VÍTOR PÉON E O “WESTERN” (DE DENVER BILL A “TOMAHAWK” TOM) – 1

Num trabalho de homenagem ao saudoso Vítor Péon, que realizei para um fanzine editado em 2011 pela Câmara Municipal de Moura — no âmbito do 17º Salão de BD levado a efeito por aquela autarquia, com coordenação de Carlos Rico —, tive a grata oportunidade de abordar longamente uma das facetas mais relevantes da sua prolífica obra como autor de histórias aos quadradinhos, talvez mesmo a que, desde sempre, lhe despertou maior paixão: o western.

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Nesse trabalho, profusamente ilustrado e documentado, procurei também conciliar a informação cronológica com a perspectiva histórica, já que Vítor Péon foi um dos poucos desenhadores a dominar com mestria, durante os anos 40 e 50, em plena “época de ouro” da BD portuguesa, um género graficamente tão sugestivo (e ao mesmo tempo tão difícil) como as aventuras de cowboys, tendo deparado, na realidade, com um único rival na excelsa arte de E. T. Coelho, que ao western deu também valiosa contribuição, embora de forma menos intensa e apaixonada, e por um período muito mais breve, do que Péon.

É esse trabalho, reproduzido directamente das páginas da publicação editada pela C. M. de Moura (e cujas capas são alusivas a Tomahawk Tom, o mais icónico aventureiro do Oeste criado por Vítor Péon), que começamos hoje a apresentar aos nossos leitores, dividido em várias partes, para tornar mais amena a sua leitura.

Assim se prolonga neste blogue uma merecida homenagem a um grande pioneiro da BD portuguesa, que deu às histórias aos quadradinhos de cowboys em estilo realista, produzidas por autores nacionais, as suas primeiras cartas de nobreza.

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3 thoughts on “VÍTOR PÉON E O “WESTERN” (DE DENVER BILL A “TOMAHAWK” TOM) – 1

  1. Meu caro Jorge Magalhães,
    Congratulo-me com a divulgação que faz a este excelente fanzine, dentro da linha habitual de qualidade a que o Jorge nos habituou nos seus trabalhos.
    Faltou, contudo, talvez acrescentar que este fanzine faz parte da “Colecção Jorge Magalhães” (em 4 números, sendo este o terceiro) e que, para os que gostam de folhear os livros em papel ainda existe a possibilidade de adquirirem alguns exemplares, bastando para isso que contactem a Câmara Municipal de Moura. Também o podem fazer, através do meu e-mail de serviço carlos.rico@cm-moura.pt
    Já agora, os outros números da colecção são os seguintes:
    1 – “Banda Desenhada e Ficção Científica – As Madrugadas do Futuro”
    2 – “O Western na BD Portuguesa”
    4 – “Franco Caprioli – No Centenário do Desenhador Poeta”
    Um grande abraço.
    Carlos Rico

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  2. Obrigado, amigo Carlos, pelo seu comentário e pela pertinente observação. Embora a modéstia me tivesse impedido de mencionar esse facto, bem sabe que me sinto muito honrado por ter tido o privilégio de colaborar consigo, numa série de fanzines editados pela Câmara Municipal de Moura e incluídos numa colecção com o meu nome (as iniciais não enganam 🙂 )
    Aliás, não foram só estes quatro, como se deve recordar, pois começámos muito antes. Se outra oportunidade surgisse, não hesitaria em repetir a tarefa, ainda que certamente mais árdua agora, depois de passados tantos anos.
    Numa próxima oportunidade, darei o devido destaque no blogue à sua informação de que esses quatro fanzines ainda estão disponíveis.
    Um grande abraço,
    Jorge Magalhães

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  3. Amigo Jorge, mais honrado me sinto eu por ter tido a oportunidade de consigo trabalhar, e bastante pena tenho que esta colecção não tenha seguido com mais números. Pode ser que um dia isso se concretize, quem sabe? Por mim, já sabe que estarei sempre disposto a avançar com este tipo de projectos.
    Faltou-me, também, dizer que o número dedicado a Franco Caprioli teve uma versão em DVD, muito mais recheada de material, onde também me deu imenso gozo colaborar consigo, com a Catherine e com a nossa querida Fulvia Caprioli, filha do malogrado desenhador italiano. Um projecto que jamais esquecerei e no qual (não fora o facto de haver um sempre malfadado prazo de entrega) ainda hoje, certamente, estaríamos a trabalhar, tal a quantidade de informação que se poderia acrescentar e o entusiasmo com que o fazíamos.
    Outro abraço
    Carlos Rico

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