TEMAS DE FILMES: RUMO AO DESCONHECIDO, PELAS TRILHAS DO OESTE

Um clássico entre os maiores sobre a conquista do Oeste, A Caravana Perdida (1951) converteu-se num dos filmes preferidos de John Ford (1895-1973) — de quem era a história original, adaptada em argumento cinematográfico por Frank Nugent (seu habitual colaborador) e (o próprio filho) Patrick Ford. Tendo assumido a produção com Merian C. Cooper, para Argosy a cargo da RKO, Ford inspirou-se em factos reais, ocorridos por 1849, almejando — como vectores dramáticos/narrativos — a simplicidade e as emoções, numa magistral emergência romântica e optimista. Espíritos rudes, força telúrica.

A infinita matriz visionária do cineasta é estilizada pela fotografia de Bert Glennon, em prodigioso preto e branco, tendo por contraponto palpitante a música de Richard Hageman, ainda com recurso aos Sons of the Pioneers. Eis todo o tipo de pessoas, de anos e sexos vários, sob humores e perigos variegados. Como se o próprio coração da América, premente e genuíno, se revelasse pois — numa pulsão latente, intemporal, da natureza humanista com a paisagem arrebatadora.

(Nota: artigo de José de Matos-Cruz publicado em Imaginário #658, de onde o reproduzimos, com a devida vénia)

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