TEX NO AMADORA BD 2017

TODAS as edições de Tex com o selo da Polvo Editora

à VENDA no Festival Amadora BD

Por José Carlos Francisco

A 28ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, o Amadora BD 2017, um evento organizado pela autarquia da Amadora, está a decorrer na capital portuguesa da Banda Desenhada, até ao dia 12 deste mês de Novembro. O Festival [cujo cartaz é da autoria de Nuno Saraiva] conta com diversas exposições, lançamentos editoriais e a presença de autores portugueses e estrangeiros de Banda Desenhada e, tal como nos últimos anos, tem decorrido no Fórum Luís de Camões.

Este ano o tema é “A Reportagem“, um dos géneros do jornalismo que, no caso da Banda Desenhada, pode ser concebido e realizado por artistas, com “uma liberdade criativa maior, ainda que tenham de relatar factos, sempre sob o dever de manter a ética e o compromisso com a sociedade“, referiu a organização aquando da inauguração do evento. E mesmo não havendo este ano nenhuma exposição ou lançamento relacionado com Tex Willer, ao contrário do ano passado, também se podem encontrar à venda todas as edições portuguesas de Tex com o selo da Polvo Editora, exemplares esses que estão disponíveis no stand da Polvo, já que a editora de Rui Brito mais uma vez marca presença no maior evento da Banda Desenhada em Portugal.

Edições portuguesas de Tex à venda no stand da Polvo, durante o Festival Amadora BD 2017

O stand da Polvo tem à venda TODAS as edições de Tex publicadas até hoje, inclusive o volume praticamente esgotado “Patagónia”, uma das mais emblemáticas aventuras de Tex, escrita por Mauro Boselli e superiormente ilustrada por Pasquale Frisenda, cujo lançamento teve lugar no dia 9 de Maio de 2015, no auditório do Museu do Vinho Bairrada, na cidade de Anadia, integrado na 2ª Mostra do Clube Tex Portugal, que contou com a participação de Pasquale Frisenda.

Mas também, como referimos, “Tempestade sobre Galveston” (com as duas versões da capa), de Pasquale Ruju e Massimo Rotundo, assim como “O Segredo do Juiz Bean” (igualmente com as duas versões da capa), de Mauro Boselli e Pasquale Frisenda, e ainda “Ouro Negro” (com a capa exclusiva para Portugal), de Gianfranco Manfredi e Leomacs, são títulos que podem ser adquiridos no stand da Polvo por quem for visitar este ano o maior festival de Banda Desenhada realizado em solo português.

Directores e sócios do Clube Tex Portugal com o editor Rui Brito, no stand da Polvo

Trata-se de uma OPORTUNIDADE IMPERDÍVEL DE ADQUIRIR OS QUATRO VOLUMES DA COLECÇÃO TEX ROMANCE GRÁFICO para quem visitar o Festival e ainda não possuir estas verdadeiras obras-primas da 9ª Arte (grossos volumes de 18,5 x 24,5 cm, com mais de 200 páginas, impressas em papel de boa gramagem, com uma nitidez perfeita do preto e branco, capa em cartolina com badanas e prefácios exclusivos para as edições portuguesas), e assim poder degustar quatro movimentadas histórias, cheias de acção e que fazem jus à saga de quase 70 anos de Tex Willer.

Catherine Labey também se juntou aos texianos no stand da Polvo

(Post publicado no Tex Willer Blog, de onde o extraímos, com a devida vénia. Para aproveitar a extensão completa das imagens, clique nas mesmas).

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REVISTAS DE BD DA MYTHOS EDITORA NÃO REGRESSAM A PORTUGAL EM 2017

 Por Nuno Pereira de Sousa [1]

A distribuição das revistas de Banda Desenhada da Mythos continua suspensa, pelo menos, até ao final do ano

Em Abril deste ano, a Mythos tinha comunicado que se encontrava oficialmente suspensa a exportação para Portugal das revistas brasileiras de banda desenhada Bonelli da editora, nomeadamente as diversas séries de TexJúlia Kendall – Aventuras de uma CriminólogaZagor.

