POR QUE É QUE O “MUNDO DE AVENTURAS” NUNCA PUBLICOU UMA HISTÓRIA DO TEX?

A propósito de um comentário inserido no recente post sobre o aniversário do Mundo de Aventuras pelo nosso querido amigo José Carlos Francisco, dinâmico presidente do Clube Tex Portugal e responsável também pela revista do Clube e pelo Tex Willer Blog — que tem sido o principal veículo de propaganda desse mítico herói do western europeu e das suas edições em língua portuguesa, via Brasil e ultimamente com o selo da Polvo Editora —, pareceu-nos que o assunto trazido à baila pelo José Carlos merecia uma resposta com certo destaque, porque questiona as opções editoriais do Mundo de Aventuras, até numa época em que eu já ocupava o lugar de coordenador (desde Maio de 1974). Escreveu o Zeca (pois é assim que familiarmente os amigos o tratam):

“Só foi pena o Mundo de Aventuras nunca ter publicado uma aventura do Tex… Certamente poderia tê-lo feito até antes de 1971, quando o Tex começou a vir para Portugal através da editora Vecchi”.

De facto, essa ideia já deve ter ocorrido a muita gente, embora na altura nenhuma das cartas que chegavam à redacção ventilasse o assunto. Na fase anterior a 1971, o Mundo de Aventuras era uma revista de pequeno formato e com 32 páginas apenas, onde histórias de tão longa duração como as de Tex dificilmente poderiam ter acolhimento. Depois disso, no tempo em que a coordenei, a revista adoptou outros formatos, como o de comic book, mas o número de páginas ainda era limitado: 48. Além disso, tinha por hábito publicar histórias completas em cada número (salvo raras excepções).

Nessa altura, eu preferia o Tomahawk Tom, o Cisco Kid, o Jerry Spring, o Jack Diamond, o Matt Marriott, o Wes Slade e outras séries de cowboys que comprava para o Mundo de Aventuras e que achava superiores ao Tex (convenhamos que com alguma razão, pois a grande época dos Blascos, do Civitelli, do Ortiz, do Villa, do Nizzi, ainda não tinha chegado).

Outras revistas da APR também com 48 páginas, como a Sioux, chegaram a publicar histórias seriadas (entre elas, a magnífica criação de Gino d’Antonio “História do Oeste”). Aí, sim, poderia ter havido espaço para algumas aventuras do Ranger mais famoso do Oeste.

Mas não creio que os direitos de Tex estivessem disponíveis para Portugal, como outras séries de origem estrangeira (Marvel, DC, etc) cujos direitos em língua portuguesa eram exclusivos da Abril e de outros editores brasileiros. Por cá, a Bertrand e, mais tarde, a Meribérica faziam o mesmo com as séries franco- -belgas. Nessa época, havia o costume de separar comercialmente as águas entre os dois países.

Por último, devo sublinhar que as séries italianas (nomeadamente as da Bonelli, então chamada Cepim) ainda eram pouco populares em Portugal. Tex vendia-se nas bancas, mas passava quase despercebido no meio de tantas revistas portuguesas, muitas delas também com aventuras de cowboys. E já tinham começado a aparecer os álbuns a cores de Blueberry, Comanche, Buddy Longway, ao pé dos quais Tex e outros heróis do western, publicados quase sempre em modestas revistas a preto e branco, faziam figura de “parentes pobres”.

Tudo isto são razões que explicam por que é que Tex só tão tardiamente chegou às edições portuguesas. E não esqueçamos que o Clube Tex Portugal e as mostras que começou, há quatro anos, a realizar no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, muito contribuíram para que a Polvo Editora se interessasse, com bons resultados, pelo fenómeno Tex… que já alastrou às livrarias!

Se o Clube tivesse nascido nos anos 70 ou 80 do século XX, com a mesma energia vital que tem demonstrado, o trajecto de Tex em terras lusitanas talvez pudesse ter sido diferente. Mas essa vaga imparável de entusiasmo e de sucesso fomentada pelo Clube Tex Portugal e pelo Tex Willer Blog é um fenómeno recente e com causas bem definidas. Há 40, 50 anos, não havia internet nem a banda desenhada tinha os apoios oficiais que tem hoje, ao nível das autarquias, por exemplo. Pelo contrário, era uma arte reservada exclusivamente aos mais jovens e, regra geral, menosprezada e marginalizada pelo snobismo intelectual das elites culturais. A própria crítica de BD (que não extravasava os limites dos fanzines) começava ainda a dar os primeiros passos. Ou seja, não estavam criadas as condições para que uma edição portuguesa de Tex, a ser possível, tivesse vida longa. Nem acredito que os editores brasileiros estivessem dispostos a abdicar, sem luta, do mercado português, que antes do 25 de Abril incluía também as nossas ex-colónias.

