A REVISTA Nº 7 DO CLUBE TEX PORTUGAL TERÁ DUAS CAPAS DE STEFANO BIGLIA

As duas capas de STEFANO BIGLIA para a revista nº 7 do Clube Tex Portugal

Por José Carlos Francisco

DEZEMBRO marca o regresso da revista do Clube Tex Portugal, um projecto feito por sócios e dirigido a todos os texianos e apreciadores da banda desenhada, focando os mais variados temas em redor de Tex e do western em geral.

Este sétimo número terá 54 páginas (um novo recorde, se tivermos em conta que não trará nenhuma história de Tex e que mostra bem o crescimento contínuo da revista) e apresenta novamente DUAS versões para a sua capa, desta vez do magnífico desenhador Stefano BIGLIA. Em 2015, os leitores portugueses tiveram oportunidade de o conhecer devido à sua presença na 2ª Mostra do Clube Tex Portugal, realizada, como sempre, em Anadia, onde foi uma das estrelas presentes no evento português.

Stefano Biglia respondeu prontamente às nossas solicitações, com informações, sugestões e com o envio de DOIS desenhos. A capa principal trará Tex Willer e Kit Carson cavalgando na neve, uma belíssima e apropriada capa invernal que coincide com o lançamento da revista, mas com duas belas ilustrações optou-se novamente — tal como aconteceu com as revistas nº 2 (que teve duas capas de Fabio Civitelli), nº 3 (que teve duas capas de Luca Vannin), nº 4 (que teve duas capas de Enrique Breccia), nº 5 (com duas capas de Maurizio Dotti) e nº 6 (com duas magníficas capas de Massimo Rotundo) — por fazer a revista com duas capas diferentes, uma clássica com Tex e Kit Carson  cavalgando na neve em nossa direcção, numa magnífica paisagem invernal, e uma alternativa, com grande impacto visual, onde Tex e Dinamite vêm também em direcção ao leitor.

Capa principal da revista nº 7 do Clube Tex Portugal

Neste sétimo número, para além das magníficas capas de Stefano Biglia, destaque ainda para as colaborações EXCLUSIVAS de outros consagrados autores italianos: Leomacs, Alessandro Nespolino, Massimo Rotundo e Moreno Burattini (que nos apresenta o Tex de Guido Nolitta).

No sumário assinalam-se ainda, para além dos textos do director Mário João Marques, com um extenso dossier dedicado ao Tex editorial, em 2017, e também um outro texto dedicado a Galep (que inclui uma homenagem desenhada por António Lança-Guerreiro, testemunhos EXCLUSIVOS de Moreno Burattini, Pasquale Frisenda, Pasquale Del Vecchio, Walter Venturi, Bruno Brindisi, Maurizio Dotti, Lucio Filippucci, Stefano Biglia e Andrea Venturi, culminando com um artigo assinado pelo Gruppo Galep e pela Fernanda Martins), os regressos de José Carlos Francisco (que nos fala dos kalkitos de Tex), de Jesus Nabor (que escreve sobre horror e magia no velho Oeste do Ranger), de Sandro Palmas (que nos apresenta Stefano Biglia, um talento puro) e de Júlio Schneider (que escreve sobre o telefone, o dólar e a cerveja no mundo de Tex).

Teremos também algumas estreias: do consagrado jornalista brasileiro Thiago Gardinali (que assina oito páginas, onde aborda a sua peregrinação pelo universo do fumetto italiano), do Carlos Almeida (que nos escreve sobre Ouro Negro, a aventura que levou Leomacs ao topo do mundo) e do Ricardo Leite (que aborda a galeria Toybroker).

Capa variante da revista nº 7 do Clube Tex Portugal

Nota do Clube Tex Portugal a todos os sócios:

Como habitualmente, os sócios do Clube Tex Portugal (com excepção dos sócios menores) COM AS QUOTAS DO MÊS DE DEZEMBRO PAGAS, terão direito a receber gratuitamente um exemplar da revista. Dado que este 7º número será publicado com duas versões da capa, o exemplar gratuito será o da versão com Tex e Kit Carson a cavalgar na neve.

Adicionalmente, sem qualquer limite, os sócios podem adquirir mais exemplares da revista, quer da versão oficial quer da versão alternativa, sendo o preço unitário de 10 euros.

