DALE EVANS, A RAINHA DO OESTE

Nota: o presente artigo do nosso prezado colaborador Carlos Gonçalves foi, tal como os anteriores, publicado originalmente no fanzine brasileiro Q.I. (Quadrinhos Independentes), editado e coordenado por Edgard Guimarães, a quem devemos também a sua divulgação no Era uma vez o Oeste. A ambos, os nossos agradecimentos.

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NO 68º ANIVERSÁRIO DO MUNDO DE AVENTURAS – A REVISTA PORTUGUESA DE BD QUE MAIS IMPORTÂNCIA DEU AO “WESTERN”

Nascido em 18/8/1949, o Mundo de Aventuras — um dos títulos mais emblemáticos da nossa imprensa juvenil — teve publicação ininterrupta durante cerca de 38 anos, até 15/1/1987. Um autêntico recorde de longevidade que nenhuma outra revista periódica de banda desenhada logrou sequer almejar, pois todas ficaram a grande distância dessa meta, mesmo as que no seu tempo foram tão populares como o Mundo de Aventuras.

Essa longa carreira, abruptamente interrompida pela crise da Agência Portuguesa de Revistas, que acabou também por soçobrar pouco tempo depois, foi assinalada, como é óbvio, por várias fases de maior e menor êxito, em que o MA mudou não só de periodi- cidade, de formato (cinco vezes!) e de aspecto gráfico, como de sede, de ofici- nas, de director e de colaboradores.

Transcrevemos, a propósito, um trecho da bela “dedicatória” intitulada “Em cada quinta-feira um novo mundo”, que o nosso amigo Professor António Martinó colocou, há três anos, no seu magnífico blogue Largo dos Correios, onde reluz o dom da palavra e da escrita de um mestre conceituado:

“(…) Confrontando-se durante uma parte da sua longa vida com uma concorrência de peso, a revista conseguiu subsistir e atravessar diversas fases editoriais e modelos/formatos distintos. Mudando mesmo a sua filosofia, das histórias de continuação para as histórias completas, prenunciou o fim irreversível dessa saudosa fase onde aguardávamos com impaciência cada quinta-feira que nos fornecia o episódio seguinte de aventuras movimentadas, aptas a preencher um pouco da nossa própria vida. Sobrevivemos sem “play-stations” e sem telemóveis, sem brinquedos sofisticados, até mesmo, imagine-se, sem televisão e, obviamente, desprovidos de acesso à internet… Sobrevivemos, sem traumas nem stresses, e isso deve-se em boa parte aos diabretes, aos mosquitos, aos mundos de aventuras e quejandos…”

A última série, iniciada em 4/10/1973,sob a direcção de Vitoriano Rosa, que sucedeu a José de Oliveira Cosme, falecido pouco tempo antes, teve também vários formatos e periodicidades, além de uma controversa interrupção cronológica, como se de uma nova revista se tratasse, com a numeração a voltar ao ponto de partida, após 1252 semanas de presença contínua nas bancas. O segundo director dessa série foi António Verde, que se manteve no cargo até ao último número (589), sempre coadjuvado pelo chefe de redacção (coordenador) Jorge Magalhães.

Ambas as séries publicaram, no tocante ao western, muitos originais de autores portugueses, como Vítor Péon, Edgar Caygill, Orlando Marques, Lúcio Cardador, Roy West, Augusto Trigo, José Pires, Vassalo Miranda, Joa, António Ruivo e outros. E a produção estrangeira, a começar por Roy Rogers e Cisco Kid, foi avassaladora!

Mas o nascimento do Mundo de Aventuras está ligado a um facto pitoresco que poucos bedéfilos conhecem… a história de dois “mundos”, como a baptizou Orlando Marques (consagrado novelista e colaborador de longa data do MA), que foi um dos seus protagonistas. A título de curiosidade, reproduzimos seguidamente um artigo publicado no nº 559 (15/9/1985), em que, pelo punho de Orlando Marques, se relata esse pitoresco episódio, cujo desfecho quase ia arruinando a sua carreira literária.

