“OS TÚNICAS AZUIS” NA GUERRA DA SECESSÃO – VOLUME 12: “A LOUCURA DOS AZUIS”

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Uma excelente colecção, numa nova parceria Público/Asa, com 15 episódios (9 deles inéditos), em volumes cartonados e a preço módico, de uma das mais famosas séries humorísticas belgas, que os apreciadores desta escola não devem perder.

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JORDI BERNET E “CLARA DA NOITE”

 Uma divertida homenagem a Tex e Kit Carson

Hoje — com uma profunda vénia ao blogue do Tex, de onde reproduzimos imagens e texto —,  vamos dar a conhecer uma homenagem (numa divertida história de duas páginas) do conceituado desenhador espanhol Jordi Bernet (que, além do seu Tex Gigante, é conhecido também pelos seus trabalhos nas séries Torpedo e Jonah Hex) ao célebre ranger Tex Willer, criado pela dupla G. L. Bonelli e Aurelio Galleppini (assim como ao seu colega Kit Carson), extraída de um álbum de Clara da Noite.

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Como se pode comprovar nestas duas páginas, Jordi Bernet i Cussó, natural de Barcelona, cidade onde nasceu em 14 de Julho de 1944, e filho de outro célebre desenhador, Miguel Bernet Toledano, agrega nos seus desenhos um ligeiro toque caricaturesco na descrição gráfica das personagens, realizando, além disso, um desenho que reduz os elementos indispensáveis a uma expressão mínima, e em que o contraste entre preto e branco adquire um protagonismo primordial.

jordi-bernet-no-seu-estudioNote-se que enquanto no episódio ”O Homem de Atlanta” (editado no Brasil pela Mythos Editora, em Março de 1999, no nº 1 da colecção Tex Gigante, originá- ria da série italiana Albo Speciale nº 10, conhecida popularmente por “Texoni“), com a participação da cantora Lola Dixieland, era Kit Carson a fazer as despesas humorísticas de Claudio Nizzi, nestas páginas é, por sua vez, Tex a balbuciar confusas palavras…

Ainda a propósito de Clara da Noite, uma jovem prostituta de bom coração, a personagem é uma criação de Jordi Bernet [na foto], Carlos Trillo e Eduardo Maicas para as páginas da El Jueves, revista de humor espanhola, onde aparece desde 1992. Inspirados na rainha das pin-ups, Bettie Page, os três autores imaginaram uma mulher tão esperta quanto curvilínea, em histórias que equilibram o humor com toques de crítica social.

(Texto e imagens reproduzidos, com pequenas alterações, do Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa das imagens, clique nas mesmas).

“OS TÚNICAS AZUIS” NA GUERRA DA SECESSÃO – VOLUME 11: “A BATALHA DE BULL RUN”

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Uma excelente colecção, numa nova parceria Público/Asa, com 15 episódios (9 deles inéditos), em volumes cartonados e a preço módico, de uma das mais famosas séries humorísticas belgas, que os apreciadores desta escola não devem perder.

GRANDES SÉRIES ITALIANAS: KEN PARKER

Eis mais um valioso trabalho do nosso dedicado colaborador Carlos Gonçalves, sobre um dos muitos temas que domina com inteiro saber: o western nas revistas de banda desenhada portuguesas, brasileiras e de outros países. Este artigo — que está dividido em duas partes, sendo a segunda (a apresentar proximamente) dedicada a outra famosa série italiana, Welcome to Springville) — foi publicado no excelente fanzine QI (Quadrinhos Independentes), produzido por Edgard Guimarães, um dos maiores conhecedores e divulgadores da 9ª Arte (Histórias em Quadrinhos) e do fandom brasileiro.

Brevemente, na nossa rubrica “O Cavalo do Oeste”, apresentaremos um magnífico episódio desta série, com 20 páginas a cores (e sem texto), magistralmente realizadas por Ivo Milazzo — e que foram uma revelação na obra deste autor, mestre da arte do preto e branco, mas também exímio colorista.

