A REVISTA Nº 7 DO CLUBE TEX PORTUGAL TERÁ DUAS CAPAS DE STEFANO BIGLIA

As duas capas de STEFANO BIGLIA para a revista nº 7 do Clube Tex Portugal

Por José Carlos Francisco

DEZEMBRO marca o regresso da revista do Clube Tex Portugal, um projecto feito por sócios e dirigido a todos os texianos e apreciadores da banda desenhada, focando os mais variados temas em redor de Tex e do western em geral.

Este sétimo número terá 54 páginas (um novo recorde, se tivermos em conta que não trará nenhuma história de Tex e que mostra bem o crescimento contínuo da revista) e apresenta novamente DUAS versões para a sua capa, desta vez do magnífico desenhador Stefano BIGLIA. Em 2015, os leitores portugueses tiveram oportunidade de o conhecer devido à sua presença na 2ª Mostra do Clube Tex Portugal, realizada, como sempre, em Anadia, onde foi uma das estrelas presentes no evento português.

Stefano Biglia respondeu prontamente às nossas solicitações, com informações, sugestões e com o envio de DOIS desenhos. A capa principal trará Tex Willer e Kit Carson cavalgando na neve, uma belíssima e apropriada capa invernal que coincide com o lançamento da revista, mas com duas belas ilustrações optou-se novamente — tal como aconteceu com as revistas nº 2 (que teve duas capas de Fabio Civitelli), nº 3 (que teve duas capas de Luca Vannin), nº 4 (que teve duas capas de Enrique Breccia), nº 5 (com duas capas de Maurizio Dotti) e nº 6 (com duas magníficas capas de Massimo Rotundo) — por fazer a revista com duas capas diferentes, uma clássica com Tex e Kit Carson  cavalgando na neve em nossa direcção, numa magnífica paisagem invernal, e uma alternativa, com grande impacto visual, onde Tex e Dinamite vêm também em direcção ao leitor.

Capa principal da revista nº 7 do Clube Tex Portugal

Neste sétimo número, para além das magníficas capas de Stefano Biglia, destaque ainda para as colaborações EXCLUSIVAS de outros consagrados autores italianos: Leomacs, Alessandro Nespolino, Massimo Rotundo e Moreno Burattini (que nos apresenta o Tex de Guido Nolitta).

No sumário assinalam-se ainda, para além dos textos do director Mário João Marques, com um extenso dossier dedicado ao Tex editorial, em 2017, e também um outro texto dedicado a Galep (que inclui uma homenagem desenhada por António Lança-Guerreiro, testemunhos EXCLUSIVOS de Moreno Burattini, Pasquale Frisenda, Pasquale Del Vecchio, Walter Venturi, Bruno Brindisi, Maurizio Dotti, Lucio Filippucci, Stefano Biglia e Andrea Venturi, culminando com um artigo assinado pelo Gruppo Galep e pela Fernanda Martins), os regressos de José Carlos Francisco (que nos fala dos kalkitos de Tex), de Jesus Nabor (que escreve sobre horror e magia no velho Oeste do Ranger), de Sandro Palmas (que nos apresenta Stefano Biglia, um talento puro) e de Júlio Schneider (que escreve sobre o telefone, o dólar e a cerveja no mundo de Tex).

Teremos também algumas estreias: do consagrado jornalista brasileiro Thiago Gardinali (que assina oito páginas, onde aborda a sua peregrinação pelo universo do fumetto italiano), do Carlos Almeida (que nos escreve sobre Ouro Negro, a aventura que levou Leomacs ao topo do mundo) e do Ricardo Leite (que aborda a galeria Toybroker).

Capa variante da revista nº 7 do Clube Tex Portugal

Nota do Clube Tex Portugal a todos os sócios:

Como habitualmente, os sócios do Clube Tex Portugal (com excepção dos sócios menores) COM AS QUOTAS DO MÊS DE DEZEMBRO PAGAS, terão direito a receber gratuitamente um exemplar da revista. Dado que este 7º número será publicado com duas versões da capa, o exemplar gratuito será o da versão com Tex e Kit Carson a cavalgar na neve.

Adicionalmente, sem qualquer limite, os sócios podem adquirir mais exemplares da revista, quer da versão oficial quer da versão alternativa, sendo o preço unitário de 10 euros.

