OS 70 ANOS DE CARREIRA EDITORIAL DE TEX SERÃO COMEMORADOS, EM SETEMBRO, PELO CPBD E PELO CLUBE TEX PORTUGAL

Bruno Ramella, desenhador de Tex, estará na Amadora nos dias 29 e 30 de Setembro para celebrar os 70 anos do famoso Ranger.

Neste ano de 2018, em que se celebram os 70 anos de vida editorial de Tex Willer, o Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), instituição fundada a 28 de Junho de 1976 e que recentemente completou 42 anos de existência, decidiu associar-se ao Clube Tex Portugal e à Sergio Bonelli Editore, de modo a realizar na sua sede, na Reboleira (Amadora), uma grande exposição comemorativa dos 70 anos de Tex Willer, exposição essa que contará com trinta (30) pranchas das aventuras do Ranger criado em 1948 por Gian Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini, englobando trinta autores dos primórdios da saga até aos nossos dias.

Tratar-se-á de uma Mostra composta por uma prancha desenhada por cada um dos trinta desenhadores seleccionados pela Sergio Bonelli Editore e representativa da evolução de Tex no decurso destes 70 anos de vida editorial. A Mostra também conterá revistas, livros e objectos variados (relacionados com Tex) das colecções de Carlos Gonçalves, vice-presidente do Clube Português de Banda Desenhada, Mário João Marques e Carlos Moreira, directores do Clube Tex Portugal.

Mas, para além daquela que será até hoje a maior exposição de pranchas de Tex no nosso país, outro grande destaque da comemoração desta efeméride é que iremos ter em Portugal, para celebrar com os fãs e coleccionadores de Tex em particular e da banda desenhada em geral, DOIS autores do staff oficial de Tex: Moreno Burattini e Bruno Ramella, autores que dispensam apresentações, com a particularidade de que, pela primeira vez, vamos ter a presença no nosso país de um escritor de Tex, que acompanhará Bruno Ramella, um dos mais promissores desenhadores do Ranger, até à Amadora, nos dias 29 e 30 de Setembro p.f.

Moreno Burattini, ilustre sócio honorário do Clube Tex Portugal, será o primeiro escritor de Tex a participar num evento português.

Como forma de agradecimento por este convite, Bruno Ramella fará uma magnífica ilustração de Tex exclusiva para o evento da Amadora e dos 70 anos de Tex, no CPBD, tradição já habitual e que ocorre sempre que um autor de Tex nos visita, de modo a registar a sua primeira passagem por Portugal!

Bruno Ramella vai estrear-se na saga do Ranger, precisamente neste mês de Julho, numa aventura épica que trará o (quarto) retorno, mais de 25 anos depois, do surpreendente homem dos cem rostos, o “ressuscitado” Proteus, o que mostra bem a confiança depositada por Mauro Boselli, principal responsável editorial de Tex, em Bruno Ramella.

O regresso de Perry Drayton, mais conhecido por “Proteus”, numa página desenhada por Bruno Ramella.

Para finalizar, assinale-se que em 2018 teremos em Portugal a incrível presença e participação de SETE autores de Tex, um muito provável recorde a nível mundial, número que pode vir a ser aumentado, porque ainda só atingimos a primeira metade de 2018.

(Imagens e texto parcialmente reproduzidos do Tex Willer Blog, onde poderão ver o “post” completo e mais informações sobre este evento).

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OS TRÊS CÃES MAIS FAMOSOS DO CINEMA

Nota: Mais um artigo do nosso prezado colaborador Carlos Gonçalves, oriundo, tal como os anteriores, do fanzine brasileiro Q.I. (Quadrinhos Independentes), editado e coordenado por Edgard Guimarães, a quem devemos também a divulgação destes trabalhos no Era uma vez o Oeste. A ambos, os nossos agradecimentos.

A título de curiosidade, lembramos que as aventuras de Lassie e Rin Tin Tin foram também publicadas em livro, nos anos 1960, pela Editorial Ibis, traduzidas de edições espanholas. E com um pormenor igualmente curioso: é que, além do texto, as histórias tinham imagens, com a planificação habitual da banda desenhada, o que as tornava ainda mais dinâmicas e atractivas. Quase metade das páginas era preenchida dessa forma, como noutras colecções da Íbis, também oriundas de versões espanholas. Estamos certos de que essa foi a chave do seu rotundo êxito. 

Quanto a Strongheart, outro cão prodígio do cinema, foi uma das grandes séries publicadas n’O Mosquito, onde alcançou sucesso ainda mais duradouro do que n’O Senhor Doutor. E.T. Coelho, um dos maiores ilustradores portugueses, dedicou-lhe a sua primeira capa publicada n’O Mosquito (nº 360) e mais duas que apresentaremos também brevemente, em homenagem a ETC e a Hilda Boswell, a única mulher que desenhou histórias aos quadradinhos de aventuras, nessa época pioneira da BD inglesa.  

