O CAVALO DO OESTE – 1

o-cavalo-do-oeste-1169O que é o cavalo do Oeste? Não se trata propriamente de uma designação de raça, uma vez que o cavalo do Oeste pode ser um Árabe, um Saddle ou um Throughbred… ou até uma mistura dos três. É sempre treinado para trabalhar com sela, quer se destine a lidar com o gado ou a exibir-se em «rodeos». As suas pernas curtas permitem-lhe dar uma volta completa sobre uma moeda de dólar. A extraordinária resistência física do cavalo do Oeste é devida, em grande parte, aos índios e aos conquistadores espanhóis do Novo Mundo.

No ano de 1495 chegaram à América vinte soldados espanhóis de cavalaria com a missão de reprimir uma revolta na ilha Hispaniola. Os seus fogosos cavalos tinham cinquenta por cento de sangue árabe e portaram-se de tal modo que, a partir de então, todos os navios espanhóis transportavam um pequeno destaca­mento de cavalaria. Assim, durante os séculos seguintes, milhares e milhares de cavalos saíram do México para o que é hoje a Cali­fórnia e da Florida para as Carolinas do Norte e do Sul.

Foi então que os índios americanos entraram em cena com o seu valioso contributo. Nos fins do século XVII, mais de uma dú­zia de tribos utilizava os cavalos espanhóis, treinando-os e espalhando-os por todo o território, desde o Texas até à fronteira canadiana. Ao tempo da Guerra Civil existiam mais de dois milhões de cavalos selvagens. Hoje, porém, já não se podem ver os fogosos alazões selvagens correndo livremente pela planície, de narinas frementes e crinas ao vento. Com a colonização do Oeste pelos pioneiros, a era dos cavalos selvagens morreu juntamente com a dos peles-vermelhas.

A abrir esta nova rubrica do Era Uma Vez o Oeste, dedicada aos bravios mustangs que continuam a fazer parte da mitologia do western, tanto no cinema como na BD, apresentamos um episódio da magnífica série Firehair (Cabelos de Fogo), criada por Joe Kubert, um dos maiores mestres da 9ª Arte, na revista Showcase, da DC Comics. A mesma série foi parcialmente publicada no Brasil (revista Juvenil Mensal, da Editora Brasil-América), e em Portugal no Mundo de Aventuras (2ª série).

A má impressão deste episódio no MA fez-nos optar pela versão brasileira, dada à estampa no Juvenil Mensal nº 17 (Março de 1973) — em complemento da versão original, publicada no nº 85 da referida revista Showcase (Setembro de 1969).

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