Em causa, estavam problemas de exportação da editora brasileira, sendo referido que a mesma estava a realizar os devidos esforços para que a suspensão fosse temporária e que em Outubro deste ano pudessem chegar novamente às bancas nacionais os fumetti bonellianos.

A três semanas do início de Outubro, solicitámos a José Carlos Francisco, o representante da Mythos em Portugal, que nos fizesse um ponto da situação. As notícias não são boas. Não só as negociações com uma nova empresa de importação não se concretizaram, como a VASP, a anterior distribuidora das revistas da Mythos, tinha comunicado não estar interessada em trabalhar directamente com a editora. Já se pode afirmar, com toda a certeza, que não será ainda este ano que teremos o regresso de Tex, Zagor e Júlia aos quiosques portugueses, pese todo o esforço feito pela editora brasileira, assume José Carlos Francisco. A Mythos continua a envidar todos os esforços para ter novamente no nosso país as suas revistas, sobretudo para tentar satisfazer os seus leitores.

Com a notícia do início do processo de insolvência da Distrinews II, essa alternativa deixou de ser viável. A Distrinews II era, sem dúvida, uma grande possibi- lidade para esse regresso, mas agora também essa porta fechou, afectando a Mythos, mas acima de tudo muitas pequenas editoras portuguesas”, refere José Carlos. Mas a Mythos não desiste e está a tentar arranjar uma nova possibilidade, juntamente com as editoras que agora não têm quem distribua as suas revistas”.

Relativamente aos efeitos colaterais da insolvência da Distrinews II, cujas editoras por si servidas deixaram de ter distribuição assegurada, comenta que “devido à urgência das editoras portuguesas que ficaram sem distribuição, este assunto, de uma forma ou de outra, deverá ter que se resolver rapidamente. No entanto, é menos optimista no que toca às publicações da Mythos, ausentes há cinco meses dos pontos de venda de periódicos nacionais. Apesar da Mythos estar a envidar todos os esforços para tentar resolver o problema aqui em Portugal, não está fácil!, desabafa.

Durante estes cinco meses, os fãs bonellianos portugueses foram brindados com três edições nacionais, nomeadamente o livro Tex: Ouro Negro (editado pela Polvo), o sexto número da Revista do Clube Tex Portugal (auto-edição) e o livro Dylan Dog: Mater Morbi (editado pela Levoir na III Série das Novelas Gráficas).

Em nota de rodapé, relembra-se que recentemente a Polvo começou a ter distribuição das suas obras nos pontos de vendas de periódicos, a par da distribuição no canal livreiro, situação que é também afectada actual- mente pela suspensão de actividade da Distrinews II.

[1] (Texto publicado originalmente no blogue Bandas Desenhadas, em 9 de Setembro de 2017)

(Para aproveitar a extensão completa das imagens, clique nas mesmas).

POR QUE É QUE O “MUNDO DE AVENTURAS” NUNCA PUBLICOU UMA HISTÓRIA DO TEX?

A propósito de um comentário inserido no recente post sobre o aniversário do Mundo de Aventuras pelo nosso querido amigo José Carlos Francisco, dinâmico presidente do Clube Tex Portugal e responsável também pela revista do Clube e pelo Tex Willer Blog — que tem sido o principal veículo de propaganda desse mítico herói do western europeu e das suas edições em língua portuguesa, via Brasil e ultimamente com o selo da Polvo Editora —, pareceu-nos que o assunto trazido à baila pelo José Carlos merecia uma resposta com certo destaque, porque questiona as opções editoriais do Mundo de Aventuras, até numa época em que eu já ocupava o lugar de coordenador (desde Maio de 1974). Escreveu o Zeca (pois é assim que familiarmente os amigos o tratam):

“Só foi pena o Mundo de Aventuras nunca ter publicado uma aventura do Tex… Certamente poderia tê-lo feito até antes de 1971, quando o Tex começou a vir para Portugal através da editora Vecchi”.

