MASSIMO ROTUNDO GALARDOADO COM O PRÉMIO “ROMICS D’ORO”, NA SUA XXIII EDIÇÃO

Banda desenhada, cinema, pintura, animação: os mil rostos de um artista ecléctico. De Brendon a Tex, passando pela banda desenhada erótica.

Maximo Rotundo, um artista multifacetado

Desenhador, ilustrador, criador gráfico de personagens dos mais variados géneros, figurinista, artista, pintor, professor. A carreira de Massimo Rotundo atingiu todos os ofícios da arte de desenhar. A XXIII edição do evento de Romics (5 a 8 de Abril de 2018) premeia o percurso do talentoso artista romano, atribuindo-lhe o prestigiado prémio Romics d’Oro, consagrado em cada ano ao melhor desenhador de Itália.

Massimo Rotundo na cerimónia de inauguração da memorável 3ª Mostra do Clube Tex Portugal (Anadia, 2016)

Nascido em Roma, em 1955, Massimo Rotundo é um dos fundadores e docentes da Scuola Romana dei Fumetti e trabalha também para o cinema e o teatro, onde já colaborou com nomes como Martin Scorcese ou Paul Verhoeven. Na banda desenhada conta com uma vasta e larga experiência, fruto de uma carreira eclética iniciada no já longínquo ano de 1978. Para além de muitos outros trabalhos, merece destaque a sua participação em revistas como L’Eternauta, Comic Art, Orient Express, Heavy Metal e L’Ècho des Savanes, assim como trabalhos realizados para as editoras francesas Delcourt, Glénat e Albin Michel.

Na Sergio Bonelli Editore dedicou-se à BD de feição mais popular, desenhando para as séries Brendon (incluindo as respectivas capas a partir do nº 45), Volto Nascosto e Shanghai Devil, sendo também o autor de todas as capas destas duas mini-séries escritas por Gianfranco Manfredi. Já foi distinguido por várias vezes, com destaque para o prémio Yellow Kid de 1990, como melhor desenhador italiano, e o Gran Guinigi em Lucca.

Massimo Rotundo: uma grande “estrela” texiana em Anadia (2016)

E ainda hoje cultiva uma paixão pela criação pictórica, assinando sob o nome de Max Grecoriaz. Artista de grande exuberância criativa, Rotundo vai alternando a sua actividade pelos vários campos da arte, uma exigência pessoal que não lhe permite especializar-se em determinado sector. Necessitando de estímulos constantes, a oportunidade de abordar uma série como Tex constituiu, assim, um dos maiores desafios da sua carreira, permitindo-lhe enfrentar, com pleno êxito, um género ainda pouco afeito ao seu estilo, o western. E novos projectos e desafios estão já no horizonte… em particular no que respeita a Tex Willer e à Sergio Bonelli Editore, onde encontrou uma nova casa!

Massimo Rotundo e a arte texiana de um autor galardoado com o Yellow Kid (1990)

 (Post adaptado, com a devida vénia, do Tex Willer Blog. Para aproveitar a extensão completa das imagens supra, clique nas mesmas).
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