“CAPITAN JACK”, DE TITO FARACI E ENRIQUE BRECCIA – UM NOVO ÃLBUM DE TEX EDITADO PELA POLVO

Capa e alguns detalhes de pranchas do livro “Capitan Jack” (Polvo Editora)

Fonte: Tex Willer Blog

A apresentação do livro “Capitan Jack”, o quinto volume da colecção TEX ROMANCE GRÁFICO, ocorreu no passado dia 28 de Abril, no auditório do Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, durante a 5ª Mostra do Clube Tex Portugal, e contou com a participação de Rui Brito (editor) e Pedro Bouça (prefaciador), sob moderação de João Miguel Lameiras.

O livro, com tradução de José Carlos Francisco, legendagem de Hugo Jesus e texto introdutório de Pedro Bouça, tem um formato de 18,5 x 24,5 cm e uma encadernação brochada: capa mole com badanas de 12,5 cm, 228 páginas a preto & branco, e foi confeccionado num papel de boa qualidade, estando enriquecido com ilustrações inéditas do prestigioso autor, nascido na Argentina, Enrique Breccia.

O preço deste 5º volume da colecção (os anteriores volumes foram “Patagónia” de Mauro Boselli e Pasquale Frisenda, “Tempestade sobre Galveston” de Pasquale Ruju e Massimo Rotundo, “O Segredo do Juiz Bean” de Mauro Boselli e Pasquale Frisenda e “Ouro Negro” de Gianfranco Manfredi e Leomacs) é de de 16,99 euros nas livrarias, com IVA incluído, mas os sócios do Clube Tex Portugal puderam adquiri-lo por 15 euros (1,99 euros de desconto sobre o preço em livraria), no decorrer da 5ª Mostra do Clube, e os não sócios  por 16 euros, beneficiando assim de um desconto de 0,99 euros.

O livro também poderá ser comprado (directamente ao editor Rui Brito) por sócios do Clube Tex Portugal que não estiveram presentes no evento, inclusive os que residam fora de Portugal, pelos mesmos 15 euros, mas terão de adicionar 1,50 euros para despesas de envio (somente para território nacional). Se quiserem mais de um exemplar na mesma encomenda (deste ou de outro título de Tex), deverão adicionar 2,00 euros para despesas de envio (valor também para território nacional).

Para os sócios não residentes no nosso país, o valor dos portes a pagar depende do destino para onde for expedida a encomenda, pelo que também deverão contactar o editor Rui Brito para saber o valor total a pagar e a forma de efectuar o respectivo pagamento. O e-mail de contacto com este editor é ruibritobad@gmail.com.

Capa e elementos da contracapa, assim como de algumas páginas do livro “Capitan Jack”

CAPITAN JACK

Argumento: TITO FARACIDesenho: ENRIQUE BRECCIA
Polvo, 2018

O LIVRO

No sul do Oregon, Hooker Jim e o seu grupo de índios exterminam a família de Foster, um ex-ranger e velho amigo de Tex. No seu leito de morte, este clama por vingança e Tex parte em perseguição do impiedoso personagem. Entretanto, o confronto entre os Modocs e o Exército dos Estados Unidos é iminente. O Coronel Wheaton foi o escolhido para combater os índios e o recrutamento maciço de meios militares e de um grande contingente de soldados faz com que esteja seguro da vitória.

Os índios, por seu lado, podem contar com o valioso conhecimento do local do futuro campo de batalha, os “leitos de lava”, uma extensão de rochas, fendas e cavernas onde se refugiaram. Nesta aventura, baseada em acontecimentos reais, Tex irá cruzar-se com Capitan Jack, o chefe da tribo que irá liderar a heróica e desesperada resistência do seu povo, durante os anos de 1872 e 1873, contra os militares, mas que acabará traído pelo próprio Hooker Jim.

OS AUTORES

Tito Faraci (Gallarate, Varese, 1965) começou pela música e chegou, em 1995, ao universo Disney. Com Giorgio Cavazzano (a quem apelida de “mentor”), criou o personagem Rock Sassi e realizou inúmeras histórias, entre as quais “Il Segreto del Vetro” (2004), bem como “Jungle Town” (2006). A editora Einaudi dedicou- -lhe, em 2000, “Topolino Noir”, uma antologia das suas melhores histórias criminais para o universo Disney.