Reflexões sobre

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NOVA SÉRIE DO “FANDWESTERN”, DEDICADA A VÍTOR PÉON – VOL. 1: “UMA AVENTURA DE BUFFALO BILL”

buffalo-bill-peon-thriller296José Pires, especialista, como faneditor, na reedição de clássicos da “época de ouro” da BD portuguesa, inglesa e de outras origens — actividade que exerce há mais de duas décadas —, acaba de nos brindar, abrindo auspiciosamente o ano de 2017, com três volumes de uma nova série do seu Fandwestern, dedicada ao grande desenhador Vítor Péon (ver cartaz no final deste post), a quem se devem, como já assinalámos com o devido realce, as primeiras histórias de cowboys genuinamente realistas criadas por um autor nacional.

Mas o primeiro título desta nova série traz-nos uma absoluta novidade, pois reedita um western de Vítor Péon realizado, em 1958, para a revista inglesa Thriller Picture Library # 119, que era, até agora, inédito entre nós e ao qual José Pires deu o título “Uma Aventura de Buffalo Bill”, depois de o traduzir e legendar.

Trata-se de um magnífico trabalho, que já revela a maturidade de Péon no género western, depois de ter criado um dos seus maiores heróis nas páginas do Mundo de Aventuras: o icónico Tomahawk Tom, cuja popularidade chegou até às últimas décadas do século passado, num fenómeno de revivalismo sem paralelo na BD portuguesa.

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“Uma Aventura de Buffalo Bill” (intitulada no original Buffalo Bill and the Spectre of the Plains) foi realizada por Péon durante uma estadia de alguns meses na Bélgica, ao serviço da Agência Internacional A.L.I, para a qual produziu vários trabalhos destinados ao pujante (nessa época) mercado inglês de publicações juvenis, entre eles uma série de episódios com outro célebre e lendário herói: Robin Hood (que E.T. Coelho, aliás, seguindo um trajecto idêntico, também ilustrou para o mesmo editor inglês).

Exímio em ambos os géneros, histórico e de cowboys, Péon estreou-se com estes trabalhos num exigente e competitivo mainstream onde campeavam, nessa época, alguns dos melhores desenhadores europeus e sul-americanos de histórias aos quadradinhos, nomeadamente Jesús Blasco, D. C. Eyles (autor da capa do Thriller #119), Frank Bellamy, Ron Embleton, Hugo Pratt, Alberto Breccia ou Arturo del Castillo (para darmos apenas alguns exemplos). E o seu sucesso foi tal que não tardou a prosseguir uma nova carreira no Reino Unido, onde se radicou durante alguns anos, primeiro em Dundee (Escócia) e depois em Londres, trabalhando para duas grandes editoras, a D. C. Thomson e a Fleetway.

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Desfazendo alguns equívocos, esclarecemos que o autor literário desta primeira história de Péon para o mercado inglês, que na revista surge com o nome de Barry Ford, era uma talentosa argumentista, com vasta obra no domínio do western — que demonstrou conhecer profundamente —, chamada Joan Whitford. Feita a correcção necessária, porque não era norma nas revistas inglesas (salvo raras excepções) dar liberdade aos desenhadores para escreverem as suas próprias histórias, visto existir nas principais editoras um numeroso e prolífero núcleo de argumentistas, aqui têm mais duas páginas desta trepidante aventura de Buffalo Bill, que nos foram gentilmente cedidas por José Pires.

Este número do Fandwestern já se encontra à venda na Loja de José Manuel Vilela, Calçada do Duque, 19-A, 1200-155, Lisboa, mas pode também ser encomendado ao editor, por quem não mora na capital, bastando escrever para o e-mail gussy.pires@sapo.pt.

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Muito em breve, apresentaremos mais edições primorosamente restauradas por José Pires, com os primeiros westerns de Vítor Péon publicados, na década de 1940, em revistas que deixaram saudades, como O Mosquito e O Pluto, onde este prolífico autor deu largas ao seu esfuziante talento, criando, num estilo dinâmico e emotivo, histórias de todos os géneros profusamente ilustradas, mas ainda com o texto à maneira antiga, isto é, em legendas didascálicas, imitando os comics ingleses dessa longínqua época.