Tudo isto são incógnitas a que só o tempo poderia dar resposta. Como também é uma incógnita quando é que as revistas da Mythos voltarão a aparecer em Portugal, após tantos meses de interrupção. Este ano, férias sem Tex não foram verdadeiras férias!

Tex defronte da Câmara Municipal de Anadia (ilustração de Pasquale del Vecchio)

REVISTA DO CLUBE TEX PORTUGAL: UMA DESLUMBRANTE SUCESSÃO DE CAPAS

Nesta magnífica galeria, estão patentes todas as capas da Revista do Clube Tex Portugal (nºs 1 a 5), da autoria de quatro ilustradores italianos e um sul-americano, todos já com provas dadas nas suas prolíficas carreiras e também no que a Tex, o maior herói da BD western, diz respeito: Andrea Venturi (nº 1, ao centro), Fabio Civitelli (nº 2, em baixo, à esquerda), Luca Vannini (nº 3, ao alto, à esquerda), Enrique Breccia (nº 4, ao alto, à direita) e Maurizio Dotti (nº 5, em baixo, à direita).
A partir do seu segundo número, a Revista do Clube Tex Portugal passou a ter duas capas diferentes (do mesmo autor), iniciando assim um percurso coroado de êxito, como manifestamente prova a adesão cada vez maior dos texianos portugueses, italianos, brasileiros e de outros países, a um projecto que parece imparável. Pois já está quase a chegar às mãos dos leitores a revista nº 6, cujas capas foram ilustradas por outro magnífico artista italiano: Massimo Rotundo.
Perante tamanha qualidade e diversidade, ocorre-nos perguntar, com justificada expectativa: quando chegará a vez de um desenhador lusitano ter a mesma honra? Parece-nos que, entre nós, também há por onde escolher…

(Para aproveitar a extensão completa da imagem, com as capas da revista do Clube Tex Portugal, clique na mesma).

NOVIDADES DA REVISTA DO CLUBE TEX PORTUGAL

A Revista do Clube Tex Portugal #6, EXCLUSIVA para sócios do clube, com lançamento previsto para este mês de Julho, além de colaborações de sócios contará também, como é habitual, com colaborações de grandes nomes do staff oficial de Tex, nomeadamente Massimo Rotundo, Fabio Civitelli, Alessandro Poli, Stefano Biglia, Moreno Burattini e Tino Adamo. Mas o destaque deste número vai sobretudo para a publicação de uma HISTÓRIA (oficial) DE TEX que nunca foi publicada a cores em nenhum país de língua portuguesa, um feito de NÍVEL MUNDIAL, já que por gentileza da Sergio Bonelli Editore e em especial do seu responsável maior, Davide Bonelli, a Revista Clube Tex Portugal #6 terá o GRANDE PRIVILÉGIO e a GRANDE HONRA de publicar, totalmente a cores e num excelente papel no formato A4, a história curta Morte nel Deserto (Morte no Deserto), escrita por Claudio Nizzi e desenhada por Giovanni Ticci e que foi publicada originalmente, em 1992, na revista Sorrisos e Canções da TV, da editora de Silvio Berlusconi, num suplemento chamado “Fumetti d’Estate” (Revistas de Verão), cuja capa reproduzia a última cena da história.

Primeira vinheta da história de Tex “Morte no Deserto”

Para fazer parte do Clube Tex Portugal — cujos estatutos podem ser consultados em http://texwillerblog.com/wordpress/?page_id=47999 — e usufruir de todos os brindes e regalias, entre os quais se inclui a revista do Clube, só tem de pagar uma jóia de inscrição de € 5,00 e uma quota mensal de € 2,00 (€ 2,50 para sócios não residentes em Portugal).

