FABIO CIVITELLI VENCE O PRÉMIO DO MELHOR DESENHADOR ITALIANO DE 2017

Por Thiago Gardinali e Joana Rosa Russo

No âmbito da Mostra Mercato del Fumetto de Reggio Emilia, actualmente na sua 58ª edição, organizada pela Anafi (Associa- zione Nazionale Amici del Fumetto e dell’Illustrazione), em colaboração com os Arci di Reggio, realizou-se no passado dia 27 de Maio de 2017, em Reggio Emilia, a tradicional cerimónia da entrega dos prestigiosos prémios Anafi, na (repleta) Sala de Conferências da Feira de Reggio, prémios esses destinados às maiores personalidades do ano no que à banda desenhada diz respeito.

Na categoria de MELHOR DESENHADOR ITALIANO, em 2017, e em competição com outros quatro candidatos eleitos pelo Conselho Directivo da Anafi, foi premiado o consagrado desenhador (de Tex) FABIO CIVITELLI. Prémio esse recebido na presença de Thiago Gardinali, o conceituado jornalista, repórter, apresentador e director de televisão brasileiro, que no passado mês de Abril veio a Anadia cobrir a 4ª Mostra do Clube Tex Portugal, e que nos informou que Civitelli revelou ao público ser o responsável pela tão aguardada revista Tex #700, que sairá em 2019.

Durante a conversa, Civitelli ainda deixou escapulir mais alguns detalhes: confirmou que é Giovanni Ticci quem está a desenhar o especial dos 70 anos, que será lançado no próximo ano (2018), a cores e numa caixa especial. Esta edição contará uma importante história sobre o passado de Tex, com informações nunca antes reveladas. De qualquer forma, todas estas publicações — e ainda outras — retratarão o passado de Tex por ocasião do seu septuagésimo aniversário. Então, esperem por MUITAS novidades!!!

Civitelli revelou mais: a Bonelli autorizou os seus melhores escritores a produzirem histórias sobre o passado da mítica personagem italiana, com informações, sobretudo do período da infância e adolescência de Kit Willer, nunca abordadas em nenhuma história.

Thiago Gardinali confidenciou-nos que o mestre acabou recebendo o prémio da ANAFI como melhor desenhador, em escolha feita pelos associados da Anafi através da Internet. Não é para menos que Civitelli é reconhecido: seu traço inconfundível, limpo e harmónico, conversa com o roteiro, não deixando dúvidas sobre sua importância dentro do staff da Sergio Bonelli Editore. Sua competência única faz o leitor mergulhar na história, libertando a imaginação com a riqueza de detalhes e delicadeza de ilustração.

(Post reproduzido do Tex Willer Blog, com a devida vénia aos seus autores. Para ampliar as imagens em toda a sua extensão, clicar duas vezes sobre elas).

PÁGINAS INÉDITAS DAS PRÓXIMAS AVENTURAS DE TEX WILLER, O MAIOR HERÓI DA BD “WESTERN”

O blogue do Tex deu, mais uma vez, conhecimento aos seus leitores de algumas páginas inéditas desenhadas por alguns dos grandes nomes do staff de Tex, de Giulio De Vita a Maurizio Dotti, passando por Ernesto Garcia Seijas, Massimo Rotundo, Michele Benevento, Laura Zuccheri, Majo Rossi e Fabio Civitelli. Aqui as reproduzimos, com a devida vénia ao Tex Willer Blog e ao seu dinâmico coordenador José Carlos Francisco, um dos maiores coleccionadores e divulgadores deste herói a nível mundial.

COMENTÁRIO:

Da mestria de Ernesto Seijas à de Maurizio Dotti e Fabio Civitelli, passando pelo excelente trabalho de Michele Benevento e Laura Zuccheri, sem esquecer as páginas ainda a lápis de Majo Rossi e Massimo Rotundo, há nesta galeria a confirmação absoluta de que a Itália e a SBE (Sergio Bonelli Editore)  continuam a ser um alfobre de grandes desenhadores e de que aqueles que asseguram, hoje, o futuro de Tex estão entre os melhores do mundo!

Notável também, sem dúvida, é a página a cores de Giulio De Vita, que desperta de imediato o interesse pela concepção estrutural das cenas, em vinhetas panorâmicas, dando à acção um dinamismo e uma objectividade peculiares. Imaginem esta mesma página publicada no habitual formato texiano, de mais reduzidas dimensões, estruturado em três tiras com o máximo de seis vinhetas. Neste caso, a liberdade gráfica é sempre limitada e os autores têm de mostrar todos os seus recursos (como inúmeras vezes acontece) para superarem essa restrição, em termos estéticos, formais e narrativos. 

Parece-nos que foi uma boa ideia a criação dos álbuns a cores de Tex, imitando os padrões franco-belgas. Os três títulos já publicados são um exemplo da liberdade gráfica que dá outra amplitude e outro “fôlego” criativo às aventuras de um herói como Tex, embora condi- cionadas pelo menor número de páginas — o que não impediria, em nosso entender, que, nalguns casos, elas pudessem estender-se por dois volumes, pelo menos. Seja como for, esta colecção (iniciada pelo mestre Eleuterio Serpieri) irá certamente reservar-nos outras belas surpresas e poderá tornar-se um marco da BD de autor, ombreando com obras- -primas do western como Blueberry e Buddy Longway, por exemplo.