Os interessados podem já adquirir os volumes 2 e 3, com os seguintes episódios: “O Juramento de Dick Storm”, segunda HQ de Vítor Péon publicada, em 1944, n’O Mosquito, e “Três Balas”, outro western cheio de acção, reproduzido d’O Pluto, revista editada por Roussado Pinto em 1945/46 e que durou apenas 25 números.

O volume 4, que apresenta “Falsa Acusação”, a história com que Péon se estreou n’O Mosquito, dois anos e meio antes, só sairá em Fevereiro, mas os leitores desta colecção podem (e devem) fazer já a sua reserva, pois o Fandwestern tem uma tiragem limitada e somente em casos que o justifiquem haverá reedições de números esgotados.

“OS TÚNICAS AZUIS” NA GUERRA DA SECESSÃO – VOLUME 10: “O OURO DO QUEBEQUE”

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Uma excelente colecção, numa nova parceria Público/Asa, com 15 episódios (9 deles inéditos), em volumes cartonados e a preço módico, de uma das mais famosas séries humorísticas belgas, que os amantes do western não devem perder.

A REVISTA DO CLUBE TEX PORTUGAL SOMA E SEGUE

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Ilustração de Michele Benevento na contracapa da revista  nº 5 do Clube Tex Portugal.

A revista nº 5 do Clube Tex Portugal, que começou no passado mês de Dezembro a ser enviada aos sócios do Clube, continua a chegar aos seus destinatários, seja através da entrega pessoal por parte do director Carlos Moreira, seja por via postal, não somente para Portugal, mas também para os países onde existem associados do Clube Tex Portugal, como por exemplo na Itália, França e Holanda.

Recheado de interesse, como todas as edições anteriores, com ilustrações inéditas de  artistas italianos e portugueses, a começar pelas espectaculares capas (a principal e a extra), da autoria de Maurizio Dotti, este número da revista do Clube Tex Portugal será certamente lido num fôlego por todos os sócios, alguns dos quais já enviaram as suas fotografias ao Tex Willer Blog (de onde reproduzimos várias, com a devida vénia), exibindo com regozijo os novos exemplares que vieram enriquecer a sua colecção.

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Francesco Micoli com as duas versões da revista nº 5 do Clube Português.

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Roberto Roli exibe orgulhosamente a revista nº 5 do Clube Tex Portugal, juntamente com as duas versões de “O Segredo do Juiz Bean”, da Polvo Editora.

Sócio António Moreira, em França, exibe a revista nº 5 do Clube Tex Portugal.

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A sócia Fernanda Martins, na Holanda, lendo a revista nº 5 do Clube Tex Portugal.

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A sócia Teresa Moreira exibe as suas duas revistas nº 5 do Clube Tex Portugal.

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As duas versões da revista nº 5 do Clube Tex Portugal nas mãos do sócio Pedro Martins.

Partilhamos também, com os nossos leitores que ainda não conhecem a revista do Clube Tex Portugal, o sumário deste número e algumas das suas 48 páginas, recheadas, como já referimos, de magníficas ilustrações e de textos escritos pelos seus melhores colaboradores, portugueses, brasileiros e italianos, cujo entusiasmo, talento e dedicação à revista e ao Clube que ostentam o nome da mítica criação de Gianluigi Bonelli e Aurelio Galleppini, é a principal razão por que esta briosa equipa, chefiada por Mário João Marques (director) e José Carlos Francisco (coordenador), tem sido capaz de superar o excelente trabalho realizado, número após número.

Parabéns, pois, ao Clube Tex Portugal, que já começou a organizar a sua próxima Mostra, em Anadia, com data marcada para 29/30 de Abril de 2017 e a presença de mais dois autores italianos ligados a Tex e à editora Bonelli, mas também com um ilustre passado no mundo dos fumetti: Andrea Venturi e Leomacs (Massimiliano Leonardo).

(Ver mais notícias sobre esta Mostra e a revista do Clube Tex Portugal no Tex Willer Blog: http://texwillerblog.com/wordpress/?p=69722)

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