(Nota: texto de José Carlos Francisco, reproduzido com a devida vénia do Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa das imagens, clique nas mesmas)

CARAVANA TEXIANA NO XIII FESTIVAL DE BD DE BEJA

Mário João Marques, António Lança-Guerreiro, Rui Brito, Carlos Moreira, Pedro Bouça e Teresa Moreira, no stand da Polvo Editora, em Beja, com exemplares portugueses de Tex nas mãos

Nesta última sexta-feira, dia 26 de Maio, foi inaugurado o XIII Festival de Banda Desenhada de Beja, um dos mais importantes Festivais dedicados à 9ª Arte em Portugal, evento que decorrerá na capital do Alentejo até ao próximo dia 11 de Junho, abraçando exclusivamente o Centro Histórico da cidade e em especial o Largo do Museu Regional, epicentro desta Festa da BD. São dezoito (18) as exposições patentes ao público e dez (10) os países representados, da Argentina à Dinamarca, passando por Angola, Itália e Roménia.

Para além das exposições, o Festival oferece aos visitantes uma programação paralela bastante diversificada, em que pontuam as apresentações de projectos, as conversas à volta da BD, o lançamento de livros, as sessões de autógrafos, workshops, concertos desenhados, etc, etc. Como não podia deixar de ser, o Festival tem também à disposição dos visitantes o Mercado do Livro — a maior livraria do país durante este período, com mais de 60 editores presentes — e uma zona comercial com várias tendas instaladas (venda de action figures, arte original, posters, prints, etc).

E foi precisamente no Mercado do Livro, onde obviamente Tex está presente através das publicações da Polvo Editora, que se reuniram vários fãs e coleccionadores de Tex que no passado sábado, 27 de Maio, aproveitaram para se deslocar a Beja e desfrutar de mais um grande evento dedicado à Banda Desenhada, onde se pode inclusive ter acesso às belas edições texianas, como confirmam os exemplares nas mãos dos pards Mário João Marques, António Lança-Guerreiro, Carlos Moreira, Pedro Bouça e da Lilyth Teresa Moreira, posando no stand da Polvo Editora, acompanhados pelo infatigável editor Rui Brito.

Aqui deixamos a informação, para todos os interessados que se desloquem a Beja nas próximas duas semanas, de que podem encontrar esses exemplares à venda por lá.

Momento de lazer em Beja, com a presença do jornalista João Miguel Lameiras

Mas por Beja também estiveram muitos outros pards conhecidos, como por exemplo o José Eduardo Monteiro, o jornalista João Miguel Lameiras e Carlos Rico, responsável maior pelos eventos da Banda Desenhada em Moura e principal responsável, também, pela primeira vinda de um desenhador de Tex a Portugal (Fabio Civitelli em 2007), que abriu portas para a presença do próprio Civitelli e de muitos outros autores texianos noutros eventos realizados no nosso país, até aos dias de hoje.

Carlos Moreira e Carlos Rico confraternizando em Beja

Uma das “estrelas” presentes nesse fim de semana foi o desenhador italiano Paolo Mottura, que já fez mais de 100 histórias para as revistas da Walt Disney (entre as mais apreciadas, podemos mencionar “Moby Dick”, “On the Road”, “Metropolis” e as que realizou para a revista PK), mas que também já desenhou Dylan Dog para a Sergio Bonelli Editore e que ficou admirado por ver que Tex tem tantos fãs no nosso país.

Na imagem seguinte, vemo-lo posando junto de Carlos Moreira e Mário João Marques, directores do Clube Tex Portugal, e tendo nas mãos um exemplar da revista do dinâmico Clube Português dedicado ao famoso Ranger!

Carlos Moreira e Mário João Marques com o desenhador Paolo Mottura, que exibe um exemplar da revista do Clube Tex Portugal, após ter desenhado um belo Mickey

Em conclusão, mais um grandioso evento dedicado à Banda Desenhada em Portugal, onde o nosso amado Ranger se fez também representar, através das suas edições e dos seus entusiásticos fãs e coleccionadores.

(Reportagem extraída, com a devida vénia, do Tex Willer Blog).

A VINHETA “PORTUGUESA” DA HISTÓRIA DE TEX “OURO NEGRO“ (POLVO EDITORA)

Ouro Negro, o quarto volume da colecção TEX ROMANCE GRÁFICO, da Polvo Editora, chancela portuguesa do editor Rui Brito, cujo lançamento nacional ocorreu no passado dia 29 de Abril, integrado na 4ª Mostra do Clube Tex Portugal, foi originalmente publicado em duas edições na série regular italiana de Tex, mais precisamente nos números 654 e 655, dados à estampa pela Sergio Bonelli Editore em Abril e Maio de 2015.