Deste modo, todos os sócios que desejem adquirir exemplares da revista, devem informar o Clube Tex Portugal, impreterivelmente até ao dia 4 de Dezembro, escrevendo para José Carlos Francisco (josebenfica@hotmail.com), indicando o número de exemplares pretendido para cada versão da capa e procedendo ao respectivo pagamento na conta do Clube Tex Portugal ou através de paypal, enviando o comprovativo desse mesmo pagamento.

  • Pagamentos internacionais por transferência bancária  devem ser feitos com todas as despesas a serem suportadas pelo ordenador, sem qualquer dedução no valor a receber pelo Clube, devendo ser creditada a conta PT50003600009910590434664 em nome do Clube Tex Portugal na Caixa Económica Montepio Geral – código swift: MPIOPTPL;
  • Pagamentos nacionais por transferência bancária devem ser feitos para o IBAN PT50003600009910590434664
  • Pagamentos por Paypal devem ser efectuados através do e-mail cacem.moreira@gmail.com com todas as despesas a serem suportadas pelo ordenador, sem qualquer dedução no valor a receber pelo Clube.

Ilustração exclusiva de ALESSANDRO NESPOLINO para a revista nº 7 do Clube Tex Portugal

A contracapa da revista nº 7 do Clube Tex Portugal terá uma ilustração de LEOMACS, dedicada aos amigos do Clube Tex Portugal

(Post reproduzido, com a devida vénia, do Tex Willer Blog. Clicar duas vezes sobre as imagens para as ampliar).

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O PRÓXIMO CONVÍVIO DO CLUBE TEX PORTUGAL

Dia 9 de Dezembro jantar/convívio, no Cacém, para entrega da Revista nº 7 do Clube Tex Portugal

(CONFIRME JÁ A SUA PRESENÇA)

Por José Carlos Francisco

A Direcção do Clube Tex Portugal vai organizar no próximo dia 9 de Dezembro, sábado, um jantar/convívio para que os sócios do Clube recebam pessoalmente a REVISTA nº 7 do CLUBE TEX PORTUGAL, edição devidamente autorizada pela Sergio Bonelli Editore.

Sobre a revista em si, daremos mais informações em breve, podendo adiantar de momento que terá uma capa inédita da autoria de Stefano Biglia, ou melhor, DUAS CAPAS, já que devido ao sucesso ocorrido com as edições anteriores também neste sétimo número teremos duas versões da capa, pois Stefano Biglia enviou-nos não uma, mas sim duas deslumbrantes artes. E neste sétimo número vamos contar, uma vez mais, com diversas colaborações de autores de Tex, mas a seu tempo daremos informações definitivas sobre mais esta edição que ficará na história de Tex em Portugal (e não só).

Voltando ao convívio texiano, o  jantar, que terá início às 20.30 horas do dia 9 de Dezembro, ocorrerá, tal como nos anos anteriores, no Cacém, mas num espaço diferente dos anos anteriores. Mais precisamente no Restaurante Dom Carlos, um espaço amplo e agradável, situado no Largo Gama Barros 5 • Cacém.

A ementa do Convívio Texiano deste ano é composta de:
Entradas: Pão, Azeitonas, Paté, Linguiça com cogumelos e Salgados
Peixe: Bacalhau com broa
Carne: Escalopes à Madeira
Bebidas: Vinho tinto e branco (casa), Sangria, Sumos, Cerveja e Água
Sobremesa: Salada de fruta, Mousse de chocolate e Doce da casa
Café

O preço por adulto é de 13.50€, crianças até aos 4 anos não pagam e dos 4 até aos 10 anos pagam 50%.

Para além da entrega de um exemplar GRATUITO da Revista nº 7 do Clube Tex Portugal a cada associado presente, o jantar servirá principalmente para fomentar e fortalecer o convívio entre texianos e também para se debaterem as principais iniciativas do Clube Tex Portugal para 2018, com especial incidência num quinto evento a realizar no mês de Abril, novamente na Bairrada, que contará com a presença de mais DOIS renomados autores de Tex e incluirá também novas exposições dedicadas ao Ranger.

Será igualmente tema de debate um evento a realizar em Setembro de 2018, onde o Clube Tex Portugal assinalará e comemorará os 70 anos de vida editorial de Tex!