A sua colaboração com a Sergio Bonelli Editore começou em 1999, escrevendo para Dylan Dog. Elaborou também argumentos para Nick Raider, Magico Vento, Martin Mystère, “Speciale Cico” e criou ainda Brad Barron, protagonista de uma aclamada mini-série de 18 números e de vários especiais. De 2005 é “L’Ultima Battaglia”, romance gráfico desenhado pelo americano Daniel Brereton. Em Abril de 2007, juntou-se à equipa de argumentistas envolvidos na criação de Tex.

Escreveu ainda duas histórias para a Marvel: uma foi desenhada por Giorgio Cavazzano; a outra por Claudio Villa. Na “Topolino” publica em 2008 “La Vera Storia di Novecento”, escrita com a activa colaboração de Alessandro Baricco. Esta parceria produziu, em 2010, a adaptação a BD do romance “Senza Sangue”, desenhado por Francesco Ripoli e editado pela Edizioni BD, da qual Tito Faraci é o editor-chefe. Em 2009, publicou uma história para crianças, “Ilcane Piero, Avventure di un Fantasma” e em 2011, “Oltrela Soglia”, ambas pela Edizioni Piemme. Após um período de aventuras radiofónicas e de escrita para música, publicou, em 2015, pela Feltrinelli, o seu romance “La Vita in Generale”.

Enrique Breccia (Buenos Aires, 1945), realizou o seu primeiro trabalho como profissional em 1968, quando, juntamente com o seu pai, Alberto Breccia, ilustrou “La Vida del Che”, uma biografia do revolucionário “Che” Guevara escrita por Héctor Germán Oesterheld. Para a inglesa Fleetway, em 1972, desenha “Spy 13”, sob pseudónimo, e em seguida uma série de histórias de guerra para a revista italiana “Linus”. Remonta a 1976 a sua colaboração com o argumentista Carlos Trillo, com, entre outras, “El Buen Dios” e Alvar Mayor, um dos seus mais famosos personagens.

Em 1983, desenhou “Ibáñez”, escrito por Robin Wood, e no ano seguinte, “Sueñero El Tiempo”. Adaptou para Banda Desenhada vários clássicos da literatura, como “A Ilha do Tesouro” e “Moby Dick”. Com texto de Felipe Hernández Cava, em 1987, publicou “Lope de Aguirre”. Em 2000, iniciou a sua colaboração com a Marvel e a DC Comics, para a qual desenhou “Legion Worlds” e “Batman: Gotham Knights”. Ilustrou, em 2002, o romance gráfico “Lovecraft”, escrito por Hans Rodionoff. De 2005 a 2007, tornou-se no desenhador principal de “Swamp Thing”.

Destinado ao mercado francês, e sob textos de Xavier Dorison, desenhou “Les Sentinelles” (Delcourt, 2011). Em Lucca (Itália), foi galardoado com o prémio Gran Guinigi como “Maestro del Fumetto”, em 2011. Para a Sergio Bonelli Editore, criou uma história de Dylan Dog, em 2012. Recebeu ainda um “Diploma de Mérito” dos Prémios Konex, como um dos melhores ilustradores da última década, na Argentina. Vive actualmente em Spoleto, Itália, onde vem colaborando com a editora 001 Edizioni.

FICHA TÉCNICA

Capitan Jack
Argumento: Tito Faraci
Desenhos e capas: Enrique Breccia
Tradução: José Carlos Francisco
Legendagem: Hugo Jesus
228 pág., p/b, brochado com badanas
24,5 x 18,5 cm,
€16,99 (IVA inc.)
Polvo
, Abril 2018

Folhas de montagem das páginas do livro “Capitan Jack” (Polvo Editora)

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TEX A CAVALO – NA 5ª MOSTRA DO CLUBE TEX PORTUGAL (ANADIA)

A saudação de Tex

Perante numerosa assistência, um singular evento assinalou a abertura da 5ª Mostra do Clube Tex Portugal, no passado dia 28 de Abril: a chegada, a cavalo, de Tex Willer ao Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, numa perfeita encenação das gloriosas cavalgadas desta mítica personagem da BD western (embora num cenário muito diferente).