Trata-se de uma aventura de Tex escrita por Gianfranco Manfredi e desenhada por Leomacs (pseudónimo de Massimiliano Leonardo), onde a dupla Tex Willer e Kit Carson, depois de agraciada com a “Rosa Amarela do Texas”, é nomeada pelo Governador desse Estado americano para colocar um ponto final nas actividades do famigerado Bob Braddock, que controla a seu bel-prazer a cidade de Hellsfire, e para investigar o irmão deste, Jonas, um homem de negócios do petróleo, proprietário dos ricos campos de Oil Springs. Na sua chegada à cidade, Willer e Carson assistem à ousada detenção de Bob, pelo novel xerife Randy Nelson. Jonas, no entanto, contrata o habilidoso advogado Timothy Wilson para defender o irmão.

Entre tiroteios, aldeias arrasadas e testemunhas corruptas, entre as quais se encontra a sensual Rachel, Tex irá também desempenhar o papel de acusador no julgamento de Bob, presidido pelo temível juiz “enforcador” Felsen. Restava apenas tratar de Jonas, o que virá a acontecer num memorável e cinematográfico acerto de contas final, por entre as torres de extracção petrolíferas.

Em Portugal, foi publicado num único volume e num formato maior do que o original, com a particularidade de ter uma vinheta “portuguesa”, pois uma das vinhetas da história foi redesenhada propositadamente por Leomacs para a edição nacional e com a devida aprovação e parabenização da Sergio Bonelli Editore, pelo que é a única edição a nível mundial a apresentar essa vinheta, que mostramos numa das ilustrações deste texto.

A vinheta foi redesenhada porque houve um erro de Leomacs que não foi detectado aquando da publicação da história na Itália, e também não foi corrigido no Brasil pela Mythos Editora, mas em Portugal o atento tradutor da história, José Carlos Francisco, tendo visto o erro entrou em contacto com o desenhador italiano, pedindo-lhe que corrigisse o lapso, pedido que Leomacs atendeu de pronto, enviando rapidamente a vinheta redesenhada. Depois, foi precisa a aprovação por parte da Sergio Bonelli Editore, aprovação essa dada imediata- mente por Mauro Boselli, o editor italiano de Tex, que inclusive felicitou esta correcção com as seguintes palavras: “BRAVO! Iremos usar esta vinheta nas reedições futuras desta história“.

Quanto ao erro em si, como alguns leitores já devem ter intuído, foi o facto do xerife Randy Nelson, veterano da guerra civil e homem de um só braço, numa vinheta da página 69 desta história ter aparecido milagrosamente com dois braços (nota cómica que não desafina uma aventura que faz da ironia um motivo recorrente), devido a uma distracção de Leomacs, distracção essa que não foi detectada pela redacção Bonelliana nas diversas fases de revisão, antes da publicação da história.

E foi assim que Portugal passou a ter uma vinheta “portuguesa” numa história de Tex!

(Post reproduzido, com a devida vénia, do Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa  das imagens, clique nas mesmas)

“OURO NEGRO”: UM NOVO VOLUME DA COLECÇÃO TEX ROMANCE GRÁFICO (EDITADA PELA POLVO)

Pela quarta vez, no espaço de dois anos, a Polvo Editora, uma chancela editorial de Rui Brito, publicou um Tex genuinamente português, até porque apresenta uma CAPA EXCLUSIVA PARA PORTUGAL. Ouro Negro, de Gianfranco Manfredi e Leomacs (pseudónimo de Massimiliano Leonardo), foi o volume eleito e o prestigiado desenhador italiano Leomacs esteve presente no evento texiano para abrilhantar o lançamento deste livro, que contém uma das mais especiais histórias de Tex feitas nestes 69 anos de vida editorial do Ranger.

Capa EXCLUSIVA – Ouro Negro, de Gianfranco Manfredi e Leomacs, Polvo 2017

A apresentação do livro Ouro Negro, quarto volume da colecção Tex Romance Gráfico, decorreu no dia 29 de Abril p.p., no auditório do Museu do Vinho Bairrada, e contou com a participação de Leomacs, Rui Brito e Mário João Marques, sob moderação de João Miguel Lameiras. Seguiu-se a venda do livro, permitindo aos seus compradores obter um autó- grafo do próprio desenhador, pois estava prevista no programa uma sessão de autógrafos.