Deste modo, todos os sócios que desejem adquirir exemplares da revista, devem informar o Clube Tex Portugal, impreterivelmente até ao dia 4 de Dezembro, escrevendo para José Carlos Francisco (josebenfica@hotmail.com), indicando o número de exemplares pretendido para cada versão da capa e procedendo ao respectivo pagamento na conta do Clube Tex Portugal ou através de paypal, enviando o comprovativo desse mesmo pagamento.

  • Pagamentos internacionais por transferência bancária  devem ser feitos com todas as despesas a serem suportadas pelo ordenador, sem qualquer dedução no valor a receber pelo Clube, devendo ser creditada a conta PT50003600009910590434664 em nome do Clube Tex Portugal na Caixa Económica Montepio Geral – código swift: MPIOPTPL;
  • Pagamentos nacionais por transferência bancária devem ser feitos para o IBAN PT50003600009910590434664
  • Pagamentos por Paypal devem ser efectuados através do e-mail cacem.moreira@gmail.com com todas as despesas a serem suportadas pelo ordenador, sem qualquer dedução no valor a receber pelo Clube.

Ilustração exclusiva de ALESSANDRO NESPOLINO para a revista nº 7 do Clube Tex Portugal

A contracapa da revista nº 7 do Clube Tex Portugal terá uma ilustração de LEOMACS, dedicada aos amigos do Clube Tex Portugal

(Post reproduzido, com a devida vénia, do Tex Willer Blog. Clicar duas vezes sobre as imagens para as ampliar).

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O PRÓXIMO CONVÍVIO DO CLUBE TEX PORTUGAL

Dia 9 de Dezembro jantar/convívio, no Cacém, para entrega da Revista nº 7 do Clube Tex Portugal

(CONFIRME JÁ A SUA PRESENÇA)

Por José Carlos Francisco

A Direcção do Clube Tex Portugal vai organizar no próximo dia 9 de Dezembro, sábado, um jantar/convívio para que os sócios do Clube recebam pessoalmente a REVISTA nº 7 do CLUBE TEX PORTUGAL, edição devidamente autorizada pela Sergio Bonelli Editore.

Sobre a revista em si, daremos mais informações em breve, podendo adiantar de momento que terá uma capa inédita da autoria de Stefano Biglia, ou melhor, DUAS CAPAS, já que devido ao sucesso ocorrido com as edições anteriores também neste sétimo número teremos duas versões da capa, pois Stefano Biglia enviou-nos não uma, mas sim duas deslumbrantes artes. E neste sétimo número vamos contar, uma vez mais, com diversas colaborações de autores de Tex, mas a seu tempo daremos informações definitivas sobre mais esta edição que ficará na história de Tex em Portugal (e não só).

Voltando ao convívio texiano, o  jantar, que terá início às 20.30 horas do dia 9 de Dezembro, ocorrerá, tal como nos anos anteriores, no Cacém, mas num espaço diferente dos anos anteriores. Mais precisamente no Restaurante Dom Carlos, um espaço amplo e agradável, situado no Largo Gama Barros 5 • Cacém.

A ementa do Convívio Texiano deste ano é composta de:
Entradas: Pão, Azeitonas, Paté, Linguiça com cogumelos e Salgados
Peixe: Bacalhau com broa
Carne: Escalopes à Madeira
Bebidas: Vinho tinto e branco (casa), Sangria, Sumos, Cerveja e Água
Sobremesa: Salada de fruta, Mousse de chocolate e Doce da casa
Café

O preço por adulto é de 13.50€, crianças até aos 4 anos não pagam e dos 4 até aos 10 anos pagam 50%.

Para além da entrega de um exemplar GRATUITO da Revista nº 7 do Clube Tex Portugal a cada associado presente, o jantar servirá principalmente para fomentar e fortalecer o convívio entre texianos e também para se debaterem as principais iniciativas do Clube Tex Portugal para 2018, com especial incidência num quinto evento a realizar no mês de Abril, novamente na Bairrada, que contará com a presença de mais DOIS renomados autores de Tex e incluirá também novas exposições dedicadas ao Ranger.

Será igualmente tema de debate um evento a realizar em Setembro de 2018, onde o Clube Tex Portugal assinalará e comemorará os 70 anos de vida editorial de Tex!

