ROY ROGERS E A PUBLICIDADE – 2

Como era fácil a um rapaz dos anos 50 sentir-se na pele de Roy Rogers, o rei dos “cowboys”!

Comprovando a enorme popularidade de Roy Rogers nos seus tempos de glória, quando era o “rei” dos seriados de cinema e de televisão, em companhia de uma fogosa amazona — Dale Evans, a “rainha” do western, com quem teve um longo e feliz matrimónio —, eis outro anúncio de uma firma norte-americana, a Sears, com um variado e completo sortido de trajes de cowboy (chapéus, camisas, lenços, calças, cintos, luvas, polainas, esporas), destinados aos rapazes americanos e idênticos em todos os detalhes, até nas cores garridas, aos que Roy Rogers usava nos seus filmes e em público.

Com o patrocínio do “rei dos vaqueiros”, esta campanha, efectuada em 1952, foi também coroada de êxito, assegurando-lhe uma boa maquia pela utilização do seu nome e imagem e uma quota ainda maior de popularidade junto dos seus jovens admiradores.

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OS TRAJES ESPAMPANANTES DOS “COWBOYS” CANTORES E QUEM OS CRIOU

Roy Rogers e Dale Evans

Por Jorge Magalhães

Ninguém acredita que, na vida real, os cowboys usassem camisas tão espalhafatosas, pois certamente seriam alvo de galhofa por parte dos seus camaradas, homens rudes que passavam a vida ao ar livre, de volta do gado, e pouco tempo tinham para se aperaltar, mesmo quando, de mês a mês, tiravam uma folga para um curto passeio até à cidade mais próxima, onde podiam gastar numa noite o soldo de várias semanas de trabalho.

O hábito dos trajes espampanantes, que faziam as delícias da garotada e das meninas que se derretiam à vista dos seus actores predilectos, nasceu no cinema, sobretudo durante a época dourada dos westerns da série B e dos cowboys cantores como Gene Autry e Roy Rogers, que faziam gala de exibir nos seus filmes uma vasta colecção de camisas bordadas com motivos folclóricos (e muitos outros), parecendo até que se desafiavam para ver quem averbava, nessa categoria, os maiores louros.

E verdade se diga que quer Gene Autry, quer Roy Rogers e a sua partenaire Dale Evans (com a qual estava unido, também, pelos laços do matrimónio), inspiraram muitas modas nos anos 40 e 50 do século passado, fazendo a fortuna dos fabricantes de camisas [1] e a alegria dos jovens espectadores de cinema, sempre ávidos de emoções fortes, como tiroteios, cavalgadas, lutas com os índios e os bandidos, rixas nos saloons… mas também de cenas românticas, em que os bravos cavaleiros seduziam as donzelas com a sua destreza equestre, os seus dotes musicais e o garbo do seu porte, realçado pelas espampanantes camisas bordadas com todo o requinte.

E elas, as cowgirls como Dale Evans, caprichavam em seguir-lhes o exemplo, arrancando também assobios e aplausos às plateias em delírio que não se cansavam de venerar os seus heróis… e as suas heroínas, nos westerns da série B!

Gene Autry

[1] Nota curiosa: tanto Roy Rogers como Gene Autry (e muitas outras celebridades da Meca do cinema) foram clientes do mais famoso alfaiate de Los Angeles, Nudie Cohn, um emigrante ucraniano que se estabeleceu na Califórnia e enriqueceu com as suas criações extravagantes, como a do milionário fato em lamé dourado que Elvis Presley usou nas suas primeiras aparições em palco, avaliado em $10,000, quantia fabulosa nessa época (1957). Quanto terão custado as camisas de Roy Rogers, Dale Evans e Gene Autry?

ROY ROGERS E A PUBLICIDADE

Atestando a enorme popularidade de Roy Rogers nos seus tempos de glória, quando era o “rei” incontestado dos seriados de cinema e de televisão, em companhia do seu cavalo Trigger e de uma bela e fogosa amazona — Dale Evans, a “rainha” do western, com quem teve um longo e feliz matrimónio —, este anúncio comercial de uma reputada firma norte-americana, a Sears, apresentava, nos anos 1950, um variado sortido de vistosas botas de cowboy, idênticas às que Roy Rogers usava nos seus filmes.

E a campanha, segundo registos da época, foi coroada de sucesso, rendendo decerto ao “rei” dos vaqueiros uma boa maquia pela utilização do seu nome e imagem.