De facto, essa ideia já deve ter ocorrido a muita gente, embora na altura nenhuma das cartas que chegavam à redacção ventilasse o assunto. Na fase anterior a 1971, o Mundo de Aventuras era uma revista de pequeno formato e com 32 páginas apenas, onde histórias de tão longa duração como as de Tex dificilmente poderiam ter acolhimento. Depois disso, no tempo em que a coordenei, a revista adoptou outros formatos, como o de comic book, mas o número de páginas ainda era limitado: 48. Além disso, tinha por hábito publicar histórias completas em cada número (salvo raras excepções).

Nessa altura, eu preferia o Tomahawk Tom, o Cisco Kid, o Jerry Spring, o Jack Diamond, o Matt Marriott, o Wes Slade e outras séries de cowboys que comprava para o Mundo de Aventuras e que achava superiores ao Tex (convenhamos que com alguma razão, pois a grande época dos Blascos, do Civitelli, do Ortiz, do Villa, do Nizzi, ainda não tinha chegado).

Outras revistas da APR também com 48 páginas, como a Sioux, chegaram a publicar histórias seriadas (entre elas, a magnífica criação de Gino d’Antonio “História do Oeste”). Aí, sim, poderia ter havido espaço para algumas aventuras do Ranger mais famoso do Oeste.

Mas não creio que os direitos de Tex estivessem disponíveis para Portugal, como outras séries de origem estrangeira (Marvel, DC, etc) cujos direitos em língua portuguesa eram exclusivos da Abril e de outros editores brasileiros. Por cá, a Bertrand e, mais tarde, a Meribérica faziam o mesmo com as séries franco- -belgas. Nessa época, havia o costume de separar comercialmente as águas entre os dois países.

Por último, devo sublinhar que as séries italianas (nomeadamente as da Bonelli, então chamada Cepim) ainda eram pouco populares em Portugal. Tex vendia-se nas bancas, mas passava quase despercebido no meio de tantas revistas portuguesas, muitas delas também com aventuras de cowboys. E já tinham começado a aparecer os álbuns a cores de Blueberry, Comanche, Buddy Longway, ao pé dos quais Tex e outros heróis do western, publicados quase sempre em modestas revistas a preto e branco, faziam figura de “parentes pobres”.

Tudo isto são razões que explicam por que é que Tex só tão tardiamente chegou às edições portuguesas. E não esqueçamos que o Clube Tex Portugal e as mostras que começou, há quatro anos, a realizar no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, muito contribuíram para que a Polvo Editora se interessasse, com bons resultados, pelo fenómeno Tex… que já alastrou às livrarias!

Se o Clube tivesse nascido nos anos 70 ou 80 do século XX, com a mesma energia vital que tem demonstrado, o trajecto de Tex em terras lusitanas talvez pudesse ter sido diferente. Mas essa vaga imparável de entusiasmo e de sucesso fomentada pelo Clube Tex Portugal e pelo Tex Willer Blog é um fenómeno recente e com causas bem definidas. Há 40, 50 anos, não havia internet nem a banda desenhada tinha os apoios oficiais que tem hoje, ao nível das autarquias, por exemplo. Pelo contrário, era uma arte reservada exclusivamente aos mais jovens e, regra geral, menosprezada e marginalizada pelo snobismo intelectual das elites culturais. A própria crítica de BD (que não extravasava os limites dos fanzines) começava ainda a dar os primeiros passos. Ou seja, não estavam criadas as condições para que uma edição portuguesa de Tex, a ser possível, tivesse vida longa. Nem acredito que os editores brasileiros estivessem dispostos a abdicar, sem luta, do mercado português, que antes do 25 de Abril incluía também as nossas ex-colónias.

Tudo isto são incógnitas a que só o tempo poderia dar resposta. Como também é uma incógnita quando é que as revistas da Mythos voltarão a aparecer em Portugal, após tantos meses de interrupção. Este ano, férias sem Tex não foram verdadeiras férias!