Momento a reviver: a entrega aos sócios da Revista #1 do Clube Tex Portugal – 2014

A Direcção do Clube pede aos sócios (e não sócios, pois o jantar convívio é aberto a todos os apreciadores da 9ª Arte) que desejem participar no jantar/convívio do dia 9 de Dezembro, que confirmem a sua presença impreterivelmente até ao dia 4 de Dezembro, para os e-mails josebenfica@hotmail.com ou cacem.moreira@gmail.com — ou ainda no blogue português do Tex, na forma de comentário ao post http://texwillerblog.com/wordpress/?p=74694 —, recordando uma vez mais que os sócios podem ser acompanhados por familiares e amigos que desejem participar também neste convívio texiano.

Aos sócios, com as quotas do mês de Dezembro pagas, que não possam comparecer ao jantar/convívio do Cacém, será enviado pelo correio em data posterior o respectivo exemplar da revista nº 7 do Clube Tex Portugal.

(Post anteriormente publicado no Tex Willer Blog, de onde o reproduzimos com a devida vénia. Para aproveitar a extensão completa  das imagens, clique nas mesmas)

POR QUE É QUE O “MUNDO DE AVENTURAS” NUNCA PUBLICOU UMA HISTÓRIA DO TEX?

A propósito de um comentário inserido no recente post sobre o aniversário do Mundo de Aventuras pelo nosso querido amigo José Carlos Francisco, dinâmico presidente do Clube Tex Portugal e responsável também pela revista do Clube e pelo Tex Willer Blog — que tem sido o principal veículo de propaganda desse mítico herói do western europeu e das suas edições em língua portuguesa, via Brasil e ultimamente com o selo da Polvo Editora —, pareceu-nos que o assunto trazido à baila pelo José Carlos merecia uma resposta com certo destaque, porque questiona as opções editoriais do Mundo de Aventuras, até numa época em que eu já ocupava o lugar de coordenador (desde Maio de 1974). Escreveu o Zeca (pois é assim que familiarmente os amigos o tratam):

“Só foi pena o Mundo de Aventuras nunca ter publicado uma aventura do Tex… Certamente poderia tê-lo feito até antes de 1971, quando o Tex começou a vir para Portugal através da editora Vecchi”.

De facto, essa ideia já deve ter ocorrido a muita gente, embora na altura nenhuma das cartas que chegavam à redacção ventilasse o assunto. Na fase anterior a 1971, o Mundo de Aventuras era uma revista de pequeno formato e com 32 páginas apenas, onde histórias de tão longa duração como as de Tex dificilmente poderiam ter acolhimento. Depois disso, no tempo em que a coordenei, a revista adoptou outros formatos, como o de comic book, mas o número de páginas ainda era limitado: 48. Além disso, tinha por hábito publicar histórias completas em cada número (salvo raras excepções).

Nessa altura, eu preferia o Tomahawk Tom, o Cisco Kid, o Jerry Spring, o Jack Diamond, o Matt Marriott, o Wes Slade e outras séries de cowboys que comprava para o Mundo de Aventuras e que achava superiores ao Tex (convenhamos que com alguma razão, pois a grande época dos Blascos, do Civitelli, do Ortiz, do Villa, do Nizzi, ainda não tinha chegado).

Outras revistas da APR também com 48 páginas, como a Sioux, chegaram a publicar histórias seriadas (entre elas, a magnífica criação de Gino d’Antonio “História do Oeste”). Aí, sim, poderia ter havido espaço para algumas aventuras do Ranger mais famoso do Oeste.

Mas não creio que os direitos de Tex estivessem disponíveis para Portugal, como outras séries de origem estrangeira (Marvel, DC, etc) cujos direitos em língua portuguesa eram exclusivos da Abril e de outros editores brasileiros. Por cá, a Bertrand e, mais tarde, a Meribérica faziam o mesmo com as séries franco- -belgas. Nessa época, havia o costume de separar comercialmente as águas entre os dois países.

Por último, devo sublinhar que as séries italianas (nomeadamente as da Bonelli, então chamada Cepim) ainda eram pouco populares em Portugal. Tex vendia-se nas bancas, mas passava quase despercebido no meio de tantas revistas portuguesas, muitas delas também com aventuras de cowboys. E já tinham começado a aparecer os álbuns a cores de Blueberry, Comanche, Buddy Longway, ao pé dos quais Tex e outros heróis do western, publicados quase sempre em modestas revistas a preto e branco, faziam figura de “parentes pobres”.