Depois de saudar galhardamente os assistentes (que não perderam a ocasião para o fotografar de todos os ângulos), Tex passeou pelos arredores do Museu — onde esteve patente a Mostra, com a presença e alguns trabalhos de dois ilustres desenhadores italianos, Alessandro Bocci e Alessandro Nespolino —, desfrutando a ridente paisagem desta afamada região vinícola, montado no seu garboso corcel “Dinamite” (substituído por uma égua… pormenor que para os admiradores de Tex presentes na cerimónia não teve a menor importância, pois ficaram encantados com o porte do belo animal).

Extraídas do Tex Willer Blog, com a devida vénia ao seu autor, Joaquim Santos, apresentamos algumas imagens de mais uma memorável visita de Tex a Anadia, vestido a rigor com a sua indumentária característica e os seus inseparáveis colts, como pela mão dos desenhadores que o tornaram famoso. A última foto, com Catherine Labey a afagar “Dinamite”, ainda recordada do seu passado de amazona em França, foi tirada por Cristina Amaral, a quem endereçamos também os nossos agradecimentos.

Tex à chegada ao Museu do Vinho Bairrada

Tex Willer nas terras da Bairrada

Tex e os desenhadores italianos Alessandro Bocci e Alessandro Nespolino

Tex Willer, a Direcção do Clube Tex Portugal e os dois mestres italianos

Catherine Labey faz uma festinha reverente ao Dinamite

OS CARTAZES DA 5ª MOSTRA DO CLUBE TEX PORTUGAL

Cartaz da 5ª. Mostra do Clube Tex Portugal, da autoria de Alessandro Bocci

Por José Carlos Francisco

Nos dias 28 e 29 de Abril deste ano, realizar-se-á na cidade de Anadia, capital da região bairradina, a 5ª Mostra do Clube Tex Portugal, onde obviamente não deixará de estar presente em grande destaque a personagem Tex Willer, não só pelas duas exposições associadas ao Ranger, mas também pela presença dos conceituados desenhadores italianos Alessandro Nespolino e Alessandro Bocci.

Esboço  de Alessandro Nespolino para o seu cartaz da 5ª Mostra do Clube Tex Portugal

Como forma de agradecimento por este convite português e tendo em conta que o evento se realizará no Museu do Vinho Bairrada, Alessandro Nespolino desenhou, numa típica adega portuguesa, o engenheiro Tavares da Silva (corria o ano de 1890) a servir uma taça de espumante a Tex Willer.

A produção de vinhos espumantes iniciou-se na Bairrada em 1890, por iniciativa de José Maria Tavares da Silva, director da Escola Prática de Viticultura e Pomologia da Bairrada, a actual Estação Vitivinícola da Bairrada. Tavares da Silva é figura icónica de Anadia e da Bairrada, precisamente por ser considerado o “pai” do espumante português. O engenheiro Tavares da Silva foi o seu primeiro director, tendo-se revelado o seu desempenho decisivo para o desenvolvimento da viticultura e enologia. Das várias tentativas realizadas em Portugal para a elaboração de vinhos espumantes pelo método champanhês, foi este devotado engenheiro que protagonizou, em 1890, em Anadia, os resultados mais notáveis na preparação destes, sendo um dos pioneiros do seu fabrico em Portugal.

Arte final a tinta-da-china por Alessandro Nespolino. Todos os objectos da adega são retratados ao ínfimo pormenor

Alessandro Nespolino foi ao mais ínfimo pormenor para retratar Tex Willer com o engenheiro Tavares da Silva, como se pode constatar por exemplo pelo formato da taça à época: a Taça Maria Antonieta nas mãos de Tex. Na ilustração também podemos ver, dentro da adega, uma pupitre (suporte para garrafas de espumante) da época.

