vattani) damos hoje a conhecer aos nossos leitores — por amável deferência do Tex Willer Blog, o blogue português de Tex.

A história conta-nos um novo capítulo das aventuras de um Tex ainda jovem, desta vez  com a participação de uma “posse”: O jovem Tex é perseguido por  elementos de uma ‘posse’ que o acusaram falsamente, mas precisa de provas e testemunhas. Num turbilhão de tiroteios e golpes de cena, caçado por pistoleiros decididos a querer a sua pele, conseguirá enfrentar os perseguidores numa grande batalha nas ruas de Corpus Christi. Ao seu lado, terá os seus amigos Rangers e o seu irmão Sam.

(Texto e imagens reproduzidos do Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa  das imagens, clique nas mesmas)

CURIOSIDADES DO OESTE: O PISTOLEIRO “MARSHAL”

Oriunda do Mundo de Aventuras 714 (1ª série), eis mais uma página de curiosidades dedicada a uma personagem verídica do Wild West, pelo traço de Geoff Campion, um versátil desenhador inglês, especialista em histórias de cowboys, mas que também ilustrou muitas aventuras do célebre Major Alvega (aliás, Battler Britton), desde os primeiros episódios publicados na revista Sun.

O SAN VINCENZO DE PAOLI (SÃO VICENTE DE PAULO), PINTADO POR GALLEPPINI

Uma peça sacra, obra juvenil do mítico Galep (primeiro desenhador italiano do género western) está exposta em Piacenza, com a particularidade de São Vincenzo se assemelhar a Kit Carson.

Antes de Tex Willer, nos lápis de Aurelio Galleppini, o mítico Galep, havia um outro personagem, que no lugar de um colt professava o Evangelho: San Vincenzo de Paoli, um grande apóstolo da caridade cristã. E antes do bife e de uma autêntica montanha de batatas fritas, com o inseparável Kit Carson, na imaginação do autor de banda desenhada havia um prato de sopa, em troca de uma pintura (realizada em 1947) para a igreja das irmãs da ordem de San Vincenzo, em Cagliari.

A história da história ressurge no colégio Alberoni, em Piacenza, na exposição “As cores da caridade“, onde entre cerca de trinta pinturas e retratos do patrono universal dos pobres e dos marginalizados emerge uma obra do pai gráfico do imortal Ranger, nascido da escrita de Gianluigi Bonelli. É um San Vincenzo muito distante dos canyons e das pradarias do Oeste, que na Paris do século XVII devastada pela peste e pela fome se batia contra os abusos e as injustiças.

O quadro de San Vincenzo (São Vicente) pintado por Galep, em 1947

A mão de Galep é a mesma das primeiras tiras de Tex e em San Vincenzo há quem veja uma certa semelhança com Kit Carson. Na pintura não há revólveres ou espingardas, há crianças abandonadas, expostas, filhas de ninguém. De Tex não há vestígios, mas no quadro pintado por Galep há uma coisa que une o santo ao herói: a defesa dos mais fracos, aquele código moral que faz lutar contra as injustiças da vida.

O belo quadro de Galep exposto na capela das Irmãs Vicentinas, em Cagliari

San Vincenzo traz a mensagem cristã de aceitação que não faz distinções de categorias entre os necessitados; Tex acrescenta a defesa dos mais fracos, um conceito aplicado por Gianluigi Bonelli nos textos das suas histórias.

(Post extraído, com a devida vénia, do Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa das imagens, clique nas mesmas)

“SUPER INTERESSANTE” E A HISTÓRIA DO OESTE

Ainda se encontra à venda um dos últimos números da popular revista Super Interessante (edição portuguesa), desta feita dedicado a um tema que particularmente nos interessa: o Oeste Americano.

No seu sumário, com cerca de 100 páginas profusamente ilustradas, perpassa toda a gesta da colonização dessa nova fronteira, histórica e fielmente evocada em extensos capítulos como: “O mítico Oeste”“A caminho do Pacífico”, “Marcha em lágrimas”, “Por uma vida melhor”, “A invasão do Far West”, “Para lá da fronteira”, “O cavalo de ferro”, “Um país em luta”, “As Guerras Índias”.  

Por último, há um capítulo dedicado ao cinema, à musica e à literatura que têm como fonte de inspiração o western.

Por menos de 4 euros, nenhum apreciador do género deve perder este número de Super Interessante, uma revista cujos temas fazem jus ao seu título e que vale a pena coleccionar.