Tudo isto são razões que explicam por que é que Tex só tão tardiamente chegou às edições portuguesas. E não esqueçamos que o Clube Tex Portugal e as mostras que começou, há quatro anos, a realizar no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, muito contribuíram para que a Polvo Editora se interessasse, com bons resultados, pelo fenómeno Tex… que já alastrou às livrarias!

Se o Clube tivesse nascido nos anos 70 ou 80 do século XX, com a mesma energia vital que tem demonstrado, o trajecto de Tex em terras lusitanas talvez pudesse ter sido diferente. Mas essa vaga imparável de entusiasmo e de sucesso fomentada pelo Clube Tex Portugal e pelo Tex Willer Blog é um fenómeno recente e com causas bem definidas. Há 40, 50 anos, não havia internet nem a banda desenhada tinha os apoios oficiais que tem hoje, ao nível das autarquias, por exemplo. Pelo contrário, era uma arte reservada exclusivamente aos mais jovens e, regra geral, menosprezada e marginalizada pelo snobismo intelectual das elites culturais. A própria crítica de BD (que não extravasava os limites dos fanzines) começava ainda a dar os primeiros passos. Ou seja, não estavam criadas as condições para que uma edição portuguesa de Tex, a ser possível, tivesse vida longa. Nem acredito que os editores brasileiros estivessem dispostos a abdicar, sem luta, do mercado português, que antes do 25 de Abril incluía também as nossas ex-colónias.

Tudo isto são incógnitas a que só o tempo poderia dar resposta. Como também é uma incógnita quando é que as revistas da Mythos voltarão a aparecer em Portugal, após tantos meses de interrupção. Este ano, férias sem Tex não foram verdadeiras férias!

Tex defronte da Câmara Municipal de Anadia (ilustração de Pasquale del Vecchio)

REVISTA DO CLUBE TEX PORTUGAL: UMA DESLUMBRANTE SUCESSÃO DE CAPAS

Nesta magnífica galeria, estão patentes todas as capas da Revista do Clube Tex Portugal (nºs 1 a 5), da autoria de quatro ilustradores italianos e um sul-americano, todos já com provas dadas nas suas prolíficas carreiras e também no que a Tex, o maior herói da BD western, diz respeito: Andrea Venturi (nº 1, ao centro), Fabio Civitelli (nº 2, em baixo, à esquerda), Luca Vannini (nº 3, ao alto, à esquerda), Enrique Breccia (nº 4, ao alto, à direita) e Maurizio Dotti (nº 5, em baixo, à direita).
A partir do seu segundo número, a Revista do Clube Tex Portugal passou a ter duas capas diferentes (do mesmo autor), iniciando assim um percurso coroado de êxito, como manifestamente prova a adesão cada vez maior dos texianos portugueses, italianos, brasileiros e de outros países, a um projecto que parece imparável. Pois já está quase a chegar às mãos dos leitores a revista nº 6, cujas capas foram ilustradas por outro magnífico artista italiano: Massimo Rotundo.
Perante tamanha qualidade e diversidade, ocorre-nos perguntar, com justificada expectativa: quando chegará a vez de um desenhador lusitano ter a mesma honra? Parece-nos que, entre nós, também há por onde escolher…

(Para aproveitar a extensão completa da imagem, com as capas da revista do Clube Tex Portugal, clique na mesma).

NOVIDADES DA REVISTA DO CLUBE TEX PORTUGAL

A Revista do Clube Tex Portugal #6, EXCLUSIVA para sócios do clube, com lançamento previsto para este mês de Julho, além de colaborações de sócios contará também, como é habitual, com colaborações de grandes nomes do staff oficial de Tex, nomeadamente Massimo Rotundo, Fabio Civitelli, Alessandro Poli, Stefano Biglia, Moreno Burattini e Tino Adamo. Mas o destaque deste número vai sobretudo para a publicação de uma HISTÓRIA (oficial) DE TEX que nunca foi publicada a cores em nenhum país de língua portuguesa, um feito de NÍVEL MUNDIAL, já que por gentileza da Sergio Bonelli Editore e em especial do seu responsável maior, Davide Bonelli, a Revista Clube Tex Portugal #6 terá o GRANDE PRIVILÉGIO e a GRANDE HONRA de publicar, totalmente a cores e num excelente papel no formato A4, a história curta Morte nel Deserto (Morte no Deserto), escrita por Claudio Nizzi e desenhada por Giovanni Ticci e que foi publicada originalmente, em 1992, na revista Sorrisos e Canções da TV, da editora de Silvio Berlusconi, num suplemento chamado “Fumetti d’Estate” (Revistas de Verão), cuja capa reproduzia a última cena da história.

