ROY ROGERS – O REI DOS “COWBOYS”

Nota: o presente artigo do nosso prezado colaborador Carlos Gonçalves foi, tal como os anteriores, publicado originalmente no fanzine brasileiro Q. I. (Quadrinhos Independentes), editado e coordenado por Edgard Guimarães, a quem devemos também a sua divulgação no Era uma vez o Oeste. A ambos, os nossos agradecimentos.

A 2ª parte deste artigo, dedicada a Dale Evans, companheira de Roy Rogers na vida real e em dezenas de filmes (que lhe valeram o cognome de rainha do western), será publicada muito em breve. Para ela chamamos também a vossa atenção.

OS “COWBOYS” DA SÉRIE B – 2

Texto de Jorge Magalhães

Satisfazendo a expectativa dos nossos leitores que se interessam por este tema, prosse- guimos a evocação dos populares cowboys dos filmes com 12 ou 15 episódios e de curta metragem (duas bobinas, uma hora de exibição) que fizeram as delicias dos espectadores, sobretudo dos mais jovens, numa época em que o western se afirmou como um dos géneros mais espectaculares do cinema, a seguir ao advento do sonoro (e até antes disso).

Alguns estúdios que apostaram forte na produção desses filmes, alcunhados com o pejorativo rótulo de “série B”, contrataram actores com larga experiência do ofício de cowboys, como Tom Mix, Buck Jones, Tim McCoy e Ken Maynard, cujas carreiras foram coroadas de êxito, devido especialmente aos seus dotes físicos, isto é, por serem rápidos no gatilho, destros com um laço e capazes de executar as mais arriscadas acrobacias sobre a sela de um cavalo, para gáudio das multidões que assistiam às suas performances (bem longe de parecerem fantasistas) nas salas de cinema, nos circos ou nos rodeos.

A popularidade destes novos heróis da tela — que, como Roy Rogers e Gene Autry, até sabiam cantar! — estendeu-se também às histórias aos quadradinhos, sobretudo no seu país de origem, os Estados Unidos da América (tema de um excelente artigo já publicado no nosso blogue, da autoria de Carlos Gonçalves).

Nos anos 80 do século passado, a popularidade desses ícones do cinema western não se tinha ainda extinguido no Brasil, ao ponto de a revista Aí, Mocinho! (9ª série), editada pela EBAL desde 1949, apresentar uma selecção das suas melhores aventuras ilustradas, completando-as com breves biografias de alguns dos actores que as encarnaram nos filmes da série B — bafejados durante várias décadas pelo êxito e pelo favoritismo de um público que não se cansava de aplaudir as suas proezas, tão reais nas telas prateadas dos cinemas como as de um Buffalo Bill ou de um Wild Bill Hickok!

No nº 2 da citada revista (cuja última série, contrariando as previsões mais optimistas, não foi além de oito números), coube a vez a dois “astros” do cinema western de primeira grandeza: Randolph Scott e Roy Rogers, com uma longa e frutuosa carreira — que no caso do “rei” dos cowboys cantores (casado com Dale Evans, a “rainha” das cowgirls), acabaria na televisão, muito tempo depois de se esgotar o maná dos westerns da série B.

O CAVALO DO OESTE – 1

o-cavalo-do-oeste-1169O que é o cavalo do Oeste? Não se trata propriamente de uma designação de raça, uma vez que o cavalo do Oeste pode ser um Árabe, um Saddle ou um Throughbred… ou até uma mistura dos três. É sempre treinado para trabalhar com sela, quer se destine a lidar com o gado ou a exibir-se em «rodeos». As suas pernas curtas permitem-lhe dar uma volta completa sobre uma moeda de dólar. A extraordinária resistência física do cavalo do Oeste é devida, em grande parte, aos índios e aos conquistadores espanhóis do Novo Mundo.

No ano de 1495 chegaram à América vinte soldados espanhóis de cavalaria com a missão de reprimir uma revolta na ilha Hispaniola. Os seus fogosos cavalos tinham cinquenta por cento de sangue árabe e portaram-se de tal modo que, a partir de então, todos os navios espanhóis transportavam um pequeno destaca­mento de cavalaria. Assim, durante os séculos seguintes, milhares e milhares de cavalos saíram do México para o que é hoje a Cali­fórnia e da Florida para as Carolinas do Norte e do Sul.

