FANZINES DE JOSÉ PIRES: “FANDWESTERN” (COM MAIS EPISÓDIOS INÉDITOS DE MATT MARRIOTT)

Uma das grandes séries clássicas da BD europeia a que José Pires sempre dedicou especial carinho, foi o empolgante western inglês Matt Marriott — também conhecido entre nós, quando se estreou no Mundo de Aventuras, pelo nome (de origem desconhecida) Calidano —, western esse que alia à extraordinária realização gráfica de Tony Weare, um virtuoso da escola inglesa da 2ª metade do século XX, a originalidade e o dramatismo dos argumentos, na sua maioria escritos por James Edgar.

Com dois autores desta craveira, a série conquistou enorme popularidade nalguns países, mas Portugal é o único onde tem sido sistematicamente reeditada, graças, em boa parte, ao entusiasmo de José Pires, que desde os primeiros números do Fandwestern, criado há quase 30 anos, elegeu Matt Marriott como um dos seus personagens favoritos, no género de que mais gosta e que também lhe inspirou algumas das suas melhores obras no campo da Banda Desenhada.

Constituída por 70 episódios, publicados entre 1955 e 1977, a série Matt Marriott foi bastante divulgada nalgumas revistas portuguesas, especialmente no Mundo de Aventuras, mas por vezes em condições deploráveis, devido às más práticas de editores, tradutores, legendadores e paginadores.

Numa tarefa quase homérica, mantendo teimosamente um ritmo de publicação regular, José Pires recuperou mais de seis dezenas de episódios, em formato big size (à italiana) e com as tiras integrais, restauradas a partir de publicações várias (ou de originais pertencentes a um coleccionador particular).

Diga-se desde já que os mais recentes números do Fandwestern têm um interesse acrescido, pois apresentam alguns dos últimos episódios desenhados por Tony Weare e que eram ainda inéditos entre nós. Mais uma performance de José Pires, que, no caso desta série, já editou também (para os leitores mais “fanáticos”) um catálogo com todas as capas, incluindo as primeiras tiras e os títulos originais dos 68 episódios que constituem a colecção. Faltam os dois últimos, infelizmente muito difíceis de arranjar, pois só foram publicados em jornais ingleses.

Estes fanzines (de tiragem bastante limitada) devem ser encomendados directamente ao seu editor, escrevendo para o e-mail gussy.pires@sapo.pt

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CAPAS DE REVISTAS: “ZORRO” Nº 4

Tal como a do seu 1º número, a capa do Zorro nº 4, publicado em 3/11/1962, foi também realizada por José Pires, graças ao patrocínio de Artur Correia, um dos melhores artistas gráficos que colaboraram no Zorro e no Cavaleiro Andante.

Nessa época, José Pires — ainda longe de se tornar um conceituado ilustrador e autor de BD — foi colega de Artur Correia na Empresa Nacional de Publicidade, em cujas oficinas gráficas (o Anuário Comercial de Portugal) eram impressas algumas revistas juvenis, como o Zorro (sucessor do Cavaleiro Andante), o Condor Popular e o Ciclone, estas últimas publicações da Agência Portuguesa de Revistas, cuja cor estava confiada a José Pires

Recordamos que a estreia deste desenhador se deu na última fase do Cavaleiro Andante, com duas histórias de cowboys intituladas “O Último Prato de Tenton Gant” e “Fumo de Pólvora em Gallows Crossing”, posteriormente reeditadas, já nos 1980, pelo Mundo de Aventuras.

E no Cavaleiro Andante surgiram também, alusivas a essas histórias, duas capas de José Pires, um dos maiores especialistas do western na BD portuguesa, que logrou conquistar projecção internacional com a série Irigo (argumento de Jean Dufaux), publicada no Tintin belga.

CAPAS DE REVISTAS: “ZORRO” Nº 1

Aqui têm a capa do 1º número da revista Zorro (com data de 13/10/1962), em que surge precisamente o mítico personagem que lhe deu o título, criado em 1919 pelo prolífico novelista norte-americano Johnston McCulley.

Adaptado um ano depois ao cinema, num filme de grande sucesso, com Douglas Fairbanks, um dos melhores actores dessa época, no papel do exímio espadachim que era o terror dos malfeitores e dos soldados espanhóis, e cuja identidade ninguém conhecia, o Zorro tornou-se um personagem mundialmente famoso, que a 7ª Arte explorou diversas vezes, aproveitando um filão inesgotável, depois de uma das películas seguintes, com o mesmo título da primeira (The Mark of Zorro) e interpretada por Tyrone Power e Basil Rathbone, ter gravado definitivamente a sua imagem e o seu carisma no coração do público.

Na BD, a carreira do Zorro foi mais discreta, destacando-se entre os desenhadores que o retrataram, cada um a seu modo (por vezes, com larga dose de fantasia), os nomes de Alex Toth, André Oulié, Carlo Marcello e Guido Buzzelli, este último autor de uma versão publicada no Zorro (mas quando a revista já ia no nº 27).

Quanto à espectacular capa do nº 1, deve-se ao traço de um ilustre desenhador português, nesses recuados tempos ainda em início de carreira: José Pires, cuja paixão pelo western está bem patente nos seus primeiros trabalhos para o Cavaleiro Andante e noutras magníficas criações que realizou, ao atingir a maturidade, como “Homens do Oeste” (Mundo de Aventuras), “O Poço da Morte” (álbum da Editorial Futura) e Irigo” (Tintin belga).

Modestamente, como podem verificar, o autor dessa capa assinou-a apenas com um diminutivo: Zé… mal sonhando, decerto, com a brilhante carreira que o esperava.

FANZINES DE JOSÉ PIRES (OUTUBRO 2017)

No início deste mês, José Pires lançou mais um volume da série Terry e os Piratas, que está a reeditar por ordem cronológica, numa homenagem ao mestre Milton Caniff sem paralelo no nosso país. Apesar da sua enorme popularidade e de ser considerada uma obra-prima da época de ouro dos comics norte-americanos, esta série nunca teve entre nós a projecção que merecia. O FandClassics veio finalmente, por obra de José Pires, preencher essa lacuna… e já vai no 10º episódio!

Em Outubro, outro fanzine de José Pires, o Fandwestern, publicou um novo episódio de Matt Marriott, uma das melhores séries da BD inglesa, graças à extraordinária mestria gráfica de Tony Weare, um artista apaixonado pelo tema, que desenhou a série durante mais de 20 anos, com a colaboração do argumentista James Edgar, chegando mesmo a viajar até aos Estados Unidos, para percorrer de carro, durante longos meses, as regiões onde se desenrolavam as aventuras do seu herói!

É de inteira justiça reconhecer que nenhuma outra série abordou com tanta autenti- cidade a história do Oeste americano, durante a época da colonização, em meados do século XIX, compondo uma vasta galeria de personagens que dão digna réplica aos dois protagonistas, Matt Marriott e Powder Horn, incansáveis vagabundos que percorrem o Oeste em busca de trabalho, evitando armar sarilhos, mas sempre prontos a defender a honra e a justiça de colt em punho quando confrontados com malfeitores da pior espécie. E não há dúvida que nesta série a justiça vence sempre!

Mas a “cereja em cima do bolo” é mais um número do Fandaventuras, o mais antigo fanzine de José Pires ainda em circulação, também dedicado, desta vez, ao Oeste americano — mas de uma época histórica mais remota e não menos sanguinária, tal como foi magistralmente descrita por James Fenimore Cooper, um pioneiro da literatura norte-americana, criador de um novo género, cuja celebridade galgou fronteiras com o romance O Último dos Moicanos, editado em 1826.

Adaptada várias vezes ao cinema e à banda desenhada, além de ter dado origem a algumas séries de televisão, esta obra não perdeu até hoje o irresistível fascínio que se desprende das suas carismáticas e trágicas personagens, entre as quais avultam o caçador de gamos Olho de Falcão e os seus companheiros índios Chingachgook e Uncas, últimos descendentes da nobre raça dos Moicanos.

Publicada nos anos 70 pela revista Look and Learn — com desenhos de Cecil Langley Doughty, um dos maiores artistas ingleses do seu tempo, colaborador de diversas revistas juvenis, e textos de David Ashford, que se encarregou da adaptação —, esta versão copiosamente ilustrada d’O Último dos Moicanos tem a particularidade de seguir a linha narrativa do romance, em moldes arcaicos, com legendas, preferindo estas à linguagem mais arejada dos balões. Mas não deixa, por isso, de ser uma bela história!

Estes fanzines (de tiragem bastante limitada) podem ser encomendados a José Pires através do e-mail gussy.pires@sapo.pt

MAIS DOIS EPISÓDIOS DE MATT MARRIOTT REEDITADOS PELO “FANDWESTERN”

Entre as muito boas edições de BD que continuam a aparecer nas bancas, este mês de Agosto e o de Julho ficaram também assinalados, na área dos fanzines (edições mais modestas e de pequena tiragem, mas igualmente dignas de louvor), pela saída de mais dois números do FandClassics dedicados à série Terry e os Piratas, a famosa criação de Milton Caniff, praticamente inédita em Portugal, que o experiente faneditor José Pires está apostado em apresentar na íntegra, escalonada por 25 volumes, com mais de 70 páginas cada. Até agora já saíram oito volumes.

Outra série clássica a que José Pires tem dedicado especial atenção é o western inglês Matt Marriott (também conhecido entre nós, quando se estreou no Mundo de Aventuras, pelo bizarro nome de Calidano), que alia à extraordinária realização gráfica de Tony Weare, um virtuoso do traço expressionista, a originalidade e o dramatismo dos argumentos, na sua maioria escritos pelo prolífico James Edgar.

Com dois autores deste calibre, a série conquistou enorme popularidade nalguns países, mas Portugal é o único onde tem sido sistematicamente reeditada, graças ao entusiasmo de José Pires, que desde os primeiros números do Fandwestern, criado no longínquo ano de 1991, elegeu Matt Marriott como um dos seus personagens favoritos.

Em Julho, saiu mais um número deste fanzine, com outra aventura de Matt Marriott, intitulada “Os últimos dias de Augie Spencer” (43º episódio), que teve publicação no Mundo de Aventuras nº 1160 (1971), com o título “Os Diabos de Dekker”.

Constituída por 70 episódios, publicados entre 1955 e 1977, a série Matt Marriott foi bastante divulgada nalgumas revistas portuguesas, mas por vezes em condições deploráveis, devido às más práticas de editores, tradutores, legendadores e paginadores. Numa tarefa quase homérica, mantendo incansavelmente um ritmo de publicação regular, José Pires já recuperou mais de cinco dezenas de episódios, em formato big size e com as tiras integrais, restauradas a partir de publicações diversas (ou até mesmo de originais pertencentes a um coleccionador particular), propondo-se reeditar toda a série, embora lhe faltem ainda os dois últimos episódios.

No corrente mês de Agosto já foi distribuído outro número do Fandwestern com a trepidante aventura “Sargento Dulanty”, publicada no Mundo de Aventuras nº 1020 (1969), com o título “O Sargento Proscrito”. Como José Pires tem seguido uma ordem aleatória nos últimos números, publicando estes episódios consoante as conveniências de momento, convém referir que “O Sargento Proscrito” é muito anterior ao episódio “Os Diabos de Dekker”, ocupando o 36º lugar na tabela cronológica.

De qualquer modo, isso não belisca o interesse nem a sequência destas edições do Fandwestern, pois os episódios de Matt Marriott, na sua maioria, reportam-se a aventuras autónomas, sem ligação entre si, podendo ser lidos por qualquer ordem. Claro que a evolução do estilo de Tony Weare, mais solto na última fase da série, também é um factor a ter em conta ao estabelecer um critério editorial (ou de leitura).

Estes fanzines (de tiragem bastante limitada) devem ser encomendados directamente ao seu editor José Pires, escrevendo para o e-mail gussy.pires@sapo.pt

FANDWESTERN – SÉRIE MATT MARRIOTT (JUNHO 2017)

Com periodicidade mensal, de uma regularidade sem falhas, para não defraudar os seus fiéis leitores, cujo número tem continuamente aumentado, o Fandwestern, editado por José Pires, prossegue a recuperação de uma das séries predilectas dos apreciadores do género, sobretudo daqueles que sabem distinguir o “trigo” do “joio”: Matt Marriott, magistralmente ilustrada por Tony Weare e com guiões, quase sempre excelentes, de James Edgar.

O episódio agora reproduzido, com superior qualidade, a partir das tiras originais, foi publicado, há mais de 40 anos, no Mundo de Aventuras nº 1236, com o título “Os Dois Velhos Inimigos”, mas totalmente remontado e “escortanhado”, portanto em condições que não agradaram, decerto, a nenhum fã da série.

Nesta reedição, em formato “big size”, à italiana, José Pires tem recorrido, muitas vezes, a material de origem fornecido por coleccionadores particulares, o que é obviamente uma garantia de qualidade gráfica, digna da magnífica arte de Tony Weare.

Os interessados podem encomendar este fanzine directamente ao seu editor, através do e-mail gussy.pires@sapo.pt

OUTRO NÚMERO DO “FANDWESTERN” – COM A GRANDE SÉRIE MATT MARRIOTT

Continuando a manter uma regularidade e uma periodicidade sem falhas, José Pires lançou este mês mais três volumes das séries que tem actualmente em publicação, com destaque para Terry e os Piratas, a obra-prima de Milton Caniff, cuja reedição integral abrangerá 25 números do FandClassics, cada um deles com mais de 70 páginas. O preço, no entanto, não varia, fixando-se nos 10 euros.

Outra série digna de relevo e que José Pires, fã incondicional do seu desenhador, o genial Tony Weare, tenciona também reeditar na íntegra (tendo já publicado mais de 40 episódios), é o magnífico western inglês Matt Marriott, bem conhecido dos leitores do Mundo de Aventuras, que foi a primeira revista portuguesa de banda desenhada a apresentá-lo ao público, embora com outro nome, no ano já distante de 1958.

O episódio que José Pires agora recuperou, com 96 tiras, foi publicado no Mundo de Aventuras nº 1201, de 28/9/1972, com o título “A História de Zinc Bill”. Os revisores do MA deviam andar muito distraídos, pois este título, obviamente, é uma gralha. Trata-se do 47º episódio da série, com o título original Zincville Story.

Estes fanzines estão à venda na Loja de José Manuel Vilela, Calçada do Duque, 19-A, 1200-155, Lisboa, mas podem também ser encomendados ao editor, por quem não morar na capital, bastando escrever para o e-mail gussy.pires@sapo.pt.