Primeira vinheta da história de Tex “Morte no Deserto”

Para fazer parte do Clube Tex Portugal — cujos estatutos podem ser consultados em http://texwillerblog.com/wordpress/?page_id=47999 — e usufruir de todos os brindes e regalias, entre os quais se inclui a revista do Clube, só tem de pagar uma jóia de inscrição de € 5,00 e uma quota mensal de € 2,00 (€ 2,50 para sócios não residentes em Portugal).

(Nota: texto de José Carlos Francisco, reproduzido com a devida vénia do Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa das imagens, clique nas mesmas)

CARAVANA TEXIANA NO XIII FESTIVAL DE BD DE BEJA

Mário João Marques, António Lança-Guerreiro, Rui Brito, Carlos Moreira, Pedro Bouça e Teresa Moreira, no stand da Polvo Editora, em Beja, com exemplares portugueses de Tex nas mãos

Nesta última sexta-feira, dia 26 de Maio, foi inaugurado o XIII Festival de Banda Desenhada de Beja, um dos mais importantes Festivais dedicados à 9ª Arte em Portugal, evento que decorrerá na capital do Alentejo até ao próximo dia 11 de Junho, abraçando exclusivamente o Centro Histórico da cidade e em especial o Largo do Museu Regional, epicentro desta Festa da BD. São dezoito (18) as exposições patentes ao público e dez (10) os países representados, da Argentina à Dinamarca, passando por Angola, Itália e Roménia.

Para além das exposições, o Festival oferece aos visitantes uma programação paralela bastante diversificada, em que pontuam as apresentações de projectos, as conversas à volta da BD, o lançamento de livros, as sessões de autógrafos, workshops, concertos desenhados, etc, etc. Como não podia deixar de ser, o Festival tem também à disposição dos visitantes o Mercado do Livro — a maior livraria do país durante este período, com mais de 60 editores presentes — e uma zona comercial com várias tendas instaladas (venda de action figures, arte original, posters, prints, etc).

E foi precisamente no Mercado do Livro, onde obviamente Tex está presente através das publicações da Polvo Editora, que se reuniram vários fãs e coleccionadores de Tex que no passado sábado, 27 de Maio, aproveitaram para se deslocar a Beja e desfrutar de mais um grande evento dedicado à Banda Desenhada, onde se pode inclusive ter acesso às belas edições texianas, como confirmam os exemplares nas mãos dos pards Mário João Marques, António Lança-Guerreiro, Carlos Moreira, Pedro Bouça e da Lilyth Teresa Moreira, posando no stand da Polvo Editora, acompanhados pelo infatigável editor Rui Brito.

Aqui deixamos a informação, para todos os interessados que se desloquem a Beja nas próximas duas semanas, de que podem encontrar esses exemplares à venda por lá.

Momento de lazer em Beja, com a presença do jornalista João Miguel Lameiras

Mas por Beja também estiveram muitos outros pards conhecidos, como por exemplo o José Eduardo Monteiro, o jornalista João Miguel Lameiras e Carlos Rico, responsável maior pelos eventos da Banda Desenhada em Moura e principal responsável, também, pela primeira vinda de um desenhador de Tex a Portugal (Fabio Civitelli em 2007), que abriu portas para a presença do próprio Civitelli e de muitos outros autores texianos noutros eventos realizados no nosso país, até aos dias de hoje.

Carlos Moreira e Carlos Rico confraternizando em Beja

Uma das “estrelas” presentes nesse fim de semana foi o desenhador italiano Paolo Mottura, que já fez mais de 100 histórias para as revistas da Walt Disney (entre as mais apreciadas, podemos mencionar “Moby Dick”, “On the Road”, “Metropolis” e as que realizou para a revista PK), mas que também já desenhou Dylan Dog para a Sergio Bonelli Editore e que ficou admirado por ver que Tex tem tantos fãs no nosso país.