Tex defronte da Câmara Municipal de Anadia (ilustração de Pasquale del Vecchio)

CARAVANA TEXIANA NO XIII FESTIVAL DE BD DE BEJA

Mário João Marques, António Lança-Guerreiro, Rui Brito, Carlos Moreira, Pedro Bouça e Teresa Moreira, no stand da Polvo Editora, em Beja, com exemplares portugueses de Tex nas mãos

Nesta última sexta-feira, dia 26 de Maio, foi inaugurado o XIII Festival de Banda Desenhada de Beja, um dos mais importantes Festivais dedicados à 9ª Arte em Portugal, evento que decorrerá na capital do Alentejo até ao próximo dia 11 de Junho, abraçando exclusivamente o Centro Histórico da cidade e em especial o Largo do Museu Regional, epicentro desta Festa da BD. São dezoito (18) as exposições patentes ao público e dez (10) os países representados, da Argentina à Dinamarca, passando por Angola, Itália e Roménia.

Para além das exposições, o Festival oferece aos visitantes uma programação paralela bastante diversificada, em que pontuam as apresentações de projectos, as conversas à volta da BD, o lançamento de livros, as sessões de autógrafos, workshops, concertos desenhados, etc, etc. Como não podia deixar de ser, o Festival tem também à disposição dos visitantes o Mercado do Livro — a maior livraria do país durante este período, com mais de 60 editores presentes — e uma zona comercial com várias tendas instaladas (venda de action figures, arte original, posters, prints, etc).

E foi precisamente no Mercado do Livro, onde obviamente Tex está presente através das publicações da Polvo Editora, que se reuniram vários fãs e coleccionadores de Tex que no passado sábado, 27 de Maio, aproveitaram para se deslocar a Beja e desfrutar de mais um grande evento dedicado à Banda Desenhada, onde se pode inclusive ter acesso às belas edições texianas, como confirmam os exemplares nas mãos dos pards Mário João Marques, António Lança-Guerreiro, Carlos Moreira, Pedro Bouça e da Lilyth Teresa Moreira, posando no stand da Polvo Editora, acompanhados pelo infatigável editor Rui Brito.

Aqui deixamos a informação, para todos os interessados que se desloquem a Beja nas próximas duas semanas, de que podem encontrar esses exemplares à venda por lá.

Momento de lazer em Beja, com a presença do jornalista João Miguel Lameiras

Mas por Beja também estiveram muitos outros pards conhecidos, como por exemplo o José Eduardo Monteiro, o jornalista João Miguel Lameiras e Carlos Rico, responsável maior pelos eventos da Banda Desenhada em Moura e principal responsável, também, pela primeira vinda de um desenhador de Tex a Portugal (Fabio Civitelli em 2007), que abriu portas para a presença do próprio Civitelli e de muitos outros autores texianos noutros eventos realizados no nosso país, até aos dias de hoje.

Carlos Moreira e Carlos Rico confraternizando em Beja

Uma das “estrelas” presentes nesse fim de semana foi o desenhador italiano Paolo Mottura, que já fez mais de 100 histórias para as revistas da Walt Disney (entre as mais apreciadas, podemos mencionar “Moby Dick”, “On the Road”, “Metropolis” e as que realizou para a revista PK), mas que também já desenhou Dylan Dog para a Sergio Bonelli Editore e que ficou admirado por ver que Tex tem tantos fãs no nosso país.

Na imagem seguinte, vemo-lo posando junto de Carlos Moreira e Mário João Marques, directores do Clube Tex Portugal, e tendo nas mãos um exemplar da revista do dinâmico Clube Português dedicado ao famoso Ranger!

Carlos Moreira e Mário João Marques com o desenhador Paolo Mottura, que exibe um exemplar da revista do Clube Tex Portugal, após ter desenhado um belo Mickey

Em conclusão, mais um grandioso evento dedicado à Banda Desenhada em Portugal, onde o nosso amado Ranger se fez também representar, através das suas edições e dos seus entusiásticos fãs e coleccionadores.

(Reportagem extraída, com a devida vénia, do Tex Willer Blog).