Quanto ao Color Tex Histórias Breves, cremos que a intenção inicial foi transformá-lo numa espécie de “banco de ensaio” para novos desenhadores… o que até poderia ter-se revelado uma boa ideia se a selecção dos trabalhos publicados fosse mais rigorosa. Francamente, parece-nos que alguns desses desenhadores (e não vamos citar nomes, mas os defeitos saltam à vista!) ainda estão no estádio de principiantes, a quem falta “escola” e até jeito para um género tão exigente como o western. Mesmo em episódios curtos, Tex merece melhor! A quantidade nunca é desejável, quando põe em causa a qualidade… sobretudo numa série de tão longas e prestigiosas tradições como a de Tex Willer!

QUANDO TEX VEM AO NOSSO ENCONTRO…

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Nutro, desde há muito, um fervoroso entusiasmo pelo western e pela sua mitologia, tanto na literatura e no cinema como nas histórias aos quadradinhos, mas não sou, nem de perto nem de longe, um grande coleccionador de Tex, pois comecei a interessar-me por esta famosa série italiana um pouco tarde, tex-315-528em meados dos anos 80 (como já tive oportunidade de narrar num artigo que redigi para o primeiro número da excelente revista do Clube Tex Portugal).

Devido a esse relativo atraso, são muitas as lacunas na minha modesta colecção texiana… e refiro-me só às edições brasileiras distribuídas nas nossas bancas, que na série principal já atingiram, este mês, o nº 522. Mas como também compro o Tex Colecção, série que já vai no nº 316 e onde as histórias originais italianas têm sido apresentadas pela sua ordem cronológica, esse facto preenche as minhas lacunas e atenua um pouco a frustração que às vezes sinto por não ter também, como desejaria, a série principal completa, cujas capas só por si constituem um magnífico espectáculo. Além disso, são o repositório (antológico) do trabalho de dois dos maiores ilustradores de Tex: os mestres Aurelio Galleppini e Claudio Villa.

tex-ouro-41-529Há cerca de um ano, uma feliz circunstância, como sempre fruto do acaso, proporcionou-me juntar à minha colecção dois exemplares raros (e também já antigos), em muito bom estado e a um preço bastante acessível. Trata-se de uma edição em formato um pouco maior do que o normal, na série que continua a sair mensalmente (embora chegue às nossas bancas com anos de atraso): os nºs 2 e 3 da edição especial colorida da Editora Globo (Setembro de 1991 e Dezembro de 1992), com histórias completas desenhadas respectivamente por Fabio Civitelli e Aurelio Galleppini.

Actualmente, o Tex brasileiro está a cargo da Mythos Editora, que tem feito um excelente e criterioso trabalho, brindando os fãs da série com vários títulos de publicação regular, como o Tex Colecção, o Tex Almanaque, o Tex Ouro, o Tex Edição Histórica, o Tex a Cores (em formato maior), o Tex Anual e o Tex Gigante — além, claro, da série principal e de algumas edições avulsas, como o Tex Férias, por exemplo. tex-almanaque-1-530Mas o maior problema é descobri-los no meio da caótica confusão de jornais e revistas que enxameiam os escaparates e as bancas dos postos de venda. Na localidade onde resido tenho de correr “seca e meca” para não perder as colecções que me interessam, pois é muito difícil encontrá-las sempre no mesmo sítio. Não consigo perceber por que é que os distribuidores e os vendedores têm estes caprichos… que tantas dores de cabeça provocam aos leitores fiéis da série!

Mas voltando à minha última e afortunada aquisição texiana num alfarrabista, apresento mais abaixo, para desfrute dos amantes do western, as capas das duas edições especiais da Globo, como atrás mencionei. tex-200O nº 3, com o título “Forte Apache”, foi reeditado (também a cores) no nº 300 de Tex Colecção, revista que chegou às nossas bancas em Maio do ano passado e à qual o Gato Alfarrabista se referiu num post que podem ver aqui. Mas o formato maior e mais “nobre”, escolhido pela Globo na sua edição especial colorida, dá-lhe uma apresentação mais notória, fazendo destas duas peças (cujas capas, de aspecto muito semelhante, são da autoria de Zaniboni e Galleppini) um autêntico regalo para qualquer coleccionador que não possua na sua bedeteca as edições originais italianas desta série.

Só tenho pena de não ter encontrado também o primeiro número… pois seria a cereja em cima do bolo! E, a propósito, recordo que em 30 de Setembro Tex Willer festeja mais um aniversário, a caminho dos 70 anos de publicação ininterrupta. Um feito invejável que poucos heróis da Banda Desenhada, em qualquer parte do mundo, contam no seu activo!