Momento a reviver: a entrega aos sócios da Revista #1 do Clube Tex Portugal – 2014

A Direcção do Clube pede aos sócios (e não sócios, pois o jantar convívio é aberto a todos os apreciadores da 9ª Arte) que desejem participar no jantar/convívio do dia 9 de Dezembro, que confirmem a sua presença impreterivelmente até ao dia 4 de Dezembro, para os e-mails josebenfica@hotmail.com ou cacem.moreira@gmail.com — ou ainda no blogue português do Tex, na forma de comentário ao post http://texwillerblog.com/wordpress/?p=74694 —, recordando uma vez mais que os sócios podem ser acompanhados por familiares e amigos que desejem participar também neste convívio texiano.

Aos sócios, com as quotas do mês de Dezembro pagas, que não possam comparecer ao jantar/convívio do Cacém, será enviado pelo correio em data posterior o respectivo exemplar da revista nº 7 do Clube Tex Portugal.

(Post anteriormente publicado no Tex Willer Blog, de onde o reproduzimos com a devida vénia. Para aproveitar a extensão completa  das imagens, clique nas mesmas)

MORREU RENZO CALEGARI

O homem que desenhou
 “A Balada de Zeke Colter”

Renzo Calegari (5 de Setembro de 1933 – 5 de Novembro de 2017)

Por Mário João Marques

Esta é uma das notícias que nunca queremos dar, mas que a lei da vida a isso nos obriga. Renzo Calegari, grande desenhador do fumetto italiano, faleceu no passado domingo, dia 5, aos 84 anos, deixando a banda desenhada mais pobre. Artista com duas grandes paixões, o desenho e a História, Calegari deixou bem patente o seu talento em 54 anos de uma intensa carreira, onde dedicou particular atenção ao Oeste americano, compondo páginas de verdadeira literatura desenhada.

Nascido em 1933, em Bolzaneto (Génova), Calegari começou a desenhar em 1955 para o estúdio de Rinaldo Dami, iniciando o seu percurso ao lado de autores como Gino D’Antonio em El Kid ou I Tre Bill, ou Gianluigi Bonelli em Big Davy. A partir de 1964 assina uma das suas obras primas, La Storia del West, em colaboração com grandes autores, entre eles Gino D’Antonio, Sergio Tarquinio e Renato Polese, onde vai contar a longa saga da família MacDonald durante o período dos primeiros colonos no Oeste americano.

Deixa a banda desenhada em 1969 para integrar o movimento de 68, regressando à sua paixão na década de 70 com outra obra-prima, a mini-série Welcome to Springville, escrita por Giancarlo Berardi. Para a Orient Express e Il Giornalino realiza a série Boone e Gente di Frontiera, até chegar a Tex, desenhando La Balata di Zeke Colter (auxiliado por Stefano Biglia, hoje um dos autores de ponta de Tex, e Luigi Copello), uma aventura escrita por Claudio Nizzi e publicada no Almanacco del West 1994.

Em 2004, desenhou uma aventura bélica para Mister No, intitulada Storia di um Soldato e escrita por Michele Masiero. Finalmente, em 2007, desenhou para a Sergio Bonelli Editore Bandidos!, um western escrito por Gino D’Antonio.

Com o seu talento e a sua paixão, Calegari exprimiu cultura nos seus trabalhos como poucos conseguem fazer, mas nos últimos anos da sua vida passou por momentos difíceis, sobretudo após o falecimento da sua mulher, vivendo carências a nível económico e humano, facto que, infelizmente, parece ser característico de alguns dos grandes artistas nas suas mais variadas atividades.

Os apelos em seu auxílio fizeram-se sentir, nomeadamente para que este grande autor fosse incluído na Lei Bacchelli, como efetivamente veio a acontecer, um fundo a favor de cidadãos ilustres, importante não só do ponto de vista material, mas também como sinal de reconhecimento público e de solidariedade pelo seu empenho e carreira. Um artista que nunca renegou os seus ideais e que ao longo da sua vida sempre lutou por uma sociedade mais livre e mais justa, por isso, Renzo Calegari foi sempre alguém que viveu para além das suas belas pranchas.

Morreu no passado domingo, aos 84 anos, poucos dias após a sua carreira ter sido reconhecida com o prémio Turio Copello, instituído pela sociedade económica de Chiavari e que se destina a premiar a criatividade dos artistas locais.

(Fonte: Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa das imagens, clique nas mesmas).