DALE EVANS, A RAINHA DO OESTE

Nota: o presente artigo do nosso prezado colaborador Carlos Gonçalves foi, tal como os anteriores, publicado originalmente no fanzine brasileiro Q.I. (Quadrinhos Independentes), editado e coordenado por Edgard Guimarães, a quem devemos também a sua divulgação no Era uma vez o Oeste. A ambos, os nossos agradecimentos.

ROY ROGERS, O ETERNO REI DA PRADARIA, E DALE EVANS, A SUA RAINHA

Como Roy Rogers tem sido ultimamente um “convidado” especial deste blogue — que irá também evocar em breve a figura de Dale Evans, a amazona com quem contracenou em vários filmes e que escolheu para sua companheira, na vida real, depois de dois casamentos fracassados —, aqui fica mais um registo fotográfico da sua longa carreira: em cima, Roy e Dale nos seus tempos de juventude e de glória; em baixo, numa fase em que já se notam as marcas da idade, mas ainda suficientemente vigorosa para que não parassem de representar e de cantar. E logo num programa dos “Marretas”!

Roy Rogers morreu em 1998, com 86 anos, e Dale Evans em 2001, com 88. O pequeno artigo que se segue foi extraído do Mundo de Aventuras nº 292 (2ª série), de 10/5/1979.

ROY ROGERS – O REI DOS “COWBOYS”

Nota: o presente artigo do nosso prezado colaborador Carlos Gonçalves foi, tal como os anteriores, publicado originalmente no fanzine brasileiro Q. I. (Quadrinhos Independentes), editado e coordenado por Edgard Guimarães, a quem devemos também a sua divulgação no Era uma vez o Oeste. A ambos, os nossos agradecimentos.

A 2ª parte deste artigo, dedicada a Dale Evans, companheira de Roy Rogers na vida real e em dezenas de filmes (que lhe valeram o cognome de rainha do western), será publicada em breve. Para ela chamamos também a vossa atenção.

OS “COWBOYS” DA SÉRIE B – 2

Texto de Jorge Magalhães

Satisfazendo a expectativa dos nossos leitores que se interessam por este tema, prosse- guimos a evocação dos populares cowboys dos filmes com 12 ou 15 episódios e de curta metragem (duas bobinas, uma hora de exibição) que fizeram as delicias dos espectadores, sobretudo dos mais jovens, numa época em que o western se afirmou como um dos géneros mais espectaculares do cinema, a seguir ao advento do sonoro (e até antes disso).

Alguns estúdios que apostaram forte na produção desses filmes, alcunhados com o pejorativo rótulo de “série B”, contrataram actores com larga experiência do ofício de cowboys, como Tom Mix, Buck Jones, Tim McCoy e Ken Maynard, cujas carreiras foram coroadas de êxito, devido especialmente aos seus dotes físicos, isto é, por serem rápidos no gatilho, destros com um laço e capazes de executar as mais arriscadas acrobacias sobre a sela de um cavalo, para gáudio das multidões que assistiam às suas performances (bem longe de parecerem fantasistas) nas salas de cinema, nos circos ou nos rodeos.

A popularidade destes novos heróis da tela — que, como Roy Rogers e Gene Autry, até sabiam cantar! — estendeu-se também às histórias aos quadradinhos, sobretudo no seu país de origem, os Estados Unidos da América (tema de um excelente artigo já publicado no nosso blogue, da autoria de Carlos Gonçalves).

Nos anos 80 do século passado, a popularidade desses ícones do cinema western não se tinha ainda extinguido no Brasil, ao ponto de a revista Aí, Mocinho! (9ª série), editada pela EBAL desde 1949, apresentar uma selecção das suas melhores aventuras ilustradas, completando-as com breves biografias de alguns dos actores que as encarnaram nos filmes da série B — bafejados durante várias décadas pelo êxito e pelo favoritismo de um público que não se cansava de aplaudir as suas proezas, tão reais nas telas prateadas dos cinemas como as de um Buffalo Bill ou de um Wild Bill Hickok!

No nº 2 da citada revista (cuja última série, contrariando as previsões mais optimistas, não foi além de oito números), coube a vez a dois “astros” do cinema western de primeira grandeza: Randolph Scott e Roy Rogers, com uma longa e frutuosa carreira — que no caso do “rei” dos cowboys cantores (casado com Dale Evans, a “rainha” das cowgirls), acabaria na televisão, muito tempo depois de se esgotar o maná dos westerns da série B.