Com esta especial arte, que irá directamente para a ala de Tex no Museu do Vinho Bairrada, Alessandro Nespolino torna, assim, esta quinta presença do Ranger na capital da Bairrada, uma região rica e afamada pelo seu leitão, mas também pela produção de apreciados espumantes, muito mais especial [como demonstram as ilustrações deste texto, reproduzidas do Tex Willer Blog, desde o esboço inicial ao desenho (colorido pelo próprio autor) já impresso no cartaz que mostramos mais abaixo, e que os nossos leitores, por amabilidade de José Carlos Francisco e do seu consagrado blogue, podem também comparar com a arte a tinta- -da-china para os amantes do preto & branco!]

Cartaz da autoria de Alessandro Nespolino da 5ª. Mostra do Clube Tex Portugal

Cartaz da 5ª. Mostra do Clube Tex Portugal, da autoria de Alessandro Nespolino

TEX: SETENTA ANOS… EM 3D!

Chega aos quiosques italianos, a partir do dia 24 de Março, Tex 3D – A colecção oficial, uma série de estatuetas dedicadas a Tex, aos seus pards e aos seus inimigos, produzida pela Centauria e distribuída com cadência quinzenal.

Por José Carlos Francisco

Todos já o sabem: em  2018 Tex atinge a invejável marca dos setenta anos de vida editorial. E atinge de forma deslumbrante, gozando ainda de uma  imensa e fiel legião de leitores italianos e de um fortíssimo reconhecimento a nível mundial.

Entre os pontos fortes de Tex estão os autores, um restrito grupo de argumentistas que inicialmente se juntaram ao criador de Tex, para depois substituírem o patriarca Gianluigi Bonelli: primeiro Guido Nolitta (aliás Sergio Bonelli), depois Claudio Nizzi e por fim Mauro Boselli, actual responsável da série.

Nos desenhos, sucessivos ilustradores fizeram crescer a imaginação de gerações de leitores: de  Galep a Claudio Villa passando por Mario Uggeri, Guglielmo Letteri, Giovanni Ticci, Erio Nicolò, Fernando Fusco, Fabio Civitelli, Carlo Marcello e tantos outros, incluindo os modernos “cavalos de raça” que juntando- -se aos mestres, animam mensalmente as aventuras do Ranger.

Esta invejável equipa de autores moldou um universo de memoráveis persona- gens. Uma ampla e heterogénea galeria de heróis e vilões que verão desfilar diante dos vossos olhos, a partir de sábado, 24 de Março, graças à colecção Tex 3D – A colecção oficial. Modelos em 3D com 12 centímetros de altura, realizados com material de qualidade e tendo atenção aos mínimos detalhes, e ainda por cima pintados à mão, confiados à experiência da Centauria, sinónimo de coleccionáveis de grande sucesso.

Depois de tantos anos passados nas páginas de BD, para Tex, os seus pards, os amigos e os aliados, os adversários históricos e aqueles que até tenham sido protagonistas somente de uma, mas inesquecível aventura, chegou o momento de se apresentarem numa nova dimensão que, estamos certos, fará a felicidade de todos os texianos!

Cada estatueta 3D é acompanhada de um fascículo — que abre com um aprofundado artigo dedicado à respectiva personagem apresentada e prossegue com uma panorâmica sobre a colecção Tex — e nas primeiras publicações traz inclusive um poster, dedicado às mais célebres capas desta grande série dos fumetti italianos.

Tex 3D – A colecção oficial é composta por 50 lançamentos com cadência, primeiro quinzenal (até à estatueta número 15) e depois semanal. O primeiro lançamento (Tex Willer) é vendido ao preço especial de 4,99 €, o segundo (Kit Carson) a 9,99 € e os sucessivos a 12,99 €.

Para mais informações sobre esta colecção de estatuetas e  para consultar o plano dos 50 lançamentos (Kit Carson, Jack Tigre, Kit Willer, El Morisco, Jim Brandon, Lilyth, Núvem Branca, Montales, Mefisto, Jack Thunder, El Muerto, Tigre Negro, General Quantrell, Satânia, Gros-Jean, Mitla, etc.) acessar o sítio internet oficial da Centauria.