A VINHETA “PORTUGUESA” DA HISTÓRIA DE TEX “OURO NEGRO“ (POLVO EDITORA)

Ouro Negro, o quarto volume da colecção TEX ROMANCE GRÁFICO, da Polvo Editora, chancela portuguesa do editor Rui Brito, cujo lançamento nacional ocorreu no passado dia 29 de Abril, integrado na 4ª Mostra do Clube Tex Portugal, foi originalmente publicado em duas edições na série regular italiana de Tex, mais precisamente nos números 654 e 655, dados à estampa pela Sergio Bonelli Editore em Abril e Maio de 2015.

Trata-se de uma aventura de Tex escrita por Gianfranco Manfredi e desenhada por Leomacs (pseudónimo de Massimiliano Leonardo), onde a dupla Tex Willer e Kit Carson, depois de agraciada com a “Rosa Amarela do Texas”, é nomeada pelo Governador desse Estado americano para colocar um ponto final nas actividades do famigerado Bob Braddock, que controla a seu bel-prazer a cidade de Hellsfire, e para investigar o irmão deste, Jonas, um homem de negócios do petróleo, proprietário dos ricos campos de Oil Springs. Na sua chegada à cidade, Willer e Carson assistem à ousada detenção de Bob, pelo novel xerife Randy Nelson. Jonas, no entanto, contrata o habilidoso advogado Timothy Wilson para defender o irmão.

Entre tiroteios, aldeias arrasadas e testemunhas corruptas, entre as quais se encontra a sensual Rachel, Tex irá também desempenhar o papel de acusador no julgamento de Bob, presidido pelo temível juiz “enforcador” Felsen. Restava apenas tratar de Jonas, o que virá a acontecer num memorável e cinematográfico acerto de contas final, por entre as torres de extracção petrolíferas.

Em Portugal, foi publicado num único volume e num formato maior do que o original, com a particularidade de ter uma vinheta “portuguesa”, pois uma das vinhetas da história foi redesenhada propositadamente por Leomacs para a edição nacional e com a devida aprovação e parabenização da Sergio Bonelli Editore, pelo que é a única edição a nível mundial a apresentar essa vinheta, que mostramos numa das ilustrações deste texto.

A vinheta foi redesenhada porque houve um erro de Leomacs que não foi detectado aquando da publicação da história na Itália, e também não foi corrigido no Brasil pela Mythos Editora, mas em Portugal o atento tradutor da história, José Carlos Francisco, tendo visto o erro entrou em contacto com o desenhador italiano, pedindo-lhe que corrigisse o lapso, pedido que Leomacs atendeu de pronto, enviando rapidamente a vinheta redesenhada. Depois, foi precisa a aprovação por parte da Sergio Bonelli Editore, aprovação essa dada imediata- mente por Mauro Boselli, o editor italiano de Tex, que inclusive felicitou esta correcção com as seguintes palavras: “BRAVO! Iremos usar esta vinheta nas reedições futuras desta história“.

Quanto ao erro em si, como alguns leitores já devem ter intuído, foi o facto do xerife Randy Nelson, veterano da guerra civil e homem de um só braço, numa vinheta da página 69 desta história ter aparecido milagrosamente com dois braços (nota cómica que não desafina uma aventura que faz da ironia um motivo recorrente), devido a uma distracção de Leomacs, distracção essa que não foi detectada pela redacção Bonelliana nas diversas fases de revisão, antes da publicação da história.

E foi assim que Portugal passou a ter uma vinheta “portuguesa” numa história de Tex!

(Post reproduzido, com a devida vénia, do Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa  das imagens, clique nas mesmas)

“OURO NEGRO”: UM NOVO VOLUME DA COLECÇÃO TEX ROMANCE GRÁFICO (EDITADA PELA POLVO)

Pela quarta vez, no espaço de dois anos, a Polvo Editora, uma chancela editorial de Rui Brito, publicou um Tex genuinamente português, até porque apresenta uma CAPA EXCLUSIVA PARA PORTUGAL. Ouro Negro, de Gianfranco Manfredi e Leomacs (pseudónimo de Massimiliano Leonardo), foi o volume eleito e o prestigiado desenhador italiano Leomacs esteve presente no evento texiano para abrilhantar o lançamento deste livro, que contém uma das mais especiais histórias de Tex feitas nestes 69 anos de vida editorial do Ranger.