ROY ROGERS – O REI DOS “COWBOYS”

Nota: o presente artigo do nosso prezado colaborador Carlos Gonçalves foi, tal como os anteriores, publicado originalmente no fanzine brasileiro Q. I. (Quadrinhos Independentes), editado e coordenado por Edgard Guimarães, a quem devemos também a sua divulgação no Era uma vez o Oeste. A ambos, os nossos agradecimentos.

A 2ª parte deste artigo, dedicada a Dale Evans, companheira de Roy Rogers na vida real e em dezenas de filmes (que lhe valeram o cognome de rainha do western), será publicada em breve. Para ela chamamos também a vossa atenção.

VÍTOR PÉON E O “WESTERN” (DE DENVER BILL A “TOMAHAWK” TOM) – 4

Prosseguimos hoje a apresentação de um trabalho realizado, há alguns anos, em homenagem a Vítor Péon, o maior criador de westerns da BD portuguesa, trabalho esse que teve o alto patrocínio da Câmara Municipal de Moura e foi editado no âmbito do 17º Salão de BD organizado por esta autarquia, sob a direcção de Carlos Rico.

Reproduzem-se seguidamente as páginas 31-37 desse fanzine, inserido, como lembrou Carlos Rico, na colecção J. M. (um privilégio raro e que muito me honra!).

Nota: Para os que gostam de folhear os livros em papel ainda existe a possibilidade de adquirirem alguns exemplares, bastando para isso contactar a Câmara Municipal de Moura. Também o podem fazer através de Carlos Rico, pelo e-mail:  carlos.rico@cm-moura.pt

Os outros números da colecção são os seguintes:

1 – “Banda Desenhada e Ficção Científica – As Madrugadas do Futuro”
2 – “O Western na BD Portuguesa”
4 – “Franco Caprioli – No Centenário do Desenhador Poeta” (de que também há uma versão em e-book, com muito mais páginas).

Vítor Péon e o Western - p 31

Vítor Péon e o Western - p 32

Vítor Péon e o Western - p 33

Vítor Péon e o Western - p 34

Vítor Péon e o Western - p 35

Vítor Péon e o Western - p 36

Vítor Péon e o Western - p 37

RUBRICA DO OESTE – 3

COMO ERAM AS SELAS DOS “COWBOYS”

COWBOYS - 3 (Tim Cox)

Esta rubrica de agrado geral — pois temos a certeza de que todos os fãs do western gostam de aumentar os seus conhecimentos sobre um universo tão vasto e apaixonante —, é hoje preenchida com um artigo que respigámos da revista Plateia nº 750, de 17/6/1975.

Por invulgar que pareça, foi mesmo numa revista de cinema (e das mais célebres que já se publicaram em Portugal) que encontrámos as duas páginas, com texto e ilustrações de Jorge Tavares, que por curiosidade reproduzimos mais abaixo.

Temos ideia de que o articulista era um assíduo colaborador da Plateia, pois nessa época trabalhávamos na Agência Portuguesa de Revistas, editora desta publicação e do Mundo de Aventuras, entre muitas outras. Mas nunca o conhecemos pessoalmente.

Seja como for, Jorge Tavares revela neste texto uma soma de conhecimentos que nos apraz registar, sobre um tema que só costuma ser abordado por especialistas: as selas usadas pelos cowboys nas suas rudes tarefas, em que passavam (e passam ainda) mais tempo a cavalo, lidando com o gado, do que com os pés assentes na terra.

COWBOYS - 2 (Tim Cox)

Esperamos, pois, que este artigo venha enriquecer a nossa enciclopédica Rubrica do Oeste, onde outros assuntos de palpitante interesse não serão esquecidos, como as armas de fogo, ao qual tencionamos voltar em breve.

(Nota: as imagens que ilustram o nosso texto são de Tim Cox, artista natural do Arizona, cuja afinidade com os temas, as figuras e as paisagens do Oeste americano é bem patente nos quadros que pinta com extraordinário realismo. Vale a pena fazer uma visita à sua magnífica galeria online em http://www.timcox.com/).