AO SERVIÇO DA LEI

Strongheart, um dos mais famosos cães prodígios do cinema, foi (como já aqui referimos) uma das grandes séries publicadas n’O Mosquito, onde alcançou sucesso ainda mais duradouro do que n’O Senhor Doutor, outra revista da mesma época, embora alguns episódios fossem repetidos. Mas a mudança de nomes (Sherlock, Bob, Storm e finalmente Strongheart) baralhou um pouco os leitores, que nunca tiveram a certeza de que o popular herói canino fosse o mesmo em todas as aventuras que apareceram n’O Mosquito e n’O Senhor Doutor, durante um período de onze anos.

À grande artista Hilda Boswell cabe o privilégio de ter sido a única mulher a dedicar-se às histórias aos quadradinhos de aventuras, nessa época pioneira da BD inglesa. Nenhum leitor deve ter suspeitado que aquele robusto, dinâmico e vigoroso traço que tanto apreciavam era obra de mãos femininas, dado o anonimato que envolvia os colaboradores da Amalgamated Press e de outras editoras do Reino Unido.

Hilda Boswell ombreou talentosamente com os melhores desenhadores do seu tempo, nas revistas juvenis inglesas, além de ter ilustrado vários livros da famosa escritora Enid Blyton. O seu nome não merece cair no esquecimento, assim como o de G. W. Backhouse e de outros artistas ingleses das primeiras décadas do século XX, cujos trabalhos sem assinatura foram publicados, com grande êxito, n’O Mosquito e noutras revistas portuguesas da mesma época.

E. T. Coelho dedicou três capas ao episódio intitulado “Ao Serviço da Lei”, uma típica aventura da Polícia Montada, que se estreou n’O Mosquito nº 353, de 15/10/1942, pouco tempo depois deste magnífico artista se tornar seu colaborador. A capa do nº 360 foi, aliás, a primeira com o traço de E. T. Coelho a aparecer na revista, inaugurando uma das melhores fases do popular semanário juvenil, prestes a transformar-se em bissemanário e a encetar mais altos voos.

Na citada aventura, Strongheart (Coração Forte) chamava-se Storm (Tempestade), nome decerto inventado pelo tradutor/adaptador das legendas, ou seja, Raul Correia. Aqui ficam as três capas de E. T. Coelho, referentes aos nºs 360, 367 e 394 (1942-1943). 

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