(“Post” reproduzido do Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa das imagens supra, clique nas mesmas)

REPORTAGEM FOTOGRÁFICA DA VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO 70 ANOS DE TEX

Por José Carlos Francisco (texto) e Manuel Gomes (fotos)

Exposição 70 Anos de Tex (colecção de José Carlos Francisco)

Walter Venturi, José Carlos Francisco e R. M. Guéra

Decorreu na passada sexta-feira, ao final do dia (19 horas), uma visita guiada à exposição “70 Anos de Tex”, com José Carlos Francisco, Walter Venturi e R. M. Guéra, exposição essa que conta com cerca de duas dezenas de ilustrações originais de Tex realizadas por muitos dos grandes nomes dos fumetti (para além de diversos itens da colecção particular de José Carlos Francisco), e integrada no Coimbra BD, 3ª Mostra Nacional de Banda Desenhada, evento que decorre até ao dia 11 de Março, na Casa Municipal da Cultura.

Durante a visita guiada pelos dois Mestres internacionais e pelo coleccionador português, cada um dos três falou um pouco sobre a sua exposição e sobre Tex Willer em geral, até porque no Coimbra BD estão também expostas três (deslumbrantes) pranchas originais da história de Tex que o desenhador sérvio R. M. Guéra  está a desenhar para um futuro álbum cartonado.

Walter Venturi e R. M. Guéra – os dois autores internacionais à conversa

José de Freitas, Walter Venturi, R. M. Guéra e João Miguel Lameiras

Realce também para o público presente nas três exposições, fazendo já antever uma numerosa afluência na jornada de sábado, onde para além das sessões de autógrafos, das 16h00 às 18h00, houve também, das 18h30 às 19h00, o Painel: 70 Anos de Tex, com José Carlos Francisco e Mário João Marques, na Biblioteca Municipal.

Walter Venturi analisando a sua arte perante os fãs

R. M. Guéra conversando com os fãs

Os dois autores são extremamente simpáticos e disponíveis, o que permitiu até que o protocolo fosse quebrado devido a uma causa justa, isto porque um leitor de Tex (e Zagor) deslocou-se propositadamente de Ponte de Lima a Coimbra, nessa sexta-feira, “somente” para poder conhecer o seu ídolo Walter Venturi, já que durante o fim de semana, por questões profissionais, não poderia comparecer no Festival, gesto que honrou o desenhador italiano, que se disponibilizou para fazer um desenho de Zagor (a caneta), dedicado a Júlio Brandão, o pard de Ponte de Lima!

Walter Venturi a desenhar Zagor para o fã Júlio Brandão

Mas mais do que palavras deixamos-vos com as fotos, tiradas na sua grande maioria por Manuel Gomes, a quem o Blogue do Tex faz um agradecimento especial!

R. M. Guéra e a explicação sobre a sua prancha de Tex

Walter Venturi e João Miguel Lameiras

Exposição 70 Anos de Tex – 1º tabuleiro

Exposição 70 Anos de Tex – 2º tabuleiro

Exposição 70 Anos de Tex – 3º tabuleiro

(Post reproduzido, com a devida vénia, do Tex Willer Blog, onde está patente um extenso noticiário sobre a 3ª Mostra Coimbra BD).

EXPOSIÇÃO “70 ANOS DE TEX” NO COIMBRA BD, COM A COLECÇÃO DE ORIGINAIS DE JOSÉ CARLOS FRANCISCO

 O Coimbra BD aproxima-se a passos largos (8 a 11 de Março) e promete algumas grandes surpresas para os fãs e coleccionadores de Tex — mítica personagem da Banda Desenhada italiana, criada em Setembro de 1948 —, devido à presença de Walter Venturi, desenhador italiano que tem trabalhado nas séries Tex e Zagor. Na sequência da vinda deste artista, que visita Portugal pela primeira vez, haverá uma exposição dedicada aos 70 anos de TEX e sessões de autógrafos nos próximos sábado e domingo.

Tex Willer e José Carlos (Zeca): WANTED DEAD OR ALIVE $5,000 REWARD, na magnífica arte de Walter Venturi

Exposição essa que será recheada por dezenas de originais de Tex e seus pards pertencentes a um dos maiores coleccionadores de Tex a nível mundial: José Carlos Francisco, um português, residente perto de Coimbra (Anadia) e que é proprietário da mais importante colecção de desenhos originais alusivos ao Tex, o mais célebre cowboy da BD italiana, que comemora 70 anos de existência em 2018.