TEX NO AMADORA BD 2017

TODAS as edições de Tex com o selo da Polvo Editora

à VENDA no Festival Amadora BD

Por José Carlos Francisco

A 28ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, o Amadora BD 2017, um evento organizado pela autarquia da Amadora, está a decorrer na capital portuguesa da Banda Desenhada, até ao dia 12 deste mês de Novembro. O Festival [cujo cartaz é da autoria de Nuno Saraiva] conta com diversas exposições, lançamentos editoriais e a presença de autores portugueses e estrangeiros de Banda Desenhada e, tal como nos últimos anos, tem decorrido no Fórum Luís de Camões.

Este ano o tema é “A Reportagem“, um dos géneros do jornalismo que, no caso da Banda Desenhada, pode ser concebido e realizado por artistas, com “uma liberdade criativa maior, ainda que tenham de relatar factos, sempre sob o dever de manter a ética e o compromisso com a sociedade“, referiu a organização aquando da inauguração do evento. E mesmo não havendo este ano nenhuma exposição ou lançamento relacionado com Tex Willer, ao contrário do ano passado, também se podem encontrar à venda todas as edições portuguesas de Tex com o selo da Polvo Editora, exemplares esses que estão disponíveis no stand da Polvo, já que a editora de Rui Brito mais uma vez marca presença no maior evento da Banda Desenhada em Portugal.

Edições portuguesas de Tex à venda no stand da Polvo, durante o Festival Amadora BD 2017

O stand da Polvo tem à venda TODAS as edições de Tex publicadas até hoje, inclusive o volume praticamente esgotado “Patagónia”, uma das mais emblemáticas aventuras de Tex, escrita por Mauro Boselli e superiormente ilustrada por Pasquale Frisenda, cujo lançamento teve lugar no dia 9 de Maio de 2015, no auditório do Museu do Vinho Bairrada, na cidade de Anadia, integrado na 2ª Mostra do Clube Tex Portugal, que contou com a participação de Pasquale Frisenda.

Mas também, como referimos, “Tempestade sobre Galveston” (com as duas versões da capa), de Pasquale Ruju e Massimo Rotundo, assim como “O Segredo do Juiz Bean” (igualmente com as duas versões da capa), de Mauro Boselli e Pasquale Frisenda, e ainda “Ouro Negro” (com a capa exclusiva para Portugal), de Gianfranco Manfredi e Leomacs, são títulos que podem ser adquiridos no stand da Polvo por quem for visitar este ano o maior festival de Banda Desenhada realizado em solo português.

Directores e sócios do Clube Tex Portugal com o editor Rui Brito, no stand da Polvo

Trata-se de uma OPORTUNIDADE IMPERDÍVEL DE ADQUIRIR OS QUATRO VOLUMES DA COLECÇÃO TEX ROMANCE GRÁFICO para quem visitar o Festival e ainda não possuir estas verdadeiras obras-primas da 9ª Arte (grossos volumes de 18,5 x 24,5 cm, com mais de 200 páginas, impressas em papel de boa gramagem, com uma nitidez perfeita do preto e branco, capa em cartolina com badanas e prefácios exclusivos para as edições portuguesas), e assim poder degustar quatro movimentadas histórias, cheias de acção e que fazem jus à saga de quase 70 anos de Tex Willer.

Catherine Labey também se juntou aos texianos no stand da Polvo

(Post publicado no Tex Willer Blog, de onde o extraímos, com a devida vénia. Para aproveitar a extensão completa das imagens, clique nas mesmas).

OS ROSTOS DE UM HERÓI – 1

Um jovem Tex Willer na deslumbrante arte de Claudio Villa

(para o evento Lucca Comics & Games 2017)

A juventude de Tex, um longevo herói das histórias de cowboys de origem europeia, é todo um mundo com muitas peripécias ainda por desvendar. Estamos certos de que, cada vez mais, esse mundo será explorado pelos desenhadores e argumentistas da Sergio Bonelli Editore e que os fãs texianos ficarão rendidos à imagem de um Tex juvenil, diferente e próximo, ao mesmo tempo, daquele herói que tão bem conhecem.

O mesmo aconteceu com outras personagens de banda desenhada que, ao vencerem a barreira do tempo, procuraram voltar às origens, a um passado anterior à sua criação, ganhando assim ainda mais identidade mítica, para gáudio dos seus admiradores, sobretudo dos mais jovens (que se revêem na metamorfose física desses heróis) e dos que apoiam novas ideias, novos rumos, sem deturpar os padrões tradicionais.