O livro, com tradução de José Carlos Francisco, legendagem de Hugo Jesus e texto introdutório de Mário João Marques, tem um formato de 18,5 x 24,5 cm e uma encadernação brochada (capa mole com badanas de 12,5 cm), e foi confeccionado num papel de boa qualidade, estando enriquecido com ilustrações inéditas, seleccionadas pelo próprio Leomacs, e com uma capa realizada exclusivamente para a edição portuguesa.

Este livro tem novamente a particularidade de não ter sido publicado originalmente na série Tex Gigante, mas sim na série principal de Tex (tal como aconteceu com “O Segredo do Juiz Bean“), mais precisamente em dois volumes italianos, os números 654 e 655, editados pela Sergio Bonelli Editore em Abril e Maio de 2015, pelo que em Portugal foi também apresentado num único volume e num formato maior do que o original.

Tem ainda a particularidade de possuir uma vinheta “portuguesa”, já que uma das imagens da história foi redesenhada propositadamente por Leomacs para esta edição nacional, com a devida aprovação e parabenização da Sergio Bonelli Editore, pelo que será a única edição a nível mundial a possuir essa vinheta, que iremos dar a conhecer com mais detalhe num futuro post reproduzido, como este, do Tex Willer Blog.

O preço deste quarto volume da colecção (os anteriores volumes foram “Patagónia”, de Mauro Boselli e Pasquale Frisenda, “Tempestade sobre Galveston”, de Pasquale Ruju e Massimo Rotundo, e “O segredo do juiz Bean”, de Mauro Boselli e Pasquale Frisenda) é de de 16,99 euros nas livrarias, com IVA incluído, mas os sócios do Clube Tex Portugal tiveram a vantagem de adquiri-lo por 15 euros (1,99 euros de desconto sobre o preço em livraria), no decorrer da sua 4ª Mostra. Nesse evento, quem não é sócio pôde adquirir o livro “Ouro Negro” por 16 euros, beneficiando também de um desconto de 0,99 euros.

O livro também poderá ser comprado directamente ao editor Rui Brito, por sócios do Clube Tex Portugal que não puderam comparecer ao evento, inclusive os que residam fora de Portugal, pelos mesmos 15 euros, mas terão de adicionar 1,50 euros para despesas de envio (somente para território nacional). Se quiserem mais de um exemplar na mesma encomenda (deste ou de outro título de Tex), deverão adicionar 2,00 euros para despesas de envio (valor também para território nacional).

Para os sócios não residentes no nosso país, o valor dos portes a pagar depende do destino para onde será expedida a encomenda, pelo que também deverão contactar o editor Rui Brito para saber o valor total a pagar e a forma de efectuar o respectivo pagamento. O e-mail de contacto com Rui Brito é: ruibritobad@gmail.com.

Uma bela página do livro “OURO NEGRO”

Argumento: GIANFRANCO MANFREDI |  Desenho: LEOMACS
Polvo, 2017

(Post reproduzido, com a devida vénia, do Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa das imagens, clicar duas vezes sobre as mesmas).

ANADIA, A CAPITAL PORTUGUESA DO TEX, REALIZOU MAIS UMA MAGNÍFICA MOSTRA

Com a devida vénia, reproduzimos o notável discurso de abertura da 4ª Mostra do Clube Tex Portugal, proferido pelo seu Presidente José Carlos Francisco, no dia 29 de Abril último, perante numerosa assistência em que se destacava a presença de dois consagrados desenhadores italianos, Andrea Venturi e Leomacs, cujos recentes trabalhos estiveram expostos no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, durante o fim de semana em que decorreu este magnífico evento.

Aproveitamos a oportunidade para celebrar o facto de Anadia ter sido proclamada a Capital Portuguesa de Tex Willer, por decisão do seu Município, no mínimo inédita entre nós, em relação a um herói de Banda Desenhada. O Museu do Vinho Bairrada tem, a partir de agora, uma exposição permanente dedicada a Tex, que, associada a outros eventos, atrairá decerto mais visitantes do meio bedéfilo a esta região afamada pelo seu vinho, pelos seus leitões e pelas suas belezas naturais.

