CIAO SERGIO! – SEIS ANOS APÓS A SUA MORTE, AS HOMENAGENS A SERGIO BONELLI CONTINUAM

A 26 de Setembro de 2011 deixava-nos Sergio Bonelli. No sexto aniversário do seu falecimento, a Sergio Bonelli Editore quis recordar o carismático editor, contando com a ajuda do extraordinário lápis de Claudio Villa.

Por José Carlos Francisco (Tex Willer Blog)

O dia 26 de Setembro de 2011 é uma data que faz reemergir na memória tantas recordações ligadas a esse dia triste, marcado pelo falecimento de Sergio Bonelli. À distância de seis anos, a Sergio Bonelli Editore quis recordar o seu editor, recorrendo à ajuda da arte extraordinária de um mestre da banda desenhada: Claudio Villa aprestou-se, mesmo que traído por uma compreensível emoção, a realizar em “directo” um esplêndido retrato. Uma homenagem que a grande editora milanesa quis compartilhar com todos os leitores para recordar da melhor forma uma pessoa inesquecível, como se pode assistir no vídeo que apresentamos de seguida.

   [por cortesia do Tex Willer Blog]

Agradecendo a Claudio Villa pela sua disponibilidade e ficando uma vez mais deslumbrados pela sua habilidade, todos os colaboradores e funcionários da editora uniram-se a Claudio Villa na saudação feita numa folha de papel… Ciao, Sergio!

Quem também se quis associar nesta data, homenageando Sergio Bonelli, foi Alessandro Piccinelli, que homenageou também Gallieno Ferri [criador gráfico de Zagor], na fantástica ilustração que damos a conhecer de seguida [com a devida vénia ao Tex Willer Blog].

Alessandro Piccinelli homenageia Sergio Bonelli e Gallieno Ferri, os “pais” de Zagor

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SUSPENSA A DISTRIBUIÇÃO DAS REVISTAS DA MYTHOS EDITORA EM PORTUGAL (ATÉ OUTUBRO)

Edições de Tex com o selo da Mythos Editora, à venda em Portugal, vão ser interrompidas até ao Outono

Depois de, já no passado mês de Abril, terem sido dadas a conhecer no site Bandas Desenhadas más notícias no que toca às revistas da Panini Brasil respeitantes às publicações Marvel (não) distribuídas em Portugal (actualmente, com a política de exportação da Panini para Portugal, os leitores nacionais apenas recebem uma porção desses títulos, pelo que têm apenas acesso a uma parte do plano editorial brasileiro, com as consequências que tal acarreta), continuam as más notícias sobre as revistas de banda desenhada importadas do Brasil. Neste caso, em concreto, referimo-nos aos fumetti editados pela Mythos (Tex, Zagor e Julia), cuja distribuição está temporariamente SUSPENSA, pelo que nos próximos meses não será possível aos fãs e coleccionadores portugueses encontrarem nos quiosques nacionais as diversas séries de Tex, Zagor e Júlia.

A suspensão é temporária e prende-se também com problemas de exportação, que, entretanto, a Mythos Editora está a envidar todos os esforços para ultrapassar, de forma a permitir que muito provavelmente em Outubro deste ano possamos voltar a ter nos quiosques nacionais as revistas de Tex, Zagor e Julia, precisamente no ponto em que foi interrompida a distribuição das revistas que actualmente se encontram ainda à venda e que podem ser consultadas clicando AQUI!

A Mythos Editora pede desculpas a todos os seus fiéis leitores portugueses, mesmo não sendo responsável por esta suspensão, e manifesta mais uma vez o grande carinho nutrido pelos seus responsáveis por esses entusiásticos fãs lusitanos (que, apesar das revistas chegarem com meses e, por vezes, até com anos de atraso a Portugal, nunca deixaram de adquirir os fumetti da Mythos, em especial as diversas séries de Tex Willer), carinho esse que fez com que a editora de São Paulo envidasse todos os esforços para que os leitores portugueses não ficassem órfãos das personagens da Sergio Bonelli Editore e assim possam, daqui a alguns meses, retomar as suas colecções.

Em breve, e por um curto espaço de tempo, as edições brasileiras de Tex deixarão de acompanhar as edições da Polvo, nos escaparates

(Post reproduzido, com a devida vénia, do Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa das imagens, clique nas mesmas)

MAURIZIO DOTTI – ARTISTA CONVIDADO NA 3ª MOSTRA DO CLUBE TEX PORTUGAL

Maurizio Dotti

A CARREIRA E A ARTE DE MAURIZIO DOTTI (por Mário J. Marques)

Na história de Tex, não são muitos os desenhadores que entram na série de modo pujante e sem deixar grandes dúvidas das suas reais capacidades. Com El Supremo, Maurizio Dotti chegou, viu e venceu, agarrando personagens e ambientes com um sucesso só ao alcance dos mais dotados.

Maurizio DottiNascido em 10 de Outubro de 1958 em Limbiate (na região da Lombardia), Dotti começa na banda desenhada em 1976, colaborando no estúdio de Giancarlo Tenenti. Em 1982, o teatro colhe as suas atenções, mantendo uma intensa actividade com uma importante companhia milanesa de marionetas, a Carlo Colla & Figli, onde terá oportunidade de ser cenógrafo, actor e figurinista. Em 1983, abandona o teatro e opta por regressar ao desenho, alternando trabalhos publicitários com uma colaboração com Il Giornalino, onde terá oportunidade de adaptar, em 1995, Os Sete Magníficos, para a série 100 Anos de Cinema, e trabalhar em séries como Lassie e Águia Azul.

Ainda em 1995, realiza os esboços de Glorieta Pass para Alarico Gattia, aventura de Tex que foi publicada no Almanacco del West 1998, passando, então, a colaborar mais activamente com a Sergio Bonelli Editore, desenhando dois episódios para Zagor, até chegar a Dampyr, onde terá oportunidade de revelar toda a sua capacidade ao serviço de um género muito específico, fantástico e de terror, onde predominam o escuro e as atmosferas inquietantes.

Maurizio Dotti (nova página de Tex)

Talvez por isso, a sua entrada na série normal de Tex, em 2013, com o episódio El Supremo, tenha colhido ainda mais o elogio unânime, porque ao passar para um género completamente diferente, Maurizio Dotti revela ser um desenhador pleno, seguro e muito habilitado. Pela sua densidade, pelos seus diversos ambientes, pela constante alternância de cenários e situações, El Supremo afigurava-se como um desafio extremamente difícil para um autor que se estreava na série.

Mas Dotti revelou-se um desenhador multifacetado, compondo ambientes perfeitos, seja o velho Oeste como montanhas, pradarias, o deserto, assim como urbanos (São Francisco) e até marítimos, jogando plenamente com efeitos, com movimentos e com enquadramentos, sempre em busca de uma monumentalidade cinematográfica, influenciada por autores como Giraud e Ticci, de quem o autor é admirador. Rio Quemado e Carovana di Audaci são os seus trabalhos seguintes em Tex, encontrando-se actualmente a desenhar uma nova aventura escrita por Mauro Boselli e que recuperará a personagem do “Mestre”.

(Nota: Texto e imagens recolhidos — com a devida vénia aos respectivos autores, Maurizio Dotti, Bira Dantas e Mário João Marques —, no Tex Willer Blog, onde os interessados podem acompanhar toda a informação sobre a 3ª Mostra realizada pelo Clube Tex Portugal no Museu do Vinho Bairrada, Anadia, entre os dias 23 e 24 de Abril).

Maurizio Dotti (poster 3ª Mostra de Anadia)