Além disso, esse retorno de Tex ao passado (mote principal da colecção Romanzi a Fumetti) poderá permitir o seu encontro com figuras históricas que, na série actual, já desapareceram do mundo dos vivos e que, portanto, não podem ser reinventadas. Um autêntico manancial de aventuras e emoções, que dará certamente novo fôlego a um herói já quase com sete décadas de existência… e sempre no top da popularidade!

(Nota: as imagens deste post foram extraídas do Tex Willer Blog).

Romanzi a Fumetti vol. 6, desenhos de Stefano Andreucci (capa incluída), uma nova colecção que segue o modelo franco-belga de álbuns cartonados, com histórias completas

CLAUDIO NIZZI REGRESSA EM FORÇA COMO ARGUMENTISTA DE TEX

Por José Carlos Francisco

Claudio Nizzi viu ser terminada a sua longa e importante cola- boração na saga de Tex Willer nas edições italianas nº 631 e 632 de Tex, respectivamente publicadas em Maio e Junho de 2013, com a aventura “L’oro dei monti San Juan“, desenhada por Lucio Filippucci, que desse modo representava a última peça posta por Claudio Nizzi no mosaico das aventuras de Águia da Noite, depois de mais de 30 anos de carreira bonelliana e culminando precisamente o trigésimo aniversário a escrever aventuras do Ranger — já que essa sua última aventura permitiu, casualmente, a Nizzi cobrir com as suas histórias um arco de precisas 360 edições (de Tex 273 a Tex 632), que equivalem a exactos 30 anos.

A estreia na série principal de Tex acon- teceu em Julho de 1983 e dois anos depois já era o escritor principal, tendo em conta que mais de 50% das páginas publicadas tinham a sua assinatura, e inclusive em 1988, 1990 e 1992 cometeu a façanha de escrever todas as histórias publicadas nesses anos. Tal não acontecia desde 1975, quando pela última vez Gianluigi Bonelli conseguiu assinar todas as edições da série num só ano — e, sobretudo, não voltou mais a acontecer até aos nossos dias.

Mas para grande surpresa do mundo texiano, a carreira de Claudio Nizzi em Tex afinal não tinha terminado há quatro anos, como todos já tinham imaginado, porque recentemente Nizzi aceitou o convite de Mauro Boselli para voltar a escrever novas histórias de Tex.

A primeira história neste seu regresso terá 32 páginas e será publicada no próximo Color Tex, como já tínhamos anunciado AQUI mesmo [no blogue do Tex]. Trata-se da história “Dal tramonto all’alba, desenhada por Roberto Zaghi. Mas, numa recente visita à redacção da Sergio Bonelli Editore, conseguimos apurar que o regresso de Nizzi será em força e em grande estilo, pois Claudio Nizzi já escreveu TRÊS novas histórias do Ranger, todas elas longas e para séries bem consolidadas, mais precisamente duas para a série principal e uma para a série Maxi Tex.

E segundo nos confidenciou Giorgio Giusfredi, vice-editor de Tex, as histórias são muito boas e vão certamente agradar aos fãs e coleccionadores de Tex, já que Nizzi voltou em grande forma, tanto que já escreveu as 714 páginas que comporão estas três histórias, tendo a particularidade de uma delas ainda nem sequer ter sido começada a ser desenhada, visto o desenhador eleito, Giovanni Ticci, estar ainda a concluir a história comemorativa dos 70 anos de Tex e só depois começará a desenhar a aventura escrita por Nizzi, que terá assim uma velha dupla de muitos sucessos no passado: Ticci & Nizzi!

Mas também as outras duas histórias de Claudio Nizzi já estão destinadas a dois dos mais consagrados desenhadores da editora Bonelli: Lucio Filippucci e Giancarlo Alessandrini, conforme se pode ver numa das fotografias que ilustra este texto. Inclusive, podemos desse modo dar a conhecer os títulos provisórios destas três novas histórias de Tex:

Fuga verso il confine – Tex – Claudio Nizzi e Giovanni Ticci: 220 páginas
L’assedio di Mezcali – Tex – Claudio Nizzi e Lucio Filippucci: 220 páginas
– La grande congiura – Maxi Tex – Claudio Nizzi e Giancarlo Alessandrini: 274 páginas

(Texto e imagens extraídos, com a devida vénia, do Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa das imagens, clique nas mesmas).