Anadia, 29 de Abril de 2017

Exma. Senhora Presidente da Câmara Municipal de Anadia; Exmo. Senhor Vice-Presidente da Câmara Municipal de Anadia; Exmo. Senhor Director do Museu do Vinho Bairrada, Senhores Vereadores, Caríssimos Mestres Andrea Venturi e Leomacs, Senhores Convidados, Excelentíssima Assistência e Órgãos da Comunicação Social Presentes.

Muito boa tarde a todos! Antes de mais nada, sejam bem-vindos a esta bonita e hospitaleira terra, que é Anadia, capital da Bairrada, região de cultura vitivinícola, gastronómica e de inúmeras outras qualidades!

Depois dos grandes sucessos ocorridos com as três primeiras Mostras do Clube Tex Portugal, realiza- das anualmente, precisamente aqui, no magnífico Museu do Vinho Bairrada, que contaram com as ilustres presenças dos prestigiados desenhadores Pasquale Del Vecchio, Pasquale Frisenda, Stefano Biglia, Massimo Rotundo e Maurizio Dotti, hoje reunimo-nos pelo quarto ano consecutivo, que constitui para este, que é o único Clube no nosso país dedicado exclusivamente a um herói da BD e o primeiro Clube oficial de Tex no mundo, um novo marco importantíssimo da sua ainda curta, mas já consolidada história. Por isso, é com grande prazer e emoção que inauguramos esta 4ª Mostra, que proporciona a presença dos consagrados desenha- dores italianos, Andrea Venturi e Leomacs.

Queria aqui deixar claro, em nome do Clube Tex Portugal, o quanto foi e é, também, importante para nós registar a sensibilização e carinho com que fomos apoiados desde o primeiro momento pelo Executivo Camarário, em especial pela Senhora Presidente da Câmara, Engenheira Maria Teresa Belém Correia Cardoso, aqui presente, agradecendo a sua ilustre e fundamental presença na inauguração desta 4ª Mostra.

Agradecemos também a distinta presença do Senhor Vice-Presidente da Câmara, Engenheiro Jorge Sampaio, que inclusive este ano foi determinante para que a Câmara Municipal de Anadia adoptasse o estatuto de Capital Portuguesa do Tex, acto este que reconheceu toda a nossa importância e que certamente viabilizará outros grandes feitos dele decorrentes.

Agradecemos igualmente toda a colaboração e disponibilidade do Sr. Dr. Pedro Dias, Director do Museu do Vinho Bairrada, no apoio a esta iniciativa cultural, possibilitando que a mesma se realize neste nobre e singular espaço.

Consideramos que, sem o apoio destes nomes, certamente seria inviável a promoção do nosso evento. Ressaltamos que é de extrema importân- cia a participação do Poder Público, que, combi- nado com a parceria desta casa, possibilitam a propagação da cultura e do lazer na sua melhor qualidade, marcas desta terra tão singular.

Gostaríamos também de agradecer as ilustres presenças de Andrea Venturi e Leomacs, sobretudo porque acreditaram nesta iniciativa portuguesa e um muito obrigado a ambos, por terem realizado expressa e exclusivamente para este nosso evento, duas belíssimas ilustrações do Tex no nosso Município. É uma honra sermos presenteados com tal carinho e reconhecimento. Segue ainda um agradecimento muito especial ao editor brasileiro Dorival Vitor Lopes e ao tradutor Júlio Schneider, da Mythos Editora, que vieram proposita- damente do Brasil para nos prestigiar, abrilhantando a nossa estimada Mostra.

Em meu nome pessoal, aproveito ainda para agradecer a todos os Sócios do Clube Tex Portugal, estejam ou não aqui presentes, porque este evento também só é possível devido à colaboração e disponibilidade individual, que somam e traduzem, no seu conjunto, o verdadeiro espírito texiano!

Para concluir, informo que, no final desta sessão, será servido um espumante de honra no espaço de Restauração e Cafetaria do Museu, para o qual ficam desde já convidados.

Obrigado a todos pela Vossa presença, hoje, em Anadia, e desde já desfrutem do nosso evento!

José Carlos Pereira Francisco
Presidente do Clube Tex Portugal

Mais informações sobre a 4ª Mostra do Clube Tex Portugal em: Clube Tex Portugal, Venturi e Leomacs em Anadia, 2017 por José Carlos Francisco