Capa EXCLUSIVA – Ouro Negro, de Gianfranco Manfredi e Leomacs, Polvo 2017

A apresentação do livro Ouro Negro, quarto volume da colecção Tex Romance Gráfico, decorreu no dia 29 de Abril p.p., no auditório do Museu do Vinho Bairrada, e contou com a participação de Leomacs, Rui Brito e Mário João Marques, sob moderação de João Miguel Lameiras. Seguiu-se a venda do livro, permitindo aos seus compradores obter um autó- grafo do próprio desenhador, pois estava prevista no programa uma sessão de autógrafos.

O livro, com tradução de José Carlos Francisco, legendagem de Hugo Jesus e texto introdutório de Mário João Marques, tem um formato de 18,5 x 24,5 cm e uma encadernação brochada (capa mole com badanas de 12,5 cm), e foi confeccionado num papel de boa qualidade, estando enriquecido com ilustrações inéditas, seleccionadas pelo próprio Leomacs, e com uma capa realizada exclusivamente para a edição portuguesa.

Este livro tem novamente a particularidade de não ter sido publicado originalmente na série Tex Gigante, mas sim na série principal de Tex (tal como aconteceu com “O Segredo do Juiz Bean“), mais precisamente em dois volumes italianos, os números 654 e 655, editados pela Sergio Bonelli Editore em Abril e Maio de 2015, pelo que em Portugal foi também apresentado num único volume e num formato maior do que o original.

Tem ainda a particularidade de possuir uma vinheta “portuguesa”, já que uma das imagens da história foi redesenhada propositadamente por Leomacs para esta edição nacional, com a devida aprovação e parabenização da Sergio Bonelli Editore, pelo que será a única edição a nível mundial a possuir essa vinheta, que iremos dar a conhecer com mais detalhe num futuro post reproduzido, como este, do Tex Willer Blog.

O preço deste quarto volume da colecção (os anteriores volumes foram “Patagónia”, de Mauro Boselli e Pasquale Frisenda, “Tempestade sobre Galveston”, de Pasquale Ruju e Massimo Rotundo, e “O segredo do juiz Bean”, de Mauro Boselli e Pasquale Frisenda) é de de 16,99 euros nas livrarias, com IVA incluído, mas os sócios do Clube Tex Portugal tiveram a vantagem de adquiri-lo por 15 euros (1,99 euros de desconto sobre o preço em livraria), no decorrer da sua 4ª Mostra. Nesse evento, quem não é sócio pôde adquirir o livro “Ouro Negro” por 16 euros, beneficiando também de um desconto de 0,99 euros.

O livro também poderá ser comprado directamente ao editor Rui Brito, por sócios do Clube Tex Portugal que não puderam comparecer ao evento, inclusive os que residam fora de Portugal, pelos mesmos 15 euros, mas terão de adicionar 1,50 euros para despesas de envio (somente para território nacional). Se quiserem mais de um exemplar na mesma encomenda (deste ou de outro título de Tex), deverão adicionar 2,00 euros para despesas de envio (valor também para território nacional).

Para os sócios não residentes no nosso país, o valor dos portes a pagar depende do destino para onde será expedida a encomenda, pelo que também deverão contactar o editor Rui Brito para saber o valor total a pagar e a forma de efectuar o respectivo pagamento. O e-mail de contacto com Rui Brito é: ruibritobad@gmail.com.

Uma bela página do livro “OURO NEGRO”

Argumento: GIANFRANCO MANFREDI |  Desenho: LEOMACS
Polvo, 2017

(Post reproduzido, com a devida vénia, do Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa das imagens, clicar duas vezes sobre as mesmas).