O CÉLEBRE ENCONTRO DE TEX COM BUFFALO BILL

Poster Tex Nuova Ristampa #285

Nesta belíssima “fotografia”, ou melhor, ilustração da autoria de Claudio Villa [actual capista da mais popular série da BD western] vemos em frente ao Wild West Show estacionado na cidade de Nova Orleans, um cumprimento especial entre o famosíssimo Tex Willer e o não menos famoso Buffalo Bill Cody, tendo Kit Carson e Annie Oakley, uma exímia atiradora, como testemunhas desse reencontro entre dois ícones do Velho Oeste.

Desenho inédito no Brasil e inspirado na história “Il ritorno del Maestro”, de Mauro Boselli e Guglielmo Letteri (Tex italiano #435 a #438).

(Imagem e texto extraídos do Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa do poster, clique no mesmo).

AS IMAGENS DA BD SERÃO MAIS REALISTAS?

Por Jorge Magalhães

A Banda Desenhada tem destas coisas… Consegue juntar personagens reais com heróis cujas proezas são fruto unicamente da imaginação — neste caso, os nossos bem conhecidos Tex Willer e Kit Carson e duas figuras míticas do lendário Oeste americano, também recriadas pelo cinema e pela BD, Buffalo Bill e Annie Oakley, fielmente retratadas na imagem —, dando um cariz vívido tanto a uns como a outros. O que cria um paradoxo entre ficção e realidade, porque as imagens desenhadas são menos fugazes do que as imagens que brilham e perpassam, rápidas, numa tela de cinema ou num ecrã de TV.

Digamos, por outras palavras, que no nosso imaginário as personagens da BD têm uma dimensão mais real (e, ao mesmo tempo, mais onírica) do que as que figuram em livros, revistas, gravuras ou até filmes. Não só por terem espessura física — a que lhes é conferida pelo traço dos desenhadores —, mas também por terem alma — a que lhes é conferida pelas palavras e pelo pensamento dos guionistas. E também por serem imagens fixas — sem movimento aparente, mas que formam um conjunto e variam de cena para cena, criando uma dinâmica própria —, com as quais o leitor pode estabelecer uma relação mais próxima, pois estão sempre presentes, não se desvanecem como as do cinema, numa sucessão de instantes que nunca se repetem durante a exibição de um filme.

Nos livros podemos imaginar as personagens, o seu aspecto físico, o seu vestuário, as suas maneiras, até os locais onde vivem ou por onde passam, mas não as vemos nem ouvimos as suas palavras, só fixamos o seu pensamento e as suas acções. Estão presentes, mas distantes de nós. Tal como num quadro ou numa fotografia, cujas figuras também são mudas e em que a dinâmica do movimento, mesmo aparente, não existe. Além disso, pertencem ao passado, ao tempo em que foram pintadas ou fotografadas. Somente a BD, arte intemporal, tem o poder de transfigurar as imagens, criando a ilusão de que falam, através dos balões ou filacteras (que são uma extensão da própria voz), e de que estão em movimento, embora permaneçam sempre no mesmo lugar. 

No teatro as personagens ganham outra vida, são reais, de carne e osso, podem até sair do palco para meter conversa connosco. Mas desaparecem quando o espectáculo acaba. Só poderemos voltar a vê-las se regressarmos ao teatro. E com uma certeza: a de que os actores são os mesmos, mas as personagens já se transformaram, já mudaram, mesmo imperceptivelmente, porque nunca há dois momentos de representação iguais. Só no cinema, depois de escolhidos os takes na altura da montagem.

Posto isto, ficam as belas imagens da Banda Desenhada e de Tex Willer, em particular — que são tão imutáveis como as palavras escritas (ou como os fotogramas, quando separados uns dos outros) —, e as suas personagens icónicas, que têm sobre as demais a grande vantagem de viverem num plano dimensional onde o tempo não existe, ao contrário do que se passa nos filmes e até nos livros. Ora vejamos…

Quando estamos a ver um filme, é como se viajássemos no tempo (e as personagens acompanham-nos); quando lemos um livro, é o nosso pensamento que forja a sequência temporal (e as personagens respondem-nos, através da cortina invisível que esconde a sua identidade); quando passeamos o olhar por uma sucessão de imagens de BD é como se estivéssemos parados no tempo… como se fossem elas a guiar-nos por um caminho onde princípio e fim acabam sempre por encontrar-se, num eterno presente.

Cristalizando essa dimensão, a BD (cujos heróis evoluem no tempo, mas raramente envelhecem) torna as suas imagens ainda mais reais. Um hiper-realismo que ultrapassa o de qualquer outra forma de arte!