Na imagem seguinte, vemo-lo posando junto de Carlos Moreira e Mário João Marques, directores do Clube Tex Portugal, e tendo nas mãos um exemplar da revista do dinâmico Clube Português dedicado ao famoso Ranger!

Carlos Moreira e Mário João Marques com o desenhador Paolo Mottura, que exibe um exemplar da revista do Clube Tex Portugal, após ter desenhado um belo Mickey

Em conclusão, mais um grandioso evento dedicado à Banda Desenhada em Portugal, onde o nosso amado Ranger se fez também representar, através das suas edições e dos seus entusiásticos fãs e coleccionadores.

(Reportagem extraída, com a devida vénia, do Tex Willer Blog).

A VINHETA “PORTUGUESA” DA HISTÓRIA DE TEX “OURO NEGRO“ (POLVO EDITORA)

Ouro Negro, o quarto volume da colecção TEX ROMANCE GRÁFICO, da Polvo Editora, chancela portuguesa do editor Rui Brito, cujo lançamento nacional ocorreu no passado dia 29 de Abril, integrado na 4ª Mostra do Clube Tex Portugal, foi originalmente publicado em duas edições na série regular italiana de Tex, mais precisamente nos números 654 e 655, dados à estampa pela Sergio Bonelli Editore em Abril e Maio de 2015.

Trata-se de uma aventura de Tex escrita por Gianfranco Manfredi e desenhada por Leomacs (pseudónimo de Massimiliano Leonardo), onde a dupla Tex Willer e Kit Carson, depois de agraciada com a “Rosa Amarela do Texas”, é nomeada pelo Governador desse Estado americano para colocar um ponto final nas actividades do famigerado Bob Braddock, que controla a seu bel-prazer a cidade de Hellsfire, e para investigar o irmão deste, Jonas, um homem de negócios do petróleo, proprietário dos ricos campos de Oil Springs. Na sua chegada à cidade, Willer e Carson assistem à ousada detenção de Bob, pelo novel xerife Randy Nelson. Jonas, no entanto, contrata o habilidoso advogado Timothy Wilson para defender o irmão.

Entre tiroteios, aldeias arrasadas e testemunhas corruptas, entre as quais se encontra a sensual Rachel, Tex irá também desempenhar o papel de acusador no julgamento de Bob, presidido pelo temível juiz “enforcador” Felsen. Restava apenas tratar de Jonas, o que virá a acontecer num memorável e cinematográfico acerto de contas final, por entre as torres de extracção petrolíferas.

Em Portugal, foi publicado num único volume e num formato maior do que o original, com a particularidade de ter uma vinheta “portuguesa”, pois uma das vinhetas da história foi redesenhada propositadamente por Leomacs para a edição nacional e com a devida aprovação e parabenização da Sergio Bonelli Editore, pelo que é a única edição a nível mundial a apresentar essa vinheta, que mostramos numa das ilustrações deste texto.

A vinheta foi redesenhada porque houve um erro de Leomacs que não foi detectado aquando da publicação da história na Itália, e também não foi corrigido no Brasil pela Mythos Editora, mas em Portugal o atento tradutor da história, José Carlos Francisco, tendo visto o erro entrou em contacto com o desenhador italiano, pedindo-lhe que corrigisse o lapso, pedido que Leomacs atendeu de pronto, enviando rapidamente a vinheta redesenhada. Depois, foi precisa a aprovação por parte da Sergio Bonelli Editore, aprovação essa dada imediata- mente por Mauro Boselli, o editor italiano de Tex, que inclusive felicitou esta correcção com as seguintes palavras: “BRAVO! Iremos usar esta vinheta nas reedições futuras desta história“.

Quanto ao erro em si, como alguns leitores já devem ter intuído, foi o facto do xerife Randy Nelson, veterano da guerra civil e homem de um só braço, numa vinheta da página 69 desta história ter aparecido milagrosamente com dois braços (nota cómica que não desafina uma aventura que faz da ironia um motivo recorrente), devido a uma distracção de Leomacs, distracção essa que não foi detectada pela redacção Bonelliana nas diversas fases de revisão, antes da publicação da história.

E foi assim que Portugal passou a ter uma vinheta “portuguesa” numa história de Tex!

(Post reproduzido, com a devida vénia, do Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa  das imagens, clique nas mesmas)