PROGRAMA OFICIAL DA 4ª MOSTRA DO CLUBE TEX PORTUGAL

PROGRAMA OFICIAL

da 4ª Mostra do Clube Tex Portugal

Data: 29 de Abril (sábado) e 30 de Abril (Domingo)
Horário:
11h00 – 19h00 horas
Local: Museu do Vinho Bairrada – Anadia
Entrada:
GRATUITA (com direito a entrada gratuita na Exposição Permanente, designada por Percursos do Vinho e exposta ao longo de seis salas temáticas, com peças de valor arqueológico, etnográfico e técnico, reunidas com a colaboração de diversos vitivinicultores, entidades locais e nacionais, e para as Exposições Temporárias, onde se revelam a pintura e o desenho de Gabriela Carrascalão — Mana Timor — e algumas das melhores caricaturas e arte digital de Rui Duarte — Mr. Vin e Companhia).

Tema: Esta quarta Mostra do Clube Tex Portugal tem como ponto alto a presença de dois dos mais consagrados autores italianos de banda desenhada, Andrea Venturi e Maximiliano Leonardo (Leomacs), que vêm expor trabalhos de sua autoria relacionados com a série Tex, da Sergio Bonelli Editore.

Andrea Venturi e “Os Pioneiros” Uma dúzia de pranchas do autor, seleccionadas pelo próprio, que pretendem dar a conhecer aos visitantes, no seu formato original, algumas da mais belas páginas de uma das mais elogiadas histórias da colecção Tex Gigante.

Leomacs e “Ouro Negro” — Uma dúzia de pranchas do autor, seleccionadas também pelo próprio, que pretendem dar a conhecer aos visitantes da 4ª Mostra do Clube Tex Portugal, no seu formato original, algumas das mais belas páginas de uma das mais recentes e inusitadas histórias de Tex e que complementam o lançamento desta obra em Portugal: Ouro Negro”, através do selo da Polvo.

Cartazes oficiais da 4ª Mostra do Clube Tex Portugal

Programa

Sábado, 29 de Abril
15h00 Inauguração Oficial da 4ª Mostra do Clube Tex Portugal (Auditório);
15h45 Espumante de Honra, aberto aos convidados e público presente;
16h00 Apresentação do livro “Ouro Negro” (Polvo), de Gianfranco Manfredi e Leomacs, com a participação de Leomacs, Rui Brito e Mário João Marques, sob moderação de João Miguel Lameiras (Auditório);
16h30 — Sessão de autógrafos com Andrea Venturi e Leomacs, disponível para todo o público presente, durante a qual os autores terão oportunidade de assinar os desenhos feitos por cada um, especialmente para cartazes da Mostra. Para quem adquirir o livro “Ouro Negro”, o desenhador Leomacs autografará em exclusivo cada exemplar;
18h00  Desenho ao vivo com Andrea Venturi e Leomacs, EXCLUSIVO para sócios do Clube Tex Portugal (desenhos para não sócios somente depois de atendidos os pedidos dos sócios presentes);
20h30 Jantar/Tertúlia com a participação de Andrea Venturi e Leomacs (Restaurante “Nova Casa dos Leitões”).

Domingo, 30 de Abril
11h00 — Desenho ao vivo com Andrea Venturi e Leomacs, EXCLUSIVO para sócios do Clube Tex Portugal (desenhos para não sócios somente depois de atendidos os pedidos dos sócios presentes);
12h00 Sessão de autógrafos com Andrea Venturi e Leomacs;
13h00 Almoço/Tertúlia com a participação de Andrea Venturi e Leomacs (Restaurante “Curiagrillbar”).

15h00 — Conferência Tex com a participação de Andrea Venturi, Leomacs, Dorival Vitor Lopes e Júlio Schneider, sob moderação de Pedro Cleto (Auditório);
16h00  Sessão de autógrafos com Andrea Venturi e Leomacs;
17h00 — Desenho ao vivo com Andrea Venturi e Leomacs. EXCLUSIVO para sócios do Clube Tex Portugal (desenhos para não sócios somente depois de atendidos os pedidos dos sócios presentes);
18h15 — Festa de Encerramento.

Convite para a Inauguração da 4ª Mostra do Clube Tex Portugal

(Para aproveitar a extensão completa das imagens, clique nas mesmas)