Foi então que os índios americanos entraram em cena com o seu valioso contributo. Nos fins do século XVII, mais de uma dú­zia de tribos utilizava os cavalos espanhóis, treinando-os e espalhando-os por todo o território, desde o Texas até à fronteira canadiana. Ao tempo da Guerra Civil existiam mais de dois milhões de cavalos selvagens. Hoje, porém, já não se podem ver os fogosos alazões selvagens correndo livremente pela planície, de narinas frementes e crinas ao vento. Com a colonização do Oeste pelos pioneiros, a era dos cavalos selvagens morreu juntamente com a dos peles-vermelhas.

A abrir esta nova rubrica do Era Uma Vez o Oeste, dedicada aos bravios mustangs que continuam a fazer parte da mitologia do western, tanto no cinema como na BD, apresentamos um episódio da magnífica série Firehair (Cabelos de Fogo), criada por Joe Kubert, um dos maiores mestres da 9ª Arte, na revista Showcase, da DC Comics. A mesma série foi parcialmente publicada no Brasil (revista Juvenil Mensal, da Editora Brasil-América), e em Portugal no Mundo de Aventuras (2ª série).

A má impressão deste episódio no MA fez-nos optar pela versão brasileira, dada à estampa no Juvenil Mensal nº 17 (Março de 1973) — em complemento da versão original, publicada no nº 85 da referida revista Showcase (Setembro de 1969).

o-cavalo-do-oeste-firehair-3-branco

o-cavalo-do-oeste-firehair-4-branco

o-cavalo-do-oeste-firehair-5-branco

o-cavalo-do-oeste-firehair-6-branco

OS “COW-BOYS” DE ANTIGAMENTE

Reflexões sobre

Reflexões sobre

Reflexões sobre

Reflexões sobre

Reflexões sobre

Reflexões sobre

Reflexões sobre

Reflexões sobre

Reflexões sobre

Reflexões sobre

Reflexões sobre

Reflexões sobre

NOTA: Este longo e pormenorizado artigo de Carlos Gonçalves sobre os saudosos heróis do western que pululavam no cinema e nas histórias aos quadradinhos, com destaque para o panorama das revistas brasileiras de cowboys, foi previamente publicado no nº 4 da Revista do Clube Tex Portugal, em Junho do corrente ano, mas sem a parte final, sobre os cowboys criados por desenhadores e argumentistas brasileiros.

Carlos Gonçalves, um dos maiores especialistas portugueses da Nona Arte e dinâmico membro directivo do Clube Português de Banda Desenhada — que lhe deve, em grande parte, o vigoroso impulso com que renasceu de um longo letargo, tendo este ano celebrado festivamente o seu 40º aniversário —, voltará em breve a obsequiar este blogue com outros trabalhos profusamente documentados (e ilustrados).

Realce também para Edgard Guimarães, outro grande dinamizador das “histórias em quadrinhos” (como são conhecidas no Brasil), e o valioso contributo que deu para a elabo- ração deste artigo — publicado igualmente no seu fanzine Q.I. —, tanto no arranjo gráfico como alargando-o ao universo dos autores e editores brasileiros que criaram inúmeras séries originais, com cowboys arquetípicos que fomentaram também a popularidade do western (ver o seu texto na última página).  

RUBRICA DO OESTE – 4

O INVENTO DE SAMUEL COLT

Como tínhamos prometido voltar ao tema das armas do Oeste, apresentamos hoje uma curta história dedicada a Samuel Colt, um dos pioneiros da indústria norte-americana que mais contribuíram, com o seu génio inventivo e a força inquebrantável do seu ânimo, para a criação de novas armas de fogo, de modelo revolucionário, graças às quais se abriu um novo capítulo na história dos Estados Unidos e, em particular, no desbravamento das terras virgens do Oeste selvagem.

Como curiosidade, registe-se que esta história — reproduzida de um magnífico álbum da desaparecida editora brasileira Ebal, dedicado ao carismático Lone Ranger, que no Brasil ficou conhecido como Zorro — ostenta o traço de Alex Toth, um dos mais célebres desenhadores americanos do século passado.

Samuel Colt