O “OESTE SELVAGEM” NO BOLETIM DO CLUBE PORTUGUÊS DE BANDA DESENHADA (CPBD)

Ainda não tínhamos tido oportunidade de fazer referência ao último número do Boletim do CPBD  — saído pontualmente em Dezembro de 2017 —, mas aqui fica agora o registo, com o devido destaque, pois trata-se de um número dedicado na íntegra ao Wild West (que actualmente é tema que sobrevive apenas na blogosfera e na banda desenhada).

No seu sumário, preenchido por vários artigos de Carlos Gonçalves (todos  já conhecidos dos leitores deste blogue, onde ele continua a colaborar), surgem temas como “Os Cowboys de Antigamente”, “Ken Parker – Welcome to Springville”, “Roy Rogers e Dale Evans”, Buffalo Bill – Os Grandes Mitos do Oeste”, “Red Ryder, o Cavaleiro Ruivo”, demonstrando os vastos conhecimentos do seu autor sobre o universo do western em geral e da BD em particular.

Um belo número, com 60 páginas profusamente ilustradas e capa a condizer (reproduzindo um quadro de Frank McCarthy), que muitos apreciadores do género gostariam de ter nas suas mãos — caso o Boletim do CPBD não se destinasse exclusivamente aos sócios do Clube.

Por isso, um bom conselho: para não perderem os próximos Boletins (também com temas aliciantes) e terem acesso aos números atrasados ainda disponíveis, façam-se sócios desta associação, já com 42 anos de existência, cuja sede funciona aos sábados, pela tarde, no seguinte endereço: Avenida do Brasil, 52 A, Reboleira – Amadora. A quota é de dois euros mensais, dando direito a receber gratuitamente os Boletins (quatro por ano). E no Clube realizam-se colóquios e estão sempre patentes exposições que merecem uma visita.

O PEQUENO XERIFE – XUXÁ (SCIUSCIÁ)

Nota: Mais um artigo do nosso prezado colaborador Carlos Gonçalves, oriundo, tal como os anteriores, do fanzine brasileiro Q.I. (Quadrinhos Independentes), editado e coordenado por Edgard Guimarães, a quem devemos também a divulgação destes trabalhos no Era uma vez o Oeste. A ambos, os nossos agradecimentos.

Curiosamente, estas duas séries italianas — que obtiveram também assinalável êxito no Brasil e em Portugal — foram contemporâneas de outro grande sucesso popular, o carismático Ranger Tex Willer, que se prepara para celebrar dentro de poucos meses o seu 70º aniversário de publicação ininterrupta! 

RED RYDER – O “CAVALEIRO RUIVO”

Nota: Mais um excelente artigo do nosso prezado colaborador Carlos Gonçalves, oriundo, tal como os anteriores, do fanzine brasileiro Q.I. (Quadrinhos Independentes), editado e coordenado por Edgard Guimarães, a quem devemos também a divulgação destes trabalhos no Era uma vez o Oeste. A ambos, os nossos agradecimentos.

Red Ryder (Cavaleiro Ruivo) é uma das maiores criações da BD norte-americana e rendeu justa celebridade ao seu autor Fred Harman, também chamado “o pintor do Oeste”, que viveu num rancho e conhecia a fundo o ambiente onde se desenrolavam as peripécias dos seus personagens, dando-lhes um cunho de veracidade pouco comum. 

Em Portugal e no Brasil, não houve certamente nenhum entusiasta leitor das histórias aos quadradinhos (ou quadrinhos), dos anos 1950/60, que não elegesse o Cavaleiro Ruivo como um dos seus cowboys favoritos. E note-se que nesse tempo, em matéria de heróis e de séries do Faroeste, havia muito por onde escolher…

DALE EVANS, A RAINHA DO OESTE

Nota: o presente artigo do nosso prezado colaborador Carlos Gonçalves foi, tal como os anteriores, publicado originalmente no fanzine brasileiro Q.I. (Quadrinhos Independentes), editado e coordenado por Edgard Guimarães, a quem devemos também a sua divulgação no Era uma vez o Oeste. A ambos, os nossos agradecimentos.

ROY ROGERS – O REI DOS “COWBOYS”

Nota: o presente artigo do nosso prezado colaborador Carlos Gonçalves foi, tal como os anteriores, publicado originalmente no fanzine brasileiro Q. I. (Quadrinhos Independentes), editado e coordenado por Edgard Guimarães, a quem devemos também a sua divulgação no Era uma vez o Oeste. A ambos, os nossos agradecimentos.

A 2ª parte deste artigo, dedicada a Dale Evans, companheira de Roy Rogers na vida real e em dezenas de filmes (que lhe valeram o cognome de rainha do western), será publicada em breve. Para ela chamamos também a vossa atenção.