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A REVISTA Nº 4 DO CLUBE TEX PORTUGAL JÁ COMEÇOU A CHEGAR AOS SEUS SÓCIOS

(Texto e imagens extraídos, com a devida vénia, do Tex Willer Blog)

Jorge-Magalhães-e-Catherine-Labey-a-lerem-atentamente-a-revista-nº-4-do-Clube-Tex-PortugalA revista nº 4 do Clube Tex Portugal acaba de ser entregue pela gráfica aos responsáveis do Clube, que já durante este fim de semana começaram a entregá-la pessoalmente aos sócios (com as quotas do mês de Junho de 2016 pagas), entrega essa que prosseguirá nos próximos dias, inclusive enviando pelo correio as tão ansiadas revistas (mais uma vez temos duas versões de capa) aos sócios espalhados por todo o país, mas também aos inúmeros sócios não residentes em Portugal.

Trata-se do mais recente número desta revista, devidamente autorizada pela Sergio Bonelli Editore e que é feita exclusivamente para sócios do Clube, já que a revista, uma vez mais, será somente distribuída aos sócios (embora cada sócio para além do seu exemplar gratuito possa comprar os exemplares que desejar), e cujas duas magníficas capas (inéditas) foram realizadas pelo ilustre Enrique Breccia, conceituado desenhador, pintor, ilustrador e um dos maiores autores latino-americanos de sempre.

António-Lança-Guerreiro-e-as-duas-versões-da-revista-nº-4-do-Clube-Tex-PortugalNeste quarto número (em que, pela primeira vez, é ultrapassada a meia centena de páginas, um novo recorde que mostra bem o crescimento da revista), para além da preciosa colaboração de Enrique Breccia nas capas, o grande destaque prende-se com a publicação (a cores) da históriaA Presa escrita por Mauro Boselli e desenhada (magistralmente) por Fabio Civitelli, porque a revista do Clube Tex Portugal tem a honra de publicar pela primeira vez uma história oficial de Tex, para mais inédita em alguns países, nomeadamente no Brasil, e que em Portugal também nunca tinha sido publicada a cores. Destaque ainda para as colaborações EXCLUSIVAS dos consagrados desenhadores italianos Dante Spada, Bruno Brindisi e Alessandro Nespolino.

Carlos-Gonçalves-e-a-alegria-contagiante-por-já-estar-na-posse-da-revista-nº-4-do-Clube-Tex-PortugalPara além dessas fantásticas cola- borações, neste número regressam Italo Marucci e os textos do director Mário João Marques (com um extenso dossier sobre o Tigre Negro), de José Carlos Francisco (que nos fala das estatuetas do mundo de Tex), do Rui Cunha (que escreve sobre a participação de Tex na Guerra da Secessão), do Carlos Gonçalves (com um texto sobre os cowboys de antigamente),  do Jesus Nabor (com histórias de fantasmas), do Paulo Guanaes (que aborda os índios na saga de Tex), do Júlio Schneider (que escreve sobre o “wampum” de Águia da Noite), do Moreno Burattini (que aborda as obras texianas de sua autoria); e temos ainda uma reporta- gem sobre a 3ª Mostra do Clube Tex Portugal escrita por Mário João Marques José Carlos Francisco.

Mas voltando ao início deste artigo: aproveitando a realização, num restaurante da Amadora, do tradicional almoço de aniversário (o 40º) do Clube Português de Banda Desenhada, “evento” esse que contou também com a presença de alguns sócios do Clube Tex Portugal, o nosso director Mário João Marques, também sócio do CPBD, entregou pessoalmente a revista nº 4 (como se pode ver nalgumas das fotos que ilustram este texto), a qual obteve os mais rasgados elogios, sobretudo dos presentes que ainda não a conheciam, levando, por esse motivo, alguns sócios do CPBD a mostrarem-se interessados em se associarem também ao novel Clube Tex Portugal.

Por fim, pede-se aos sócios do Clube que, conforme forem recebendo os seus exemplares, nos enviem fotografias e comentários alusivos à revista nº 4, para os irmos publicando e divulgando aqui no blogue português do Tex, a fim de termos uma ideia mais fidedigna da forma como a revista está a ser vista por todos os nossos caros consócios, de modo a podermos melhorá-la ainda mais no futuro!

Quem ainda não é sócio e queira fazer parte do Clube Tex Portugal (cujos estatutos podem ser vistos aqui), pode inscrever-se escrevendo via e-mail para José Carlos Francisco, sendo necessário pagar uma jóia de inscrição de 5,00 € e uma quota mensal de 2,00 € (2,50 € se não for residente em Portugal). Desse modo, já poderá começar a deliciar-se com esta belíssima edição texiana que é cada vez mais cobiçada por fãs de Tex de todo o mundo, como prova o cada vez maior aumento do número de sócios (portugueses mas também estrangeiros) do neófito (mas já consagrado) clube português dedicado a uma das mais carismáticas personagens da banda desenhada mundial: TEX!

(Para aproveitar a extensão completa  das imagens acima, clique nas mesmas)