Uma fantástica colecção, de verdadeiros tesouros, com trabalhos de autores como Claudio Villa, Fabio Civitelli, Giovanni Ticci, Guglielmo Letteri, Andrea Venturi, Maurizio Dotti, Massimo Rotundo, Walter Venturi, Alfonso Font, Alessandro Bocci, entre (muitos) outros, que será exposta em público, pela primeira vez, no Coimbra BD.

Mais um motivo para os fãs e coleccionadores de Tex (e não só) apontarem nas suas agendas o segundo fim-de-semana deste mês, já que na próxima 5ª feira, dia 8, e até domingo, dia 11, todos os caminhos vão dar à Casa Municipal da Cultura, em Coimbra.

(“Post” reproduzido, com a devida vénia, do Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa das imagens supra, clique nas mesmas).

A REVISTA #7 DO CLUBE TEX PORTUGAL

A belíssima ilustração de Stefano Biglia para a capa da Revista nº 7 do Clube Tex Portugal

Comentário de Jorge Magalhães

Foi decerto a melhor prenda de Natal que os texianos sócios do Clube Tex Portugal receberam o ano passado, durante o 4º convívio do Cacém, realizado em 9 de Dezembro, como oportunamente informámos.

Revestido das melhores galas, a começar por duas super-capas de Stefano Biglia — pois a revista teve outra dose dupla, com duas edições simultâneas —, esse número bateu mais um recorde, aumentando o volume de páginas para 52, sem aumento de preço (10 euros) na edição com capa alternativa.

Com um sumário tão copioso, recheado de textos texianos, entre os quais se destacam os de Mário Marques, Moreno Burattini e Thiago Gardinali (sem desprimor para os restantes), e de ilustrações dos mais diversos autores — em que avultam os trabalhos inéditos que figuram, como habitualmente, na contracapa e nos versos das capas, da lavra de artistas italianos de reconhecido talento, como Leomacs, Alessandro Nespolino e Massimo Rotundo —, dir-se-á que este nº 7 elevou ainda mais a fasquia de qualidade e de mérito já atingida pela sua equipa (sob a batuta de Mário João Marques e de José Carlos Francisco) e pelo Clube Tex Portugal.

As duas capas da Revista nº 7 do Clube Tex Portugal, ilustradas por Stefano Biglia

Mas, como lá diz o ditado, “não há bela sem senão” —  e a nós parece-nos, sem querermos arvorar-nos em críticos, por tudo e por nada, que num sumário tão denso, com tantas páginas de texto, embora profusamente ilustradas, faz falta uma história de Tex, como a que foi publicada no número anterior. Bem sabemos que não será fácil concretizar esse desidério em cada um dos próximos números — ideia que agradaria bastante aos seus editores e, em particular, aos leitores —, mas como o Clube Tex Portugal possui relações privilegiadas com a Sergio Bonelli Editore temos a certeza absoluta de que não hesitará em enfrentar o desafio que lhe lançamos, no sentido de conseguir apresentar, com mais frequência, uma história completa do mítico Ranger do Texas, justificando assim o aumento de páginas e consequentemente dos custos da impressão.

Mesmo sem acréscimo de preço na edição extra (que é vendida aos sócios), conteúdos como o deste nº 7 parecem remeter mais para a literatura do que para a banda desenhada. E Tex não é literatura — é BD, é o movimento pela sequência de imagens ilustradas, é acção em estado puro. Como diz outro conhecido aforismo: “Uma imagem vale mais do que mil palavras!” Seria, portanto, ouro sobre azul se uma das edições anuais da Revista do Clube Tex Portugal, com maior número de páginas e mais prosa, tivesse também uma história de Tex em banda desenhada. É por causa dessa “mais-valia” que, na nossa opinião, os nos 4 e 6 continuam a ser, até agora, os melhores de todos.

Dinâmica ilustração de Leomacs para a Revista nº